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Menino de 7 anos é a primeira criança vacinada contra a covid em Mossoró

Mossoró iniciou na manhã deste sábado, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid. Davi Guilherme, de 7 anos, foi a primeira criança vacinada na cidade contra a doença.

Neste fim de semana, a vacinação das crianças acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) do Alto de São Manoel e Santo Antônio, das 8h às 16h.

Em Mossoró, há 28.809 crianças na faixa etária dos 5 aos 11 anos e, portanto, aptas a receber a vacina contra a covid.

 

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RN inicia vacinação infantil contra a covid neste sábado

Para dar início à vacinação das crianças de 5 a 11 anos, a governadora Fátima Bezerra e o secretário de Saúde Cipriano Maia estarão presentes no ato simbólico na Unidade Básica de Saúde Amarante, em São Gonçalo do Amarante, às 9h neste sábado (15). Na ocasião, também estarão presentes o secretário de saúde do município de São Gonçalo Jalmir Simões e a coordenadora de Vigilância em Saúde Kelly Maia.

Na manhã de sexta-feira (14/1), o Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), recebeu 20.900 doses do imunizante da Pfizer específicos para a vacinação das crianças nessa nova faixa etária. Por ser um baixo quantitativo perto da quantidade estimada em aproximadamente 350 mil crianças, a orientação é que a vacinação comece por aquelas com comorbidades ou deficiência permanente. Para depois seguir escalonamento por idade crescente, iniciando com as crianças de 5 anos.

Em Mossoró, a imunização ocorrerá nas Unidades Básicas de Saúde Maria Soares, no Alto de São Manoel, vizinho a Unidade de Pronto Atendimento do Alto de São Manoel, e Chico Costa, no bairro Santo Antônio, vizinho a UPA do bairro.

 

SERVIÇO

O QUE: Ato simbólico de início da vacinação das crianças de 5 a 11 anos de idade.

DATA/HORÁRIO: Sábado (15/01/2021), às 9h.

LOCAL: Unidade Básica de Saúde (UBS) Amarante, Av. Maranhão, São Gonçalo do Amarante, RN.

 

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Prefeitura de Mossoró terá que exigir cartão de vacinação em locais públicos

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Mossoró que discipline, por meio de decreto, medidas para a exigência do comprovante do esquema vacinal em locais públicos e privados que possam promover aglomerações. Além de exigir o passaporte de imunização contra a Covid-19 deve-se exigir também o teste PCR com 72 horas ou teste de antígeno com 48 horas, isso somente para aqueles que não tomaram a dose de reforço (D3).

Para emitir a recomendação o MPRN considerou o momento de expansão da transmissão da variante Ômicron no Brasil, devido ao grande potencial de transmissibilidade. Desta forma, nenhum evento de massa deve ser autorizado sem as garantias sanitárias e sem um rigoroso processo de controle e fiscalização, a ser realizado pelas autoridades públicas, bem como as empresas/instituições responsáveis pela organização destes eventos.

A orientação do MPRN é que para elaborar o decreto o Município se baseie nas recomendações do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e no  Decreto Estadual nº 30.940, de 30 de setembro de 2021, podendo adotar medidas mais restritivas, levando ainda em consideração as características da localidade.

O estudo da evolução da pandemia no RN, feito na rede assistencial Covid-19 do SUS em janeiro de 2022, realizado pelo LAIS/UFRN concluiu que é necessário ampliar as medidas de segurança para qualquer evento que possa promover o encontro de grandes públicos, dado a introdução da variante Ômicron no território potiguar. O estudo foi publicado em 7 de janeiro de 2022.

No referido estudo o LAIS/UFRN orientou, ainda, que essa medida deve ser aplicada para eventos públicos e privados e que a testagem associada à vacinação completa deve ser exigida para eventos de massa até que o RN consiga atingir no mínimo 80% de sua população adulta com a D3.

 

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Números apontam expressiva imunização dos estudantes da graduação da UERN

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) encerrou, na segunda-feira (10/1), o prazo para os alunos e alunas dos cursos de graduação, modalidade presencial, comprovarem o esquema vacinal contra a Covid-19.

A reitora Cicília Maia incentiva a imunização e os cuidados. “Nossa convicção continua a mesma de março de 2020, logo no início da pandemia, quando resolvemos suspender as atividades presenciais. A prioridade é a segurança de nossa comunidade. Precisamos que todos e todas continuem se protegendo contra a Covid-19 e suas variantes. Estamos atentos e monitorando as condições sanitárias”, afirmou a reitora.

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) informa que, do total de estudantes matriculados em cursos da modalidade presencial, 96,67% preencheram o formulário, destes, 98,07% se declararam totalmente vacinados e 1,5% está parcialmente vacinado. O índice de estudantes que optaram por não se vacinarem é de apenas 0,07%.

Conforme resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), nos casos de não imunização decorrente de motivo alheio à própria vontade do discente, devidamente comprovado por atestado médico, as atividades acadêmicas poderão ser desenvolvidas em regime domiciliar. Dos estudantes que preencheram o formulário, 0,15% encontra-se nessa condição.

A mesma situação – Procedimento Análogo ao Regime de Exercícios Domiciliares – vale para estudantes que comprovadamente estejam participando como voluntários de testes clínicos em humanos, de outros imunizantes contra a Covid-19. Dos matriculados em cursos de graduação da Uern, o índice de estudantes que responderam estarem participando de testes clínicos foi de 0,21%.

A participação expressiva demonstra que a comunidade estudantil está vigilante e atenta à importância da vacinação como a forma mais eficiente de se proteger contra a Covid-19.

Agora inicia uma nova fase. No período de 11 a 20 de janeiro, as comissões dos cursos vão analisar os documentos enviados para validar a situação vacinal da comunidade estudantil. “Nesse período, os retardatários podem procurar as comissões dos cursos para apresentar os documentos que comprovem a vacinação, pois a lista de possíveis estudantes com as matrículas trancadas só será publicada no dia 28 de janeiro”, explicou a pró-reitora adjunta de Ensino de Graduação, Fernanda Abreu.

O pequeno número de estudantes matriculados que optou por não tomar a vacina e não declarou a situação vacinal poderá ter a matrícula trancada.

Aulas presenciais – A UERN trabalha com a perspectiva do retorno das aulas presenciais para o dia 2 de fevereiro, data aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). Várias ações vêm sendo implementadas para possibilitar esse retorno seguro: preparação dos espaços físicos, orientações sobre normas de biossegurança e comprovação da vacinação por parte dos servidores e estudantes, dentre outras iniciativas.

O trabalho presencial foi retomado de forma escalonada – uma parte dos servidores retornou no início de novembro e outra parte no início de dezembro. Esse retorno gradual foi estabelecido para preparar a estrutura física da Universidade.

A Universidade instituiu um Comitê Covid-19 logo no início da pandemia. Esse comitê está monitorando o cenário epidemiológico, sempre pautado pela segurança de sua comunidade. A Uern vem seguindo todos os decretos estaduais. Qualquer mudança na modalidade de retorno será levada ao Consepe. (Agecom/UERN)

 

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Comprovação vacinal contra a covid de servidores estaduais deve ser enviada até dia 20

Os órgãos da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual devem encaminhar até o próximo dia 20 de janeiro as informações atualizadas do esquema vacinal contra a covid-19 dos agentes públicos estaduais, conforme exigência do Decreto nº 31.022, de 26 de outubro de 2021. Em ofício circular nº1/2022-GAC, o Governo do Estado reitera a necessidade de cumprimento do decreto sob pena de sanções administrativas.

Com o objetivo de garantir ambiente de trabalho com reduzido risco de contaminação, preservar a saúde dos agentes públicos e conter avanço do cenário epidemiológico, o decreto estabelece a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 a todos os agentes públicos, servidores e terceirizados, civis ou militares no âmbito do serviço público estadual do Rio Grande do Norte.

A comprovação do esquema vacinal, em conformidade ao calendário de imunização, deve ser enviada ao Gabinete Civil do Estado. Em caso negativo, deve ser apresentada declaração com a devida justificativa médica ou técnica.

São aceitos os seguintes documentos, os quais são considerados oficialmente como passaporte da vacina: Aplicativo Mais Vacina; Conecta SUS; Carteira de Vacina emitida pelas Secretarias de Saúde dos Estados ou Municípios, bem como institutos de pesquisa clínica ou outras instituições governamentais, nacionais ou estrangeiras.

 

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RN não registrou mortes de adolescentes após a vacinação

O Rio Grande do Norte não registrou óbitos de adolescentes, entre 12 e 17 anos, após o início da imunização deste público contra o coronavírus. O dado integra o mais recente relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), divulgado na manhã do último sábado, 8/1.

Outra informação importante é que antes do início da vacinação, desta faixa etária, o estado registrou 32 mortes de adolescentes acometidos pela covi-19. “Os dados reforçam, ainda mais, a importância da vacinação de toda a população, inclusive de crianças a partir dos cinco anos de idade”, reforça o diretor executivo do LAIS, professor Ricardo Valentim.

Além do diretor executivo do LAIS, o documento foi redigido pelos pesquisadores Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Fernando Lucas, Higor Morais, Isabela Sales Moioli, Juciano Lacerda, Leonardo Galvão de Lima, Nícolas Veras, Pablo Holanda, Rodrigo Silva e Talita Brito.

Entre outras informações, o documento traz recomendações quanto a promoção de eventos no RN. Para os pesquisadores, é fundamental ampliar as medidas de segurança para qualquer evento que possa promover o encontro de grandes públicos. Para isso, além de exigir o passaporte de imunização contra a covid-19, demonstrando que o indivíduo está totalmente vacinado deve-se exigir também o teste PCR com 72 horas ou teste de antígeno com 48 horas, isso somente para aqueles que não tomaram a dose de reforço (D3).

Veja aqui o relatório_completo

 

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RN alcança 50% de jovens com duas doses contra a covid

A vacinação contra a Covid-19 entre os adolescentes de 12 a 17 anos no Rio Grande do Norte alcançou metade do grupo com as duas doses do imunizante.

São pouco mais de 159 mil jovens potiguares que completaram seu esquema de proteção, de acordo com a plataforma RN+ Vacina. No total, mais de 419 mil doses já foram aplicadas, chegando a 81% do público-alvo, que é de aproximadamente 318 mil pessoas nos 167 municípios.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) alerta, no entanto, para o quantitativo de doses em atraso, que passa dos 47 mil adolescentes. “Cada vez mais a campanha de imunização avança e é importante ir alcançando esses patamares de imunização. Porém, não podemos perder de vista a necessidade de tomar a segunda dose. A vacinação é uma estratégia de proteção coletiva, precisa que todos façam sua parte”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia.

O quantitativo de 50% dos jovens com duas doses foi alcançado após cinco meses de campanha. A vacinação iniciou-se, com intercorrências e poucas doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, pelas adolescentes grávidas, passando aos jovens com comorbidades ou deficiência permanente, para depois ser liberada para todos entre 12 e 17 anos.

ADULTOS – Entre os moradores do RN acima dos 18 anos, a cobertura de vacinação contra a Covid-19 já chegou a 91% com a primeira dose e 83% com a segunda dose. A dose de reforço, que está liberada apenas para os adultos, ultrapassou os 21% do público-alvo no início deste mês.

Ao olhar para a população geral, os percentuais de aplicação das vacinas no estado estão em 84% para a primeira dose e 75% para as duas doses.

CRIANÇAS – A Sesap aguarda a sinalização do Ministério da Saúde com relação ao envio das doses para o público das crianças entre 5 e 11 anos. A Comissão Comissões Intergestores Bipartite, que reúne a representação da Sesap e dos municípios, aprovou de forma unânime que a vacinação de crianças contra a Covid-19 no RN não terá exigência de laudo médico e/ou autorização de pediatra.

A logística para a operação da vacina nas crianças será a mesma mantida pela Sesap, em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), desde o início da campanha, há cerca de um ano, com a distribuição das doses em menos de 24h após a chegada do carregamento ao Estado.

 

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Após pressão, Ministério da Saúde inclui crianças na vacinação contra a covid  

Após pressão da sociedade e de entidades médicas e científicas, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, anunciou a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de operacionalização de vacinação contra a covid-19. As primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro. Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer – o único aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Brasil receberá, no primeiro trimestre de 2022, 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças. O Ministério da Saúde receberá, ainda em janeiro, um lote de 3,74 milhões de doses de vacina.

“Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O secretário executivo do órgão, Rodrigo Cruz, informou que outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.

O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.

Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.

O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.

A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas. Mas o Ministério sugeriu que os pais procurem profissionais de saúde.

Questionado por jornalistas se essa recomendação não desestimularia os pais a levarem os filhos para vacinar, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu afirmando que isso deixaria os pais mais “seguros” para decidir sobre a imunização.

Análise – Durante a coletiva, o ministro Marcelo Queiroga e seus secretários defenderam o processo de análise e definição da inclusão do público infantil no Plano Nacional de Imunizações (PNI).A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.

“Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário. Também estava no nosso radar. Nós temos uma tempestividade, o tempo correto de ser feito. E acredito que este é o tempo adequado”, acrescentou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.

Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.

O secretário executivo Rodrigo Cruz comentou que a equipe da pasta acionou a Pfizer após o anúncio da decisão da Anvisa. Um aditivo do 3º contrato foi firmado no dia 28 de dezembro, que fechou a entrega das 20 milhões de doses no 1º trimestre.

Pfizer – Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”. (Agência Brasil)

 

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Sesap reforça importância da vacina contra a Influenza

Diante do aumento do número de casos de Influenza A no Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap/RN) orienta a população a procurar os postos de vacinação ou a unidade mais próxima da sua casa para garantir a imunização.

O Estado do Rio Grande do Norte notificou no mês de dezembro 93 casos de Influenza A, sendo 37 identificados como H3N2. A garantia da imunização reduz internações, complicações e óbitos na população-alvo. A vacinação contra a Influenza A, deve ser feita uma vez ao ano.

A meta da vacinação no Rio Grande do Norte é de 90% para a população alvo encontra-se baixa em diversos setores do país, o Rio Grande do Norte, está hoje com 80% de cobertura vacinal, de acordo com a plataforma RNmaisvacina.

As pessoas que já receberam a dose este ano, não necessitam de segunda vacinação, somente no próximo ano a partir de maio. A Coordenação Estadual de Imunização do Rio Grande do Norte orienta que os municípios analisem as inconsistências de dados da Campanha contra influenza, assim como realizem os registros de dados nos sistemas de Informação. Para os municípios que ainda possuem doses, estas deverão ser utilizadas exclusivamente para o público de Idosos, Profissionais de Saúde e Imunossuprimidos, podendo ser ampliada para os demais grupos conforme a procura.

 

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Fiocruz diz que vacinação de crianças contra a covid é estratégica  

A vacinação de crianças e de pessoas que vivem em locais remotos é estratégia importante para aumentar a imunização da população contra a covid-19, de acordo com estudo divulgado hoje, 21/12, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa foi submetida à Revista Brasileira de Epidemiologia e está disponível na internet.

Segundo a publicação, atualmente, cerca de 85% dos brasileiros podem se vacinar, se consideradas todas as pessoas acima de 11 anos. No entanto, os pesquisadores observaram que, desde setembro, o ritmo de vacinação da primeira dose no Brasil vem desacelerando. Nos dois meses seguintes ao dia 9 de outubro esse ritmo caiu ainda mais, chegando perto do zero, cerca de 0,08% por dia.

Para os pesquisadores, isso poderia sugerir que a vacinação já está próxima do seu limite, com 74,95% da população imunizada com a primeira dose.

Diante desse cenário, o estudo aponta como uma das formas de superar essa curva de estagnação ampliar as faixas etárias elegíveis à vacinação, com a imunização das crianças, e criar novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos.

Para os pesquisadores, a estagnação tem maior relação com dificuldade de acesso do que com recusa em receber a vacina.

Na última quinta-feira (16/12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech, a Comirnaty, em crianças com idade de 5 a 11 anos.

Na sexta-feira (17/12) o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para o governo federal se manifestar sobre atualização do Programa Nacional de Imunizações com a inclusão da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Ontem (20), o prazo foi ampliado até 5 de janeiro.

No último final de semana, o Ministério da Saúde informou que irá decidir sobre a vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos no dia 5 de janeiro. Antes disso, será realizada uma audiência pública para discutir o assunto.

Apesar da autorização da Anvisa para uso do imunizante Pfizer em crianças, ainda não há expectativa para o início da vacinação desse público no país. Se o Ministério da Saúde incluir as crianças no Programa Nacional de Imunizações em 2022, quem vai fornecer as doses específicas para esse grupo, de acordo com a pasta, será a farmacêutica Pfizer.

Cobertura desigual – A análise da Fiocruz teve como base a cobertura vacinal por unidade da Federação e teve como período de referência a Semana Epidemiológica 47, correspondente à última semana de novembro.

O estudo mostra que há uma grande desigualdade nacional, com Norte e Nordeste apresentando as piores coberturas, tanto de primeira quanto de segunda doses, o que deixa claro que os valores nacionais são inflacionados pelos números estatisticamente superiores dos estados do Centro-Sul. São Paulo e Amapá têm, respectivamente a maior e a menor cobertura vacinal no país.

Um dos fatores para a menor cobertura vacinal pode ser o fato de a população da Região Norte ser mais jovem. Além disso, de acordo com os pesquisadores, questões relacionadas à logística de distribuição podem influenciar nos dados utilizados na análise.

O estudo ressalta que a estratégia de vacinação como medida de mitigação da pandemia tem sido uma medida efetiva, no Brasil e no mundo. Em relação à vacinação infantil, a pesquisa diz que há imunizantes com comprovada eficácia para este grupo etário e estudos de segurança indicam que é possível sua utilização. (Agência Brasil)

 

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