Acusado de receber dinheiro ilegal, Allyson nega reajuste legal a professores

Para o gestor mossoroense, que tem salário astronômico e suspeita de receber "por fora", os docentes só podem receber o piso

por Ugmar Nogueira
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) está, segundo a Polícia Federal (PF) no topo do esquema de desvios de dinheiro da saúde da cidade. Diálogos interceptados pela PF e autorizados pela Justiça mostram os sócios de uma empresa relevando que Allyson receberia propina do esquema.

Enquanto é acusado de receber dinheiro ilegal (15% de propina, segundo a Matemática de Mossoró mostrada pela PF), Allyson se nega a dar um reajuste legal aos professores da rede municipal. Em entrevista à FM 95 hoje, Allyson negou o direito. Essa é a terceira vez que o gestor sonega o reajuste. A alegativa é de que a prefeitura já paga o piso. 

Com essa cantilena injustificável, Allyson impõe aos professores perdas salariais superiores a 30% (14,95% em 2023), 6,7% (em 2025) e 5,4% desse ano.

Com salário de R$ R$ 34.774, além de vários benefícios, diárias, o prefeito de Mossoró ainda é suspeito de receber dinheiro “por fora” (segundo investigações da PF). Por outro lado, se apropria indevidamente dos salários dos docentes ao se negar a conceder o reajuste garantido por lei.

Allyson disse ainda que para se pensar em conceder reajuste aos professores é preciso análise técnica, financeira e legal. Critérios, por exemplos, que não foram analisados pela gestão municipal na compra de medicamentos à Dismed, segundo mostra a Operação Mederi.

Veja abaixo Allyson negando o reajuste e dizendo meias verdades sobre respeito aos direitos dos docentes

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