O deputado estadual Neilton Diógenes (PP) sofreu um acidente de trânsito por volta das 4h30 da manhã desta terça-feira (19), na BR-405, nas proximidades da comunidade do Jucuri, em Mossoró.
De acordo com informações do próprio parlamentar, ele seguia viagem para Natal quando o veículo em que estava foi surpreendido por animais soltos na pista.
Além de Neilton, também estavam no automóvel o vereador de Apodi, Filipe, o chefe de gabinete Danilo, além de Evan Filho e Wellington Carlos. Apesar do forte impacto e dos danos materiais causados no veículo, todos os ocupantes passam bem.
Após o acidente, Neilton Diógenes utilizou as redes sociais para agradecer pelo livramento e tranquilizar amigos e apoiadores.
“Graças a Deus, estamos todos bem. Não tem conquista, não tem obra que valha mais do que a vida”, escreveu o deputado em publicação feita após o ocorrido.
Últimas do Polícia
Começou superfaturando um vaso aqui, um enfeite acolá. Depois, um sobrepreço num contrato de água, e evoluiu-se rapidamente para a contratação de buffets por valores muito acima dos valores de mercado. Daí para contratos na saúde sem retorno na medida do pagamento e cobrança de propinas na base de 5%, 10% e 15% foi um pulo. Aliás, dá pulinhos é o que mais nosso personagem gosta de fazer. Para distrair bobos. Para enganar tolos.
Se o adágio popular diz que “a ocasião faz o ladrão”, nosso “menino” não se fez de rogado. Instaurou um sofisticado esquema de desvios de dinheiro da saúde. Coisa de dezenas de milhões de reais. Segundo a polícia, um esquemaço, um esquemão, afinal, para quem já foi pobrezinho, sempre é bom usar um superlativo para tentar esquecer de onde se veio.
A maquinação, boa, robusta, produtiva, rentável e moderna (a mais eficaz em toda a história da cidade) foi se ampliando, ganhando terreno e saindo dos limites do município. Chegou a outras plagas, fazendo brilhar os olhos de gestores desonestos e abrindo os sorrisos de operadores criminosos ávidos por dinheiro ilícito. Hoje, se confraternizam construindo alianças para um salto maior na estrutura de poder. Querem ir mais longe. Chegar a novos cofres. Empalmar novos dinheiros. Tudo sob o comando do nosso “guerreiro”.
Não era um prefeito, era um líder de organização criminosa. Tão organizada que deve ter até CNPJ. Comandada por um sujeito competente em criar cortinas de fumaça e a culpar os outros dos roubos que ele mesmo faz. Um “ás” das novas formas de linguagens midiáticas. Um midas dos discursos cibernéticos. Embora o ouro já esteja guardado em algum cooler de isopor. O “menino” sabe o caminho das pedras. A polícia sabe por onde o “menino” andou.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15/5), a Operação Sem Refino, para apurar a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, para dissimulação de bens e para evasão de recursos ao exterior.
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. Um dos alvos da operação é o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 7 medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foi determinada a inclusão de nome de investigado na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL, o empresário e advogado Cláudio Magro.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de, aproximadamente, R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
Além dos 25 integrantes da organização, o MPRN também ofereceu denúncia contra uma advogada suspeita de auxiliar a facção no repasse de informações e ordem para crimes. Os denunciados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa armada, associação para o tráfico de drogas, comércio clandestino de armas de fogo e lavagem de capitais.
Estrutura organizacional
A estrutura organizacional da facção apresenta uma hierarquia piramidal dividida em níveis de comando e execução. No topo está a Final, composta pelos fundadores, e abaixo situa-se o Conselho Estadual ou CBF, órgão deliberativo responsável por diretrizes estratégicas e autorização de execuções. Alligueiton Patrício de Araújo (conhecido como Ponta ou Adidas) é apontado como liderança do conselho e responde por integrar organização criminosa armada, associação para o tráfico (10 vezes), comércio ilegal de armas e lavagem de capitais (7 vezes).
No nível operacional de liderança de células e arrecadação, destacam-se réus como Edson Cardoso Beserra (Gato), gestor financeiro que responde por organização criminosa e associação para o tráfico. Rodrigo Rodrigues Salviano (Mago Rodrigo), com atuação no Golandim, e Vitor Vinícius de Moura Torres (Chumbada), com atuação na Guarita, respondem por integrar a organização e associação para o tráfico. Outros líderes locais como Alexsandro Freitas de Souza (Senhor), Iranilson de Lima Rodrigues (Libra) e José Henrique Alves de Oliveira (Cabeludo) também respondem por integrar organização criminosa armada.
Setores especializados
A facção possui setores especializados como a Transparência, Cadastro Geral e Geral do Sistema, ocupados por Ricardo Alexandre do Nascimento (Alienígena) e Lenilson Silva dos Santos (KLG), que respondem por integrar a organização criminosa. No controle de dívidas e gerência local em Ponta Negra, Kleiton da Silva (Forasteiro) também responde pelo crime de organização criminosa. Eudes da Cruz Ribeiro Júnior (Brexa) atuava na logística bélica e financeira em Parnamirim, respondendo por integrar a organização.
O réu Marcelo André de Oliveira (Bença), mesmo custodiado, é apontado como parte do núcleo de comando e orientação da facção. Outros integrantes como Lucas Vinícius Ernesto Dantas (Afeganistão), Jefferson Kleyton Fernandes (Bomba) e Arthur Kelwen Dantas da Silveira respondem por associação para o tráfico e comércio de armas.
Por fim, a organização criminosa mantém uma estrutura paralela batizada de Sintonia dos Gravatas, que é composta por advogados. A investigação da operação Treme Tudo apontou que a advogada Sandra Cássia Moura Caetano atuava como ponte para mensagens de líderes presos. No dia da deflagração da operação Treme Tudo, ela foi presa em flagrante com “catataus”, como são chamados os bilhetes utilizados para repassar as ordens para os crimes. Ela responde por integrar organização criminosa armada e embaraçar a investigação de infrações penais.
Parcerias interestaduais
As investigações revelaram alianças estratégicas com grupos de outros Estados, como a Nova Okaida (PB), GDE (CE), ADE (GO), BDM (BA) e TCP (RJ/CE/GO). Foi identificada conexão direta com o Comando Vermelho no Amazonas por meio de Josue Moraes de Almeida (Gatiado), apontado como liderança daquela facção e fornecedor de entorpecentes para o grupo potiguar. Ele responde por integrar organização criminosa armada e associação para o tráfico. Francisco Shalon Bezerra de Araújo (Moeda) atuava como intermediário no tráfico interestadual e responderá por organização criminosa, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Lavagem
Para a lavagem de dinheiro, a facção utilizava contas de terceiros. Lucas Pereira de Oliveira Silva (LK) é apontado como operador financeiro e logístico de Alligueiton, respondendo por organização criminosa, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Yanne Pinheiro Teixeira também responde por lavagem de capitais, por disponibilizar contas bancárias para a circulação de valores oriundos do tráfico. O processo cita ainda outros réus como Arlon Cleiton de Sousa Barbosa (Fala Mansa), Rogério Silva do Nascimento (Jogador) e Luciano Ferreira da Silva (Grisalho) que respondem por integrar a organização armada.
Próximos passos
Com o recebimento da denúncia, a Justiça manteve a prisão preventiva de 15 réus para garantia da ordem pública. Acusados como Rodrigo Rodrigues Salviano, Arthur Kelwen e Luciano Ferreira da Silva permanecem foragidos. O processo seguirá para a fase de citação dos réus e resposta à acusação. O MPRN requereu o perdimento de todos os bens, veículos e valores em espécie apreendidos durante a operação, como forma de desarticular financeiramente a organização.
Território Seguro chega a 230 prisões e causa prejuízo de R$ 94,4 milhões ao crime organizado no RN
O Projeto Território Seguro, iniciativa do Governo Federal em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte, já causou prejuízo estimado em R$ 94,4 milhões ao crime organizado em oito meses de atuação no bairro de Felipe Camarão, na zona Oeste de Natal. Desde o início das operações, em setembro de 2025, as forças de segurança também contabilizam 230 prisões, apreensão de 2,3 toneladas de drogas e 44 armas de fogo, além do cumprimento de 38 mandados judiciais.
Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (7), durante reunião no Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), presidida pela governadora do Estado, professora Fátima Bezerra. Participaram do encontro o secretário da SESED, coronel Francisco Araújo; o secretário-adjunto, delegado Osmir Monte; representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública; forças estaduais, federais e municipais; Ministério Público e Defensoria Pública do RN; além de instituições parceiras, como o Banco do Brasil e a Universidade de São Paulo (USP).
“Esse é um trabalho construído com diálogo, cooperação entre as instituições e compromisso permanente com a construção de um território verdadeiramente seguro para a população”, afirmou a governadora, destacando a importância dos investimentos realizados na área da segurança pública.
O secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Araújo, destacou a integração entre as forças e os resultados alcançados.
“Os números demonstram que o trabalho integrado tem produzido resultados concretos no enfrentamento ao crime organizado, fortalecimento da segurança e melhoria da qualidade de vida da população”, declarou.
O Território Seguro é um projeto-piloto nacional voltado ao enfrentamento do domínio territorial exercido por organizações criminosas. A iniciativa reúne ações de inteligência, operações policiais e presença do Estado em áreas vulneráveis.
O coordenador de Combate ao Crime Organizado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Getúlio Monteiro, ressaltou o sucesso do trabalho desenvolvido.
“Nunca se combateu tanto o crime organizado. Segurança pública exige investimento e inteligência, e temos isso aqui. O Rio Grande do Norte é o estado do Brasil que melhor aplica os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Em apenas oito meses de Território Seguro, Felipe Camarão já vive outra realidade”, disse.
Como parte do projeto, serão realizadas nesta sexta-feira (8) e sábado (9) ações sociais abertas ao público, na Escola Municipal Djalma Maranhão, em Felipe Camarão. A programação contará com emissão de documentos, vacinação, atendimento jurídico, serviços de saúde, atividades educativas, ações culturais e oferta de diversos serviços gratuitos à comunidade.
Cinco detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, localizada na região metropolitana de Natal, na manhã deste sábado (2). De acordo com a Polícia Penal, os internos estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram escapar após danificarem a estrutura da cela durante um período de intensas chuvas.
As forças de segurança foram acionadas imediatamente após a constatação da fuga e realizam diligências para localizar e recapturar os foragidos. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro dos detentos.
Os fugitivos foram identificados como Carlos Soares Alves da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Maycon Dias Mora, Pedro Gabriel da Silva e Rodrigo da Silva Nascimento.

Pedro Gabriel da Silva

Carlos Soares Alves da Silva

Jefferson Cleyton Lima da Silva

Maycon Dias Mora

Rodrigo da Silva Nascimento
A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) informou que abriu procedimento para apurar as circunstâncias da fuga. Este é o primeiro registro de evasão na unidade desde 17 de julho de 2021.
A população pode contribuir com as investigações repassando informações de forma anônima por meio do telefone 190.
FONTE: SEAP RN
FOTOS REPRODUÇÃO
Após 3 dias de júri, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de seis pessoas pelo assassinato de Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, ocorrido em maio de 2021. A decisão judicial acolheu a pretensão apresentada pelo MPRN, que apontou a existência de uma articulação para a execução da vítima no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte de Natal. O julgamento foi concluído na noite desta quarta-feira (29).
A denúncia oferecida pela 3ª Promotoria de Justiça de Natal detalhou que o crime foi motivado por uma disputa de herança que tramitava no Poder Judiciário há cerca de oito anos. O MPRN comprovou que a irmã da vítima, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, e o cunhado, Luciano Cabral de Souza, foram os autores intelectuais e mandantes do homicídio. O casal teria planejado a morte da familiar devido a atritos gerados por uma ação de anulação de inventário.
PM condenado
A atuação do MPRN permitiu identificar que o policial militar Josivan Pereira da Silva atuou como o articulador da empreitada criminosa. O MPRN demonstrou que o militar intermediou o contato entre os mandantes e os executores, organizando a promessa de pagamento de valores pelo crime. Em razão da gravidade da conduta e da pena aplicada, a sentença judicial também determinou a perda da função pública do policial.
Os executores diretos do homicídio, João Paulo Rocha e Alcivan Bernardo da Silva, foram identificados por meio de câmeras de segurança e relatórios técnicos de análise veicular. Conforme narrado na acusação, a dupla utilizou uma motocicleta para chegar ao estabelecimento comercial da vítima, onde João Paulo efetuou o disparo de arma de fogo contra a nuca de Pollyana. Alcivan foi o responsável por pilotar o veículo e garantir a fuga do local logo após a execução.
O MPRN também comprovou que o denunciado Orklisthye Mayklie Moronel Matias de Oliveira forneceu a motocicleta utilizada no crime e participou do planejamento da ação. Embora tenha sido condenado por homicídio qualificado, o conselho de sentença reconheceu para este réu a participação de menor importância. Ele foi apontado como o responsável pelo suporte material necessário para que os demais envolvidos pudessem realizar a abordagem no comércio.
Penas aplicadas
A Justiça aplicou penas rigorosas aos réus, fixando para os mandantes Luciano Cabral e Paloma Nataluska 22 anos e 9 meses de prisão cada um. O policial militar Josivan Pereira recebeu pena de 19 anos e 3 meses, enquanto o executor João Paulo foi condenado a 21 anos. Alcivan Bernardo recebeu a pena de 17 anos e 6 meses, e Orklisthye Mayklie, por sua participação de menor importância, foi condenado a 11 anos e 8 meses de reclusão.
Com a publicação da sentença em plenário, a Justiça determinou a expedição imediata de mandados de prisão para o início da execução das penas.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (28) a operação Evolution. A investigação desarticula um sofisticado grupo criminoso que utilizava uma empresa de fachada no setor de distribuição de alimentos como peça central para conferir aparência de legitimidade a veículos de luxo de origem ilícita, corrompendo processos de registro e licenciamento do Detran/RN.
O nome da operação é uma alusão ao núcleo do esquema técnico: a “evolução” documental impossível de um veículo para outro. Através da infiltração de dados falsos, os criminosos realizavam a “mágica” de transformar o registro de um ciclomotor (uma simples motocicleta de 50 cilindradas) em um veículo de alto padrão. Além do aspecto técnico, o nome também faz uma alusão irônica à súbita e injustificável evolução econômica dos alvos, que ostentavam movimentações financeiras incompatíveis com suas rendas declaradas.
A suspeita é de que a empresa de alimentos foi criada exclusivamente para servir de anteparo documental. Através dela, o grupo simulava uma frota comercial para “lavar” veículos de origem criminosa.
Além de outras possíveis fraudes, foi constatado que chassis de ciclomotores teriam sido usados para criar registros virtuais de automóveis de luxo que não existiam fisicamente no momento do cadastro. Após a criação dos dados no sistema, os criminosos aguardavam ou encomendavam o roubo de veículos com características semelhantes para realizar a compatibilização física e documental, tudo com o fim de garantir a circulação livre e sem restrições destes automóveis.
Entre 2017 e 2019, a empresa adquiriu 29 veículos de luxo sem atividade comercial real que justificasse tal patrimônio. A conta desta pessoa jurídica movimentou sozinha R$ 21.958.414,59.
Suporte
Para manipular os processos do Detran/RN – que figura como vítima da fraude sistemática -, o grupo contava com uma estrutura de suporte de agentes financiadores ligados direta e indiretamente à empresa suspeita; despachantes e servidores públicos cooptados para facilitar e validar a entrada de dados falsos no então sistema Denatran, via Detran\RN.
Além de 10 mandados de busca e apreensão cumpridos no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e no Maranhão, a Justiça determinou o bloqueio judicial de toda a frota vinculada à empresa de fachada. O material eletrônico e documental apreendido passará por análise para detalhar a extensão da rede e identificar outros possíveis envolvidos.
A operação Evolution apura crimes de falsidade documental e inserção de dados falsos em sistemas de informações, corrupção ativa e passiva, alteração de sinal identificador de veículo automotor, receptação qualificada e lavagem de dinheiro; A ação contou com o apoio operacional da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e dos Ministérios Públicos dos Estados de Pernambuco, Maranhão e Piauí, por seus respectivos Gaecos. Os 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios potiguares de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, além de endereços vinculados a investigados nas cidades de Caruaru (PE) e Timon (MA).
O Governo do Estado dá continuidade ao processo de recomposição do quadro de Policiais Civil no Rio Grande do Norte e empossou nesta sexta-feira, dia 24, 170 novos profissionais, sendo 127 agentes de polícia, 25 delegados e 18 escrivães.
A recomposição foi iniciada a partir do concurso público realizado em 2021, após mais de uma década sem seleções. Desde 2019 foram nomeados 905 novos policiais civis, representando uma renovação de aproximadamente 75% do efetivo existente à época.
Os novos servidores são concluintes do Curso de Formação Profissional, homologado em 23 de fevereiro de 2026 e contemplam a reposição de vagas decorrentes de aposentadorias, vacâncias e outras formas legais.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de José Mateus Dantas Azevedo pelo assassinato de sua mãe, Gecinalda Dantas, ocorrido em agosto de 2023, em Caicó. O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri acatou integralmente a denúncia apresentada pelo MPRN, reconhecendo que o réu praticou homicídio qualificado. José Mateus recebeu pena definitiva fixada em 25 anos, 6 meses e 7 dias de reclusão.
O crime aconteceu na residência da família, localizada no bairro Paulo VI, no dia 10 de agosto de 2023, por volta das 19h40. De acordo com as investigações e a denúncia do MPRN, o acusado utilizou uma faca de cozinha e três troféus de vidro e plástico para golpear a vítima diversas vezes. O ataque causou múltiplas lesões na cabeça, pescoço e membros da vítima, levando-a à morte por hemorragia aguda e choque hipovolêmico.
Dinâmica e motivação do crime
As apurações indicaram que o assassinato foi motivado por questões financeiras, uma vez que a vítima descobriu movimentações bancárias indevidas feitas pelo filho. O réu teria transferido aproximadamente 60 mil reais da conta da mãe para a sua própria conta nos meses anteriores ao fato. No dia do crime, houve uma discussão entre os dois após Gecinalda confrontar o filho sobre as retiradas de dinheiro e as histórias inventadas por ele para esconder os gastos.
A denúncia detalhou que o crime foi cometido com requintes de crueldade, pois a vítima implorou por socorro enquanto era atacada. Vizinhos chegaram a arrombar a porta da casa, mas não conseguiram impedir o resultado fatal. Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou o corpo da vítima na sala e o acusado no banheiro, aparentando ter tomado banho recentemente para limpar vestígios da ação.
Qualificadoras e condenação
O MPRN sustentou que o homicídio foi qualificado por motivo torpe, devido ao interesse patrimonial, e pelo uso de meio cruel, dada a brutalidade da execução. Além disso, foi reconhecida a qualificadora do feminicídio, por ter sido praticado contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar. Os jurados rejeitaram a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa e decidiram pela condenação conforme os pedidos do MPRN.
A sentença destacou a elevada culpabilidade do réu, ressaltando que o crime foi cometido contra a própria genitora, rompendo um dever moral e ético de proteção. A Justiça considerou que a conduta revelou uma perversidade particular que extrapola a gravidade comum desse tipo de crime. Também foram valoradas negativamente as circunstâncias e as consequências do crime, citando a irreversibilidade do prejuízo econômico causado à vítima.
Aplicação da pena e regime
O regime inicial para o cumprimento da sanção será o fechado, conforme determina a legislação para condenações desse patamar e natureza. O réu não terá o direito de recorrer da decisão em liberdade, permanecendo sob custódia preventiva para a garantia da ordem pública. A Justiça determinou ainda a execução imediata da pena, seguindo o entendimento sobre a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri.


