O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) segue fazendo uso descarado da prefeitura de Mossoró na tentativa de se eleger governador. Ontem, em live, o gestor anunciou uma espécie de pacote de “projetos” que, em sua maioria, visam apenas captação de votos.
Uma das propostas visa a distribuição de bolsas para cerca de 5 mil famílias de estudantes da rede municipal de ensino. Sem critérios bem definidos, o projeto nada mais é que tentativa de compra de votos, como vem acontecendo com o Programa Incluir.
O prefeito anunciou ainda que entre os cinco projetos de lei que mandará à Câmara Municipal, um deles prevê criação de bolsa para custear intercâmbio nacional e internacional de estudantes.
Um dos projetos é denominado de Programa‘’#PartiuBrasil’’, e tem como objetivo proporcionar aos alunos de Mossoró o intercâmbio por cidades brasileiras, para estudantes do 7° ao 9° ano do Ensino Fundamental da Rede Pública Municipal de Ensino.
Allyson também anunciou a mudança de nome no programa que garante recursos para as unidades de ensino realizarem manutenção e reforma. O atual Programa de Manutenção das Unidades de Educação Básica de Mossoró (PROMEM) passará a se chamar “Investe Escola”. A mudança de nome é para sugerir que a gestão investe nas escolas.
Allyson revelou ainda que vai aumentar a premiação em dinheiro para alunos, professores, supervisores, diretores e escolas do Prêmio Ideb. Nesse caso, a forma de escolha dos contemplados ocorre sem a transparência mínima. São beneficiados sempre aqueles que defendem a gestão.
Allyson
Urgente: Allyson Bezerra doa patrimônio milionário da prefeitura à igreja da qual é membro
Não é às escondidas, mas é sorrateiramente e com ares de normalidade. É assim que, aos olhos incrédulos dos mossoroenses, que o prefeito Allyson Bezerra (UB) vem, generosamente, contribuindo para aumentar o patrimônio de alguns instituições com as quais tem ligação. Por meio de milionárias doações. É dessa forma que o gestor está transferindo bens da prefeitura de Mossoró para algumas entidades, entre elas, a igreja evangélica da qual Allyson é membro.
O Portal Boca da Noite fez um levantamento no Diário Oficial de Mossoró (DOM) e mostra, com exclusividade, de quando o “esquema de fé” vem funcionando.
Em 2023, ano pré-eleitoral, o prefeito de Mossoró foi muito generoso com os evangélicos da cidade chegando a doar a igrejas terrenos que a preço de mercado chegam à casa de um milhão de reais, conforme apurou o Boca da Noite junto ao setor imobiliário. ;
Um desses bens doados é um terreno que está localiza à Rua Coronel Glicério, s/n, bairro Abolição IV, com área de 1.999,90 m² (mil novecentos e noventa e nove vírgula noventa metros quadrados), registrado na matrícula nº 36.315, no Sexto Ofício de Notas de Mossoró.
Segundo corretores que atuam com a venda de terrenos naquela área, o valor do metro quadrado naquele bairro chega a R$ 650 (seiscentos e cinquenta reais). Fazendo um cálculo simples, a um valor médio de 550,00 reais o metro quadrado, o terreno doado vale mais de R$ 1 milhão de reais. Essa doação foi estabelecida por meio da lei Nº 4.091, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2023, publicada no Diário Oficial do Município, cuja edição pode ser acessada nesse link.
Outra entidade que recebeu um terreno valioso foi à Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Mossoró e Região (AMOR), que recebeu da prefeitura de Mossoró um terreno situado a rua Ananias Raimundo de Almeida, com área de 1.326,18 m² (mil trezentos e vinte e seis vírgula dezoito metros quadrados) registrado na matrícula nº 36.129 do Sexto Ofício de Notas deste Município com valor estimado em mais de meio milhão de reais conforme projeto de lei 4.118, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2023, que pode ser visto acessando aqui. A AMOR tem entre seus diriegntes o advogado Arnon Dutra, também evangélico e muito ligado politicamente a Allyson Bezerra.
Mesmo fazendo generosas doações a entidades com as quais tem proximidade, às vésperas da eleição do ano passado, em 2022, a gestão Allyson Bezerra negou ao Governo do Estado a doação de um terreno para construção de uma escola técnica em Mossoró no bairro Santo Antônio. Além de não ceder o terreno, a gestão municipal dificulta a liberação de licenças para que as obras não sejam iniciadas.
A gestão Allyson Bezerra também fez uma doação de terreno valioso localizado no conjunto Ving Rosado (Rua Sabino Leite com Av: José L. de Lima) à Loja Macônica Liberdade 33. Entre os integrantes dessa instituição estão um secretário municipal de Mossoró, e um vereador que já ocupou algumas secreatarias na gestão Allyson Bezerra. Esse bem está avaliado em cerca de R$ 900 mil reais.
A Igreja de Cristo em Mossoró é a campeã em recebimento de doações da gestão Allyson Bezerra. Os bens doados pelo prefeito à referida igreja, e na qual ele congrega, chegam ao valor de R$ 2.000.000,00 (dos dois milhões de reais. O Portal Boca da Noite apurou que, além do terreno do Abolição, a Igreja de Cristo em Mossoró também foi abençoada com a doação de um terreno localizado no bairro Sumaré (região do Alto de São Manoel). Além dela, a Igreja de Cristo Barrocas também foi beneficiada pela generosidade seletiva de Allyson Bezerra.
O Boca da Noite pesquisou o valor do metro quadrado nos bairros onde estão os terrenos doados. No Sumaré, no trecho da BR 110 saindo para Upanema, à sua margem esquerda, o metro custa R$ 250,00 reais. Na área onde fica localizada a Escola Paulo Cavalcante o valor sobe para R$ 350,00 reais. Já no Cidade Alta, o preço varia entre R$ 270,00 a R$ 300,00 reais.
No Alto de São Manoel, nas proximidades do Rio Mossoró, o valor é R$ 260,00 Reais. No Abolição IV, uma área bastante desenvolvida economicamente e cheia de grandes empreendimentos, o metro quadrado varia de R$ 200,00 a R$ 650,00.
Irregularidades – O Boca da Noite também conversou com empresários da construção civil que estão construindo nos arredores de Mossoró. Segundo eles, a prefeitura comete alguns crimes ao realizar essa doações.
De acordo com uma de nossas fontes, quando é feito um conjunto ou loteamento, a empresa é obrigada por lei deixar um percentual de área verde e institucional. Nas áreas verdes, por lei, como o próprio nome diz, tem que ser área de praça/verde, portanto não deve ser doada para construção fora desse fim. No Caso da doação no Vingt Rosado, a ilegalidade residiaria no fato de que o terreno doado deveria, por lei, ser destinado à área verde ou construção de equipamentos públicos.
Na prática, pelo que se percebe, o que Allyson está fazendo é transferindo o patrimônio dos mossoroenses para instituições com as quais tem ligação. Sem atentar para o respeito às leis ou sem atentar os conflitos de interesse que podem permeiar as doações.
Veja mais sobre as doações de terreno feitas pela gestão Allyson Bezerra a igrejas e associações acessando aqui.
Confira abaixo os links com doações e o destino de cada uma delas.
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/13249
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/11299
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/13319
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/13389
O Boca da Noite tentou ouvir, ontem (8/7) a prefeitura sobre o assunto. O secretrário de Comunicação Social do município, Wilson Júnior, não atendeu nossa ligação nem respondeu aos questionamentos que apresentamos por meio de aplicativo de mensagens de celular.
Perguntamos qual o fundamento para as doações para entidades com as quais o prefeito tem proximidade e se não havia conflito de interesses no gesto. Até o fechamento dessa matéria (6h50 desta quarta-feira, 9/7), não havíamos recebido retorno aos questionamentos feitos.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB) segue cada vez mais focado em seu projeto de se eleger governador. Depois do uso do Mossoró Cidade Junina como meio de divulgação de sua candidatura através de cantores pagos com dinheiro público, Allyson se volta agora para abrir espaços na gestão municipal para futuros apoiadores desses projeto.
Informação do jornalista Heitor Gregório: a ex-prefeita de Messias Targino, Shirley Targino, deverá ser nomeada nos próximos dias para ocupar a Secretaria Municipal de Assistência Social da prefeitura de Mossoró.
A nomeação, se confirmada, abrirá espaços na gestão municipal para o grupo político do deputado federal João Maia, que controla o Partido Progressistas (PP) no Rio Grande do Norte. Shirley é esposa de João. O deputado já colocou o nome dela como opção para o Senado. Não será surpresa se Shirley vier a compor a majoritária como candidata a vice.
Também é importante lembrar que João é irmão da senadora Zenaide Maia, que é candidata à reeleição e deve compor o palanque de Allyson. Encontrar um espaço na chapara para Shirley, que não seja como candidata ao Senado, pode ser uma forma de recompensar Zenaide pelo apoio ao prefeito de Mossoró.
Caso Shirley assuma a Secretaria Municipal de Assistência Social, quem perde o cargo é o professor Etevaldo Almeida. Dos quadros da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Etevaldo vem se constituindo como peça de reposição da gestão Allyson, sempre sendo preterido quando o prefeito acredita ter um nome melhor para seu projeto político, e sempre sendo convocado quando as circunstâncias não oferecem um nome mais político.
A confirmação do nome de Shirley também reforça o uso político da Secretaria da Assistência Social pelo prefeito Allyson Bezerra. Shirley será a oitava pessoa a passar pela secretraria desde que Allyson assumiu o comando da prefeitura de Mossoró em 1º de janeiro de 2021.
Etevaldo deverá ceder lugar na Assistência Social para…
…Shirley Targino: espaço para o grupo de João Maia na PMM
Veja mais sobre o assunto abaixo
Assistência Social da gestão Allyson Bezerra tem nova secretária
Foi divulgada pela 94 FM uma pesquisa do Instituto Seta que trouxe como principal novidade a presença do secretário estadual da fazenda Cadu Xavier (PT) na segunda colocação com 15,2%.
Ele teve o nome associado ao do presidente Lula da Silva (PT) e da governadora Fátma Bezerra (PT). Na pesquisa de abril ele tinha 6,7%.
O prefeito Allyson Bezerra (UB) segue na liderança com 31,33%, mas uma queda de oito pontos percentuais em relação aos números da Seta em abril quando tinha 39,4%.
O senador Rogério Marinho (PL) agora está em terceiro com 13,8%. Em abril ele tinha 14,2%, oscilando na margem de erro.
A pesquisa Seta foi realizada entre os dias 14 e 17 de junho ouvindo 1.500 eleitores. A margem de erro é de 2,53% com intervalo de confiança de 95%.
Confira os números:
Pesquisa estimulada
Espontânea
Pré-candidato a governador desde que viu a facilidade com que seria reeleito prefeito, Allyson Bezerra (União Brasil) sabe que para chegar ao Palácio Potengi não basta apenas suas aparições artificiais com meias verdades – e até mentiras – que circulam diuturnamente na internet. Por isso tenta, há um ano, sem sucesso, por em prática um importante plano do seu projeto eleitoreiro.
Allyson busca em Natal um cabo eleitoral forte. Uma liderança política com densidade eleitoral e em evidência. Alguém capaz de lhe transferir votos em Natal que o permita ter reais chances de vencer o pleito. Até agora, o prefeito tem fracassado nessa operação.
Tentou com Paulino Freire, não rolou. Antes, tinha a opção com Rogério, mas ele mesmo traiu o senador. As chances atuais são quase zero, apesar de Rogério dizer que tem espaço para Allyson ao seu lado. Reservadamente, Rogério diz ter nojo de Allyson.
O prefeito tenta agora ter em Álvaro Dias essa referência. Ansioso, o prefeito de Mossoró fez a mídia parceira divulgar que o ex-prefeito de Natal seria o seu candidato a vice-governador. Foi desmentido imediatamente pelo próprio Álvaro, que avalia se vale à pena fechar com Allyson.
Da capital, único nome que tem somado com o prefeito é o do ex-senador José Agripino, que não faz a coisa andar. Se ainda tivesse votos, Agripino estaria investido de algum cargo eletivo. Tem força de bastidor, mas pouco para ajudar numa empreitada tão difícil.
Até a mídia ligada ao Palácio da Resistência aponta falta de honestidade de Allyson
A falta de transparência da gestão Allyson Bezerra (União Brasil) é cada vez mais evidente. Tão evidente que até mesmo a mídia ligada ao Palácio da Resistência a noticia. Exemplo disso ocorreu nesta segunda-feira, 23/6.
O jornalista político Neto Queiroz, bastante ligado à gestão municipal, inclusive ocupando cargo na Ouvidoria municipal, publicou hoje em seu blog que Allyson Bezerra não vai fechar parceria politico-eleitoral com o senador Styvenson Valentim (PSDB). Chama a atenção o motivo alegado pelo jornalista.
Segundo Neto Queiroz, “o senador Styvenson Valentim fechou a porta definitivamente com o prefeito Allyson Bezerra, exigindo a prestação de contas de recursos enviados por emendas”. Nunca se viu absurdo tão grande na história política do Estado. Para Neto Queiroz, a condição imposta por Valentim é impossível de ser cumprida por Allyson.
Um prefeito se negando a prestar contas do uso de dinheiro público. Um político que se elegeu dizendo que seria contra a velha política, mas que na prática se mostra mais ruim do que ela. Pior: declaradamente dando mostras de que pode estar fazendo uso errado do dinheiro do povo. Mais desonesto impossível.
Após Xand pedir voto para Allyson, prefeitura determina que não se pode mais pedir voto pra ninguém
Foi o cenário perfeito para Xand Avião se “empolgar”: a avenida Rio Branco com mais de 200 mil pessoas. Durante o evento mais prestigiado do Mossoró Cidade Junina (MCJ). Foi nessas circunstâncias que Xand Avião pediu voto para Allyson Bezerra (União Brasil) pré-candidato a governador.
Crime eleitoral, com todos os agravantes possíveis. E, obviamente, que a desculpa é uma balela: “Xand se empolgou”. É claro que os R$ 3,5 milhões que a empresa de Xand está empalmando são suficientes para empolgar quem acha que dinheiro resolve tudo e que uma multa de alguns poucos mil reais valem o crime.
Agora, o prefeito Allyson Bezerra expediu uma determinação para a secretária Janaína Holanda (Cultura) para que esta implore aos artistas que não peçam mais o voto para ninguém. Como se tivesse mais alguém para ser promovido politicamente pela prefeitura de Mossoró com dinheiro do povo. Como se Allyson aceitasse que o nome de alguém que não o seu seja citado porque quem quer que seja em qualquer espaço do MCJ ou de qualquer evento ou lugar controlado pelo Palácio da Resistência.
A tal orientação, na base do fechar o galinheiro depois que o ladrão leva as galinhas, é apenas para a gestão fingir para o Judiciário que respeita os ritos, a lei e o povo. Uma farsa. Como também o é a justificativa de Xand Avião. Nenhum menino buchudo cai nessa esparrela. A Justiça não é feita de meninos buchudos.
Veja como Allyson usa o Mossoró Cidade Junina para impulsionar sua candidatura a governador
Ardiloso como é, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), não declara publicamente que é candidato a governador, embora só aja como tal. E a não declaração pública tem uma razão de ser: é apenas o álibi para se defender na Justiça quando for questionado sobre o uso da prefeitura de Mossoró em favor do seu projeto político-eleitoreiro.
Allyson Bezerra usa diariamente a prefeitura de Mossoró para se eleger governador. E, assim como Hitler, usando meios legais para suas ilegalidades. Ele quis e a Câmara aprovou a criação de comitês eleitorais em outros municípios do Rio Grande do Norte. São os “escritórios institucionais” que não tem trazido nenhum benefício para Mossoró, mas tem sido muito bons para Allyson.
O prefeito quis, e a Câmara aprovou, a contratação de 800 pessoas para, sem qualificação, atuar com crianças especiais. Nada mais nada menos que captação de eleitores com dinheiro do povo. Esses são apenas alguns dos muito (maus) exemplos). Há outros.
O Mossoró Cidade Junina (MCJ) é um caso à parte. Nesse evento, os cantores são estimulados a fazer propaganda eleitoral para Allyson. Os insossos alôs estão sendo, descarada e criminosamente, substituídos por enquetes do tipo “quem quer votar em Allyson para governador?.
Mas, tem mais coisa. Infelizmente. Na última sexta-feira, um dos “cantores” contratados para animar a festa fez uso de drones para desenhar no céu o chapéu com o qual Allyson habita o imaginário do eleitorado. Mais escancarado impossível. Apesar do exagero, não fica apenas nisso.
No Chuva de Balas no País de Mossoró, tudo foi pensado para exaltar a figura de Allyson. O ator que interpreta o ex-prefeito Rodolfo Fernandes está na mesma faixa etária que Allyson. Além disso, o escolhido é quase um sósia de Allyson. Rodolfo, todos sabem, tinha mais de 50 anos na época da invasão do bando de Lampião a Mossoró. O figurino do espetáculo – inclusive de Rodolfo Fernandes – é quase todo no tom azul-allyson. Nunca se usou tanto a estrutura da prefeitura de Mossoró a favor de uma candidatura. Nunca se deturpou tanto um espetáculo histórico para favorecer um candidato.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) é bolsonarista. Como político, é resultado do extremismo que invadiu as redes sociais e que capturou os mais moderados para o voto em personagens midiáticos, desses que emulam bondade, mas que não passam de farsa.
Allyson é tão bolsonarista que a primeira viagem que fez logo ser eleito prefeito de Mossoró, em 2020, foi a Brasília (DF) para um encontro com o ex-presidente Bolsonaro. Como se tivesse ido prestar contas de algo. Como se tivesse ido agradecer por alguma coisa.
Ocorre, porém, que o bolsonarismo não vive sem a idolatria, o ufanismo falacioso, a fake pelo zap e cima de tudo, sem a vingança pérfida. Bolsonaristas não esperam o prato esfriar. O petardo contra os desafetos são desferidos sempre que há oportunidade. Allyson foi o alvo mais recente, mesmo sendo da meia seita. Não só de um, mas de dois bolsonaristas ressentidos, como o são quase todos eles: o ex-presidente Bolsonaro e o senador Rogério Marinho, ambos do PL, sigla que se transformou em ninho de serpentes golpistas.
Na última sexta-feira, Bolsonaro esteve em Mossoró. Mesmo a contragosto e todo serelepe, Allyson esperava um encontro com o ex-presidente. Sabe que tem muito maluco – no dizer do próprio Bolsonaro – que votaria nele para governador apenas pelo simples fato de haver uma foto em que ambos fingissem simpatia.
Pois bem, o encontro não aconteceu, a foto não foi tirada, e Allyson perdeu um troféu para expor aos lunáticos.
É constrangedora a inquietante espera de Allyson na avenida, em parte do trajeto do séquito do capitão, em busca de um encontro. O carro em que o ex-presidente seguia passou a poucos metros do prefeito sem que o vidro do bólido fosse abaixado. Não houve um aceno, um riso, um aperto de mão. Nada. Allyson. um bolsonarista nato, ignorado pelo ídolo. Uma humilhação.
O prefeito teve que engolir a desfeita. Como quem toma veneno. Claro que haverá revide. Para Rogério (que ia no carro com Bolsonaro) e até para o ex-presidente. Porque o que escorre da relação entre os que são mal é chorume.
O preço do crime? Empresa de Xand Avião tem 7 artistas contratados para o Mossoró Cidade Junina
Um evento com mais de 200 mil pessoas (segundo estimativas da própria prefeitura) e com boa parte desse público de várias outras cidades do Rio Grande do Norte.
Com a presença constante do prefeito em todos os espaços e locais. Allyson Bezerra (UB) não estava apenas prestigiando o Pingo Da Mei Dia. Estava também buscando visibilidade política, afinal de contas ele é pré-candidato a governador.
De repente, José Alexandre da Silva Filho, o Xand Avião, do alto do trio, logo após as 16h, quando o público já tinha lotado quase todos os espaços da avenida Rio Branco, e animado pelo andar da festa, ele decide fazer a pergunta proibida: quem quer Allyson Bezerra para governador?
A mídia alinhada ao Palácio da Resistência trata o fato como “empolgação” de Xand Avião. Ele pode até ter se empolgado, afinal de contas a empresa da qual é um dos sócios tem nada menos que 7 artistas contratados para a edição desse ano do Mossoró Cidade Junina, incluindo ele próprio. São pelo menos R$ 3 milhões do dinheiro dos mossoroenses indo para a conta da empresa dele.
Difícil imaginar que a tal “empolgação” tenha sido espontânea. Difícil imaginar que José Alexandre da Silva Filho, artista nascido e criado no Rio Grande do Norte, acostumado a se apresentar em dezenas de cidades desse Estado, inclusive em períodos pré-eleitorais, não saiba que propaganda eleitoral antecipada é crime previsto no Código Eleitoral. O contratante, prefeito Allyson Bezerra também o sabe.
Allyson e Xand Avião também sabem que talvez valha a pena tirar sarro do povo, fingindo que não podem ter combinado nos bastidores a tal “empolgação”. Talvez acreditem que no final um juiz decida que a tal empolgação não tenha servido para impulsionar o nome de Allyson no meio da multidão. E que isso não tenha capacidade de influenciar em um pleito.
Talvez Allyson e Xand Avião tenham decidido correr o risco calculado, afinal de contas, podem ter pensado: o prefeito faz coisa pior e nada lhe acontece. Podem ter imaginado ainda que ao fim e ao cabo, uma multa de R$ 5 mil ou R$ 25 mil reais seja o fato mais gravoso a lhes acontecer. E para quem está envolvido em negócio de milhões, esse valor não faz sequer cócegas no bolso. Talvez porque não seja no bolso deles que a multa venha de fato fazer efeito.
Podem ter pensado tudo e, no fim, avaliado: não faz mal. O que não se faz por alguns milhões de reais? Pode até seguir fingindo que não fizeram nada demais, mas cometeram crime.
Importante destacar que o Código Eleitoral define que qualquer menção a alguém que venha a ser candidato – mesmo que sequer se tenha aberto prazo para o registro da candidatura – configura crime.
No caso da dobradinha Xand/Allyson, há o agravante de o crime ter sido cometido em um evento bancado com dinheiro do povo. Mesmo que alguns considerem o fato normal. Mas foi imoral e ilegal.