Com uma verba prevista de R$ 1.825.759,51 de recursos destinados ao 2º Ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) para investimentos em ações de valorização do artista mossoroense, a gestão Allyson Bezerra está tentando abocanhar uma fatia considerável destes valores para proveito próprio.
Verbas
MPF vê indícios de fraude em uso de verbas do orçamento secreto por prefeituras do RN
O relatório é fruto de um acordo de cooperação técnica firmado entre o MPF, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS e aponta vários casos de prefeituras que registraram a realização de procedimentos que alcançaram um número (em apenas um ano) dezenas e até centenas de vezes maior que o de habitantes. Os dados podem refletir desde erros nos registros, até manipulações cujo objetivo pode ter sido “criar procedimentos” para justificar o envio e o desvio das verbas federais.
O procurador da República que acompanha o acordo de cooperação, Fernando Rocha, destaca que o levantamento alerta para a necessidade de mais investigações, tanto do MPF quanto por parte de outros órgãos de controle, até se concluir sobre a possibilidade, ou não, da prática de crimes contra os cofres públicos. “Não podemos ainda apontar responsáveis, nem especificar as irregularidades, mas claramente os números demonstram existir algo muito, muito errado”, enfatiza.
Fernando Rocha observa que, levando em conta os dados coletados, “é possível identificar que a partir de 2020 – que coincide com a execução das denominadas emendas de relator RP9 (o chamado “orçamento secreto”) – nos diversos municípios pesquisados houve um brusco e acentuado aumento dos procedimentos de saúde, muitos dos quais incompatíveis com as médias populacionais”.
Perguntas – O relatório foi produzido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais/UFRN), teve como fontes órgãos e plataformas oficiais e tentou responder a duas questões básicas: primeiro se há algum procedimento de saúde, dentre os ofertados pelo SUS, cuja quantidade executada seja incompatível com a população do município e, segundo, se os municípios onde foram registradas essas ocorrências apresentam também alguma correlação histórica com os repasses de emendas parlamentares recebidas.
Em relação à primeira questão, o documento destaca casos como os do município de Olho D’água do Borges, onde registrou-se a aferição de pressão arterial equivalente a 228 vezes em cada habitante no ano de 2020. Em Fernando Pedroza realizou-se um número de “dispensações de medicamentos” (entrega do remédio ao paciente) 226 vezes superior ao da população, no ano de 2017. Já em Antônio Martins houve proporcionalmente 120 testes de glicemia para cada habitante, ao longo apenas dos sete primeiros meses de 2022 (o relatório traz dados até julho deste ano), “o que equivale a realizar o teste a cada 42 horas em toda a população”.
Nesses mesmos sete meses, em Carnaúba dos Dantas, foram registrados o equivalente a 108 “atendimentos de urgência em atenção primária com remoção” por morador. Já em 2017, Riacho de Santana realizou 117 exames de urina por habitante.
Suspeitas – Recentemente surgiram diversas denúncias, em nível nacional, de uso inadequado dos recursos públicos, a partir da manipulação dos números de procedimentos supostamente realizados pelo SUS nos municípios, na tentativa de justificar repasses financeiros. Em 2020 foi aprovado o chamado “orçamento secreto”, permitindo aos parlamentares a administração de verbas federais de forma anônima. O Tribunal de Contas da União (TCU) já alertou para os riscos decorrentes desse novo instrumento de distribuição de recursos públicos.
O objetivo do relatório do Lais/UFRN foi apresentar à Auditoria do SUS (AudSus) uma análise da produção da rede assistencial do sistema no Rio Grande do Norte e seus municípios. Foram observados onde os procedimentos ocorreram, qual a incidência e quais desses foram considerados como indícios de irregularidade ou de possível anormalidade. Contudo, apenas os procedimentos considerados ambulatoriais puderam ser analisados. “A ausência dos demais dados da APS (atenção primária à saúde) inviabiliza uma análise mais aprofundada do estudo em tela”, descreve.
Transparência – Em relação a todas as emendas (que somam R$ 1,07 bilhão no período analisado), o ano de 2021 superou os valores de 2020 em 163,4%. E, nos sete primeiros meses, 2022 já superou o total de 2021 em R$ 18,6 milhões. Levando em conta somente as do “orçamento secreto” os municípios receberam R$ 202 milhões nos últimos três anos, com um aumento de 463,8% entre 2020 e 2021. Em seu despacho, o representante do MPF indica que o advento dessa nova modalidade de emenda resultou em diminuição da transparência, dificultando o controle por parte dos órgãos de fiscalização.
“Para além da maior dificuldade de se identificar o destino desses recursos, o relatório revela a impossibilidade técnica de se saber qual parlamentar foi o proponente das emendas. Tais características da nova sistemática inaugurada em 2020 desestabiliza o sistema de controle dos recursos públicos, permitindo que o gestor destinatário fique absolutamente livre de fiscalização e controle, o que é inconcebível pelos valores republicanos pressupostos na Constituição Federal”, resume o procurador.
Uma das considerações dos autores do relatório diz respeito à fragilidade dos sistemas de informação do SUS, que não foram capazes de alertar os gestores e autoridades de saúde pública quanto às “anomalias” ocorridas. “Aspecto que contribui, também, para que esse tipo de problema se propague e seja recorrente”, reforça. Os pesquisadores destacam também que as plataformas atualmente disponíveis nos municípios não apresentam para a população uma área pública de transparência, que possa ser utilizada para o controle social, o que ajudaria na fiscalização pela população e pela imprensa.
“Neste contexto, os resultados desse relatório apontaram diversas inconsistências, as quais podem estar impactando direta e negativamente no orçamento do SUS, devido ao mau uso dos recursos. Se confirmadas tais inconsistências, podem estar impactando, também, na condução das políticas públicas de saúde, pois os gestores, em diversos níveis, estão tomando ou tomaram decisões com base em uma falsa realidade, norteados por dados com pouca ou nenhuma integridade ou fraudulentos”.
O relatório, que é público, será encaminhado à CGU, TCU e outros setores do próprio Ministério Público Federal. Confira a íntegra do documento.

Prefeitos de 110 cidades potiguares assinaram uma nota pública condenando a ação impetrada pelo ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), questionando o uso de verbas públicas pelo ex-ministro Rogério Marinho (PL) para suposta compra de apoios ao seu projeto de se eleger senador.
O questionamento de Carlos Eduardo, para qualquer pessoa com um mínimo de bom senso e inteligência não é descabida. Sobretudo porque durante todo o período de pré-campanha Rogério Marinho claramente fazia eventos políticos com dinheiro público. Para completar, não são poucas as denúncias de mau uso das verbas do Ministério do Desenvolvimento Regional comandado por Marinho até dia 31 de março passado.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade), ressalte-se, reiterou várias vezes que só apoiaria alguém se destinasse recursos para a cidade. Ora, vejam só: só pode carrear recursos para qualquer ente federado quem estiver sob o comando de órgão com tal capacidade de liberação do tal dinheiro.
Mossoró se lembra de como foi montado às pressas um suposto projeto de financiamento de obras em Mossoró. O Blog Na Boca da Noite denunciou em primeira mão a façanha. Houve até erro no valor da contrapartida que a prefeitura de Mossoró teria que ofertar. Tudo feito às carreiras para dar ao cidadão a ilusão de que a cidade receberia muitos recursos e que tal somente estaria sendo possível graças a Rogério Marinho. E por que a correria? Para que tudo fosse feito antes do prazo de saída de Rogério do ministério sob seu comando. Esse é um relato dos fatos. Se isso caracteriza crime eleitoral, se configura abuso do poder econômico, quem somente pode atestar é a Justiça Eleitoral, através de provocação feita via Ministério Público Eleitoral.
O que Carlos Eduardo fez, portanto, tenha-se as críticas que se tiver a ele, é lançar luz sobre o uso de tal verbas. Não esqueçamos que todas elas vem do orçamento secreto. Se o dinheiro é publico é preciso dar publicidade ao seu uso. Fazer isso é moralizar a situação. Porque sem essa moralização, o jogo tende a favorecer a quem está/esteve no comando do cofre. Sem isso, haverá um grande beneficiado. E não será o povo. Os prefeitos sabem bem quem. Ah, e só para deixar claro: o governo federal (patrono da candidatura de Rogério) liberou, do orçamento secreto, claro, R$ 6,6 bilhões para pagamento no limite do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral.
Imagem: Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-prefeito de Parnamirim (RN) Maurício Marques e outros cinco envolvidos no desvio de recursos federais da educação repassados ao município, entre 2013 e 2015, em contratos que somavam quase R$ 3 milhões. Eles deverão responder, de acordo com a participação de cada um, por inexigibilidade ilegal de licitação, crime de responsabilidade de prefeito municipal de desvio de bens e rendas públicas e associação criminosa.
Os demais denunciados são os então servidores municipais Vandilma de Oliveira (secretária Municipal de Educação e Cultura), Gersonita Cruz (coordenadora de Desenvolvimento da Educação Infantil), Francisco das Chagas de Sousa (secretário de Administração e dos Recursos Humanos), além dos empresários Cristian dos Santos e Mário Lopes.
Segundo a denúncia, eles inexigiram licitação fora das hipóteses previstas em lei para desviar recursos federais – do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Fundeb e do Salário-Educação – que seriam destinados à aquisição de brinquedos pedagógicos para os centros infantis e escolas de educação infantil de Parnamirim. Como resultado, a empresa PAE Editora e Distribuidora de Livros firmou dois contratos com o município (de R$ 829,7 mil e cerca de R$2,1 milhões). Não houve pesquisa de preços para embasar o valor contratado e não há comprovação de que os materiais tenham sido entregues. A contratação ainda era desnecessária, porque a prefeitura já havia adquirido os brinquedos em datas próximas, que estavam armazenados de forma inapropriada, causando prejuízo aos cofres públicos.
Para o MPF, com base no inquérito policial, quebras de sigilo fiscal e buscas e apreensões realizadas, o então prefeito, a secretária de Educação e Cultura e o empresário Sérgio Lopes “de modo livre, consciente e voluntário, em comunhão de esforços e unidade de desígnios, formaram um grupo com o fim específico de cometer crimes contra a administração pública”. De acordo com a denúncia, “o esquema consistia na intermediação de empresas ‘parceiras’ (com destaque atual para a PAE) por parte de Mário Sérgio perante o então prefeito do município, Maurício Marques, e a então secretária de Educação, Vandilma, a fim de que tais empresas fossem contratadas mediante inexigibilidade de licitação e assim houvesse o desvio de recursos públicos”.
A partir das operações Pequeno Rio e Libre Pretiosa, que desbarataram uma série de irregularidades em procedimentos licitatórios promovidos na área da educação em Parnamirim, entre 2013 e 2015, por meio de interceptações telefônicas e conversas pelo WhatsApp, o MPF concluiu que “os demandados engendraram um esquema de fraudes licitatórias não apenas naqueles procedimentos que servem de objeto à presente imputação, mas também em outros analisados em inquéritos próprios”.
Em reforço, fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que os brinquedos poderiam ter sido adquiridos normalmente por licitação e identificou outras irregularidades, relativas à celeridade processual incomum, à ausência de motivação dos atos administrativos e à inexistência de justificativa de preços.
A ação penal irá tramitar na Justiça Federal sob o número 0805604-78.2022.4.05.8400.
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Marleide Cunha e Natália Bonavides destinam mais de 500 mil em emendas para a saúde de Mossoró
A vereadora Marleide Cunha e a deputada federal Natália Bonavides, ambas do Partido dos Trabalhadores (PT), através dos seus mandatos, destinaram um montante de R$ 513 mil para as Unidades Básicas de Saúde do município de Mossoró.
Os mandatos da vereadora Marleide Cunha e da deputada federal Natália Bonavides, nesta quinta (23), foram ao encontro da Secretária Municipal de Saúde, Morgana Dantas, para acompanharem os processos de execução, por parte do município, dos recursos que foram destinados por seus mandatos parlamentares às Unidades Básicas de Saúde de Mossoró.
O mandato da vereadora destinou duas emendas. A primeira, no valor de R$ 123 mil, foi para a aquisição de sete câmaras frias, equipamentos essenciais para a conservação da potência e a preservação da qualidade das vacinas e medicamentos.
A segunda emenda destinada pela vereadora garantiu o investimento de R$ 40 mil para a compra de canetas odontológicas de alta rotação, itens indispensáveis no atendimento realizado por cirurgiões-dentistas.
Já os recursos destinados pelo mandato da deputada federal Natália Bonavides serão utilizados para a informatização de nove Unidades Básicas de Saúde. “Optamos pelo investimento nas Unidades Básicas de Saúde por entendermos que a atenção básica deve ser prioritária”, ressalta Marleide Cunha, vereadora de Mossoró, e pré-candidata ao cargo de deputada estadual do Rio Grande do Norte.
Além dos recursos destinados à saúde mossoroense, Marleide Cunha, ainda em maio de 2021, em um dos momentos mais críticos da pandemia da covid-19, foi a autora da Lei Municipal que garantiu a vacinação de todas(os) as(os) profissionais da Educação do município de Mossoró.
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Na sexta-feira (27/5), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), como as demais instituições públicas de ensino tecnológico e superior do país, recebeu a informação do bloqueio de recursos destinados para as suas ações no ano de 2022. Foi determinado pelo Ministério da Economia o bloqueio de 14,5% do orçamento. Os números extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), contudo, apresentam outra porcentagem para IFRN, 21,82%, haja vista o repasse do bloqueio inicial ser aplicado de forma escalonada em órgãos como o Ministério da Educação, responsável por universidades e institutos federais; ultrapassando os 13 milhões de reais, o bloqueio no Instituto atinge diretamente o funcionamento da instituição, visto que incide sobre recursos de custeio.
Foram bloqueados R$ 13.088.845,00 dos R$ 59.993.629,00 aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA/2022) para o funcionamento do IFRN, o que representa uma perda de 21,82%. Somada a redução orçamentária de cerca de R$ 15 milhões que vem sendo enfrentada ao longo dos últimos quatro anos, as perdas chegam a aproximadamente R$ 28 milhões, o que pode inviabilizar o funcionamento da instituição a partir de meados do segundo semestre de 2022.
“Em razão do bloqueio desse montante, todas as iniciativas de investimento que estavam previstas foram suspensas, estão comprometidos projetos de assistência estudantil voltados para a permanência e êxito de estudantes, além do funcionamento dos campi. Estamos dialogando com agentes públicos com o objetivo de garantir a integralidade do orçamento do Instituto e, em paralelo, buscamos o debate junto à comunidade acadêmica do IFRN, para discutir a situação da Instituição e os impactos do bloqueio dos recursos orçamentários”, afirmou o reitor do IFRN, professor José Arnóbio de Araújo Filho.
Conif – Ainda sobre o bloqueio orçamentário anunciado no dia 27, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) emitiu nota oficial, disponibilizada na íntegra a seguir:
“Nota Oficial – Bloqueio de 14,5% do orçamento inviabiliza o pleno funcionamento da Rede Federal
O Conif – Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica –, vem por meio deste expressar seu posicionamento contrário ao bloqueio linear de 14,5% de seu orçamento, anunciado pelo Governo Federal e imediatamente percebido nos sistemas orçamentários usados pelas instituições.
A Rede Federal já vivencia os desafios da retomada presencial e os prejuízos advindos da pandemia e agora terá que dividir seus esforços para lidar com esse bloqueio. Realizado de forma unilateral e intempestiva, sem diálogo com os gestores das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o bloqueio – estimado em R$ 350 milhões para a Rede e um montante de mais de R$1 bilhão, se somado com as universidades federais – comprometerá as atividades dos 38 institutos federais, dos dois cefets e do Colégio Pedro II, que já sofrem com orçamento insuficiente.
A situação é grave, pois o bloqueio ocorre nos recursos destinados à manutenção das instituições. Ou seja, atividades essenciais de ensino, pesquisa e extensão, visitas técnicas e insumos de laboratórios serão cortadas dos estudantes. Serviços de limpeza e segurança também deverão ser afetados, acarretando em demissões e, consequentemente, em desemprego, em um momento de tentativa de aquecimento econômico pós-pandemia.
Em 2022, todos os campi da Rede Federal voltaram a ter estudantes presenciais, que retornaram ávidos por conhecimento e socialização. Os eventos científicos, culturais e esportivos entraram em nosso planejamento e, algumas instituições com licitações em andamento ou contratos assinados. O ano que devia propiciar uma volta à normalidade, pode ser tornar um pesadelo. Mais do que nunca, nossos estudantes precisam de uma escola que ofereça condições mínimas para o seu desenvolvimento e para recuperação da aprendizagem.
A maior preocupação do Conselho e dos dirigentes da Rede Federal sempre foi e sempre será com seus estudantes. Com mais de um milhão de estudantes, dos quais aproximadamente 70% estão em situação de vulnerabilidade social, com renda familiar de até 1,5 salários mínimos, uma restrição orçamentária dessa magnitude afetará, principalmente, a qualidade do ensino ofertado para os estudantes da Rede Federal, aumentando ainda mais as desigualdades entre aqueles que têm condição de pagar uma mensalidade e aqueles que não têm.
Diante de um cenário repleto de incertezas, o Conif reitera seu compromisso com a educação pública, gratuita e socialmente referenciada e espera que o Governo Federal revise sua postura de bloqueio orçamentário do Ministério da Educação e de suas autarquias, levando em consideração o acima exposto e os efeitos danosos que tal medida irá provocar.
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O Governo Federal bloqueou quase 50 milhões do orçamento das instituições federais de ensino sediadas no Estado: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Granden do Norte (IFRN).
Dirigentes da UFRN e do IFRN estão perdendo o sono sem saber o que fazer. Para eles, o corte de verbas praticamente inviabiliza a conclusão das atividades ao final do atual ano letivo. Essa, no entanto, não é uma preocupação na Ufersa.
De acordo com a reitoria da instituição, não haverá nenhum prejuízo. “A Universidade trabalha com planejamento e a exemplo do ano passado, que houve um bloqueio de 40%, e foi desbloqueado no decorrer do ano. Agora o bloqueio representou 14%”, informou a assessoria da reitoria da Ufersa.
Ainda segundo o órgão, a reitora não vê risco de prejuízo caso se confirme o bloqueio e até o final do ano os recursos previstos não sejam liberados.
Alunos e professores, no entanto, demonstram preocupação com a situação. Alguns deles, ouvidos pelo Blog Na Boca da Noite, dizem que a postura da reitora Ludmilla Carvalho, em passar para a sociedade que não haverá prejuízo advém do fato de ela não ter sido eleita, e sim nomeada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
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O Orçamento Secreto, sistema pelo qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uso de verba pública para comprar apoio parlamentar, também beneficiou políticos potiguares.
De acordo com levantamento feito pelo jornal O Globo, dos 290 parlamentares beneficiados em todo o país, 8 são do Rio Grande do Norte. Eles teriam empalmado mais de R$ 34 milhões para indicações.
O campeão é o deputado federal licenciado Fábio Faria (PSD), atual ministro das Comunicações, que recebeu nada menos que R$ 12,85 milhões. Veja abaixo quem mais recebeu e o valor:
Beto Rosado (PP) – R$ 5,65 milhões;
Walter Alves (MDB) – R$ 3,6 milhões;
Benes Leocádio (Republicanos) – R$ 3,66 milhões
João Maia (PL) – R$ 3 milhões;
Rafael Motta (PSB) – R$ 2 milhões;
General Girão (PSL) – R$ 2 milhões;
Carla Dickson (Pros), que levou 1,50 milhões
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