A operação da Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU) que alcançou o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) trouxe uma explicação didática pelos investigadores em relação à forma como o resultado do ilícito seria dividido entre os envolvidos no esquema.
Denominado de “Matemática de Mossoró”, o rateamento do dinheiro desviado, segundo a PF, se daria da seguinte forma: de uma compra de medicamentos com custo de R$ 400 mil para a prefeitura de Mossoró, apenas R$ 200 mil seriam, de fatos, empregados no contrato de compra e venda. Os R$ 200 mil restantes seriam divididos entre os suspeitos de participar da trama criminosa.
Os investigadores apontam que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ficaria com 15% de propina, ou seja, R$ 60 mil dos R$ 400 mil que sairiam dos cofres do município. As investigações se referem ao ano de 2023.
A tal Matemática de Mossoró tem levado os mossoroenses a fazer os mais diferentes tipos de análise. Nessa perspectiva, o Boca da Noite analisou como se deu a evolução patrimonial do principal suspeito de participação no esquema: Allyson Bezerra.
De acordo com dados do sitema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o conhecido divulgacand, em 2018, quando foi candidato a primeira vez, Allyson declarou um patrimônio de R$ 34.100,16. Já em 2020, quando disputou a prefeitura de Mossoró, Allyson, já fazendo uso da alcunha de pobrezinho para convencer o eleitorado, declarou ter bens que somavam nada menos que R$ 679.086,36. O patrimônio financeiro pessoal de Allyson aumentou quase 2.000%. Um milagre até hoje não explicado pelo prefeito. Uma matemática que Mossoró ainda não conseguiu entender.
Veja aqui a declaração de bens de Allyson Bezerra nas eleições de 2018
Veja aqui a declaração de bens de Allyson Bezerra nas eleições de 2020

