O vice-governador do Rio Grande do Norte (MDB) sonha com seu retorno à Assembleia Legislativa potiguar. Para tanto, abriu mão até mesmo de assumir o comando do Governo do Estado.
No propósito de voltar ao legislativo estadual norte-riograndense, rompeu com a governadora Fátima Bezerra (PT) e aliou-se ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que teria lhe prometido a presidência da Assembleia.
O acordo com Allyson, no entanto, mexeu com os planos de Walter. De cara, perdeu dois grandes nomes para a chapa ao Legislativo: o ativista Ivan Baron e o vereador mossoroense Cabo Deivison.
Walter não perdeu tempo e parece ter conseguido repor as perdas. O problema é o perfil dos nomes.
O vice-governador anunciou nessa semana que o ex-vice-governador Antônio Jácome, o ex-prefeito de Serra do Mel Josivan Bibiano e o ex-prefeito de Assu, Ivan Júnior, serão candidatos a deputado estadual pelo MDB. São todos bolsonaristas.Somam-se ao bolsonarista Allyson Bezerra (União Brasil) a quem Walter decidiu se juntar para derrotar o candidato de Fátima e de Lula ao Governo do RN.
O paradoxo nessa história é que Walter comanda o diretório estadual de um dos partidos que integram a base do Governo Lula e está montando um palanque que vai combater os candidatos do presidente. Pior: com bolsonaristas. Na prática, Walter transformou o MDB no lado B do bolsonarismo no RN.

