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O que a gestão Allyson Bezerra tenta tanto esconder?

 

* Márcio Alexandre

 

Transparência é um dos principais pilares da gestão pública. Erigida sob o princípio constitucional da publicidade, significa que é obrigação do gestor dar ciência aos munícipes, de forma clara, objetiva e direta, dos atos públicos dele emanados.

Ser transparente não é apenas fazer lives dizendo que está criando esse ou aquele projeto. Não é invadir salas de cirurgias para dizer que reativou serviços. Muito menos encher as redes sociais com a presença desse ou daquele gestor acompanhando uma obra. Pequena ou faraônica. Vai muito além disso. Aliás, esse tipo de espetáculo com luzes feéricas, “cega mais do que ilumina”.

Em Mossoró, os atos de propaganda do governo municipal mais parecem ter a mais a intenção de vender mentiras do que revelar verdades. As questões mais importantes e, portanto, de maior interesse público, são tratadas a 7 chaves pela gestão Allyson Bezerra (Solidariedade). Esse “cofre” quase inatingível só é aberto ao bel-prazer do gestor. Mesmo cobrado pela imprensa, o prefeito se negar a revelar aquilo que por obrigação, precisa mostrar aos mossoroenses.

Quando questionada pela imprensa por algo mais sério, a gestão Allyson usa uma estratégia, pequena, rasteira, absurda, lamentável, criticável, que é a de fazer esperar. Tentar vencer pelo cansaço.  Fazer com que esqueçamos.

A gestão Allyson Bezerra tem alguns dos melhores jornalistas de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Profissionais gabaritados. Sérios. Honrados. Capazes. Mesmo com assessores dessa envergadura, dificilmente a gestão consegue dar uma resposta à imprensa com um tempo razoável. É exigir muito que uma gestão dê em duas, três horas, uma resposta a algo simples? Na prefeitura de Mossoró, não se responde à imprensa, nada, que não seja com pelo menos um dia de espera. E estou sendo gentil.

Uma gestão que se diz moderna, que diz ter agilizado os fluxos dos processos, que garante ter informatizado toda a máquina, que propala ter reduzido a burocracia, não consegue responder, por exemplo, quantos atendimento uma empresa contratada para atuar na Saúde, vai oferecer por mês.

Se pedimos o posicionamento da prefeitura sobre uma denúncia de um fato que toda a cidade já sabe, a espera nunca é inferior a meio dia. É como se a gestão nunca soubesse nada daquilo que ela teoricamente está cuidando. Ou pelo menos deveria estar.

Vou citar os dois últimos casos para o leitor ter uma noção do quanto a gestão Allyson Bezerra é uma farsa em se tratando de comunicação dos seus atos. O prefeito faz questão de divulgar as coisas apenas por meio de seus canais porque só divulga o que tem interesse e não aceita ser incomodado. Típico de autoritários.

Na sexta-feira passada, 7 de janeiro, o Blog Na Boca da Noite apresentou duas demandas aos jornalistas que assessoram a gestão Allyson Bezerra. Uma da área da Saúde e outra da Educação. Na primeira situação, buscávamos o posicionamento da gestão sobre denúncias de situação de casos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel. Depois de muita insistência nossa, recebemos uma nota da prefeitura na segunda-feira, 10 de janeiro. Veja só: a prefeitura levou mais de 70 horas apenas para negar aquilo que já de conhecimento da maioria.

A demanda da Educação, mais simples, apenas respostas a alguns questionamentos, também apresentada na sexta-feira, e segue sem retorno do município. Como trata-se de um assunto que interessa a toda a sociedade, temos insistido. Buscar incessantemente informações que são de interesse público não gera constrangimento, mesmo que o assessor se recuse a receber suas ligações, não responda a suas mensagens, lhe diga que vai retornar em instantes e “lhe esqueça”. Tem sido assim com essa demanda da educação.

Fizemos as seguintes perguntas à Secretaria Municipal de Educação (SME), via assessoria de comunicação:

Qual o entendimento hoje da SME em relação ao reajuste do Piso Salarial do Magistério:

a) Concorda com o percentual de 33,23%?

b) Pediu estudos de impacto econômico à equipe econômica do município?

c) Vai cumprir à integralidade? Se sim, a partir de quando?

d) Vai parcelar? Se sim, em quantas?

e) Pretende convocar o sindicato da categoria para negociar? Se sim, quando?

Percebam, o percentual já está definido há quase um mês e a gestão Allyson Bezerra segue silente fingindo que não tem nada a ver com o tema. Covardia é um adjetivo simpático para classificar o suposto

Hoje, uma semana insistindo com o assessor sobre as respostas – e depois de termos ligado reiteradas vezes para a secretária da Educação, Hubeônia, Alencar e ela tendo se recusado solenemente a atendê-las – o jornalista respondeu: “entraremos em contato quando tivermos as informações”. Uma resposta que mostra o quanto a gestão Allyson Bezerra é uma farsa, uma mentira, uma enganação, uma empulhação. São artifícios que a gestão utiliza para que a população não tenha acesso às políticas, aos serviços, e às informações. E ainda ache que está sendo boa. Um engodo, no dizer popular.

Iremos até o fim em busca daquilo que a sociedade precisa saber. Nem que tenhamos que recorrer ao Pretório. O prefeito Allyson Bezerra não é o dono de Mossoró. Ocupante provisório do Palácio da Resistência, deveria dar exemplo e permitir que seus assessores repassem para a imprensa aquilo que ela busca e precisa, porque quem precisa é o povo, constituindo-se, pois, muitas vezes como única voz a defendê-lo.

Uma gestão moderna, tecnológica e eficiente como a que ele diz executar, não deveria ter tanta dificuldade em repassar informações simples aos órgãos de comunicação. Com tantos predicados, só podemos imaginar que se trata de má vontade com a população. Ou então, podemos questionar: não há planejamento na gestão? Não há descentralização? Não há transparência?

Fazer com que os assessores ajam com contorcionismos é humilhante. Ultrajante. Infelizmente, a gestão não publiciza seus atos nem com os órgãos de comunicação supostamente “amigos” do poder. É preciso que Mossoró questione: o que a gestão Allyson Bezerra tenta tanto esconder? Na Mossoró digital de Allyson, a transparência parece andar em carro de boi.

 

* Professor e jornalista

 

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´O governo Allyson fede’, avalia deputada

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) subiu o tom nas críticas à administração Allyson Bezerra (Solidariedade). Foi durante entrevista ao radialista Ugmar Nogueira, no jornal Boca da Noite, na edição desta terça-feira, 11/1. “O governo Allyson fede porque está faltando com a verdade com Mossoró”, avaliou a parlamentar.

Isolda usou o termo ao responder a uma pergunta de Ugmar, na qual o radialista revelou que em conversa com o professor Gutemberg Dias (PCdoB), que compôs chapa com a deputada na disputa pela prefeitura de Mossoró, e este teria dito que “a gestão Allyson nem cheira nem fede”.

Além de mostrar que Allyson não cumpriu até agora as promessas feita durante a campanha, Isolda questionou as alianças que vem sendo feitas pelo prefeito. “Quer coisa mais fedida que se aliar ao deputado bolsonarista e negacionista Fábio Faria?”, questionou.

A deputada elencou promessas que ainda estão no papel.  Na saúde as mulheres tem reclamado o quanto tem piorado. Na educação, a gestão democrática também não foi feita. Disse que botaria um castramóvel e não botou. A verba para cultura foi preciso os artistas ocupar a Câmara Municipal”, destacou.

Sobre o castramóvel, Isolda lembrou que além de ter destinado uma emenda de R$ 145 mil para a compra do equipamento – dinheiro que está na conta da prefeitura desde dezembro de 2020 – ofereceu ajuda de várias maneiras parta que a prefeitura fizesse essa aquisição. “A gente tem ajudado o prefeito até mesmo a cumprir suas promesas de campanha e nem assim ele faz o que prometeu”, disparou a parlamentar. Para Isolda, a recusa de Allyson em adquirir o castramóvel se dá tão somente pelo fato de ter sido ela quem destinou a emenda.

“Nós fazemos política sem rancor. Nossa ação política sempre foi feita pensando em Mossoró. Faz um ano que o dinheiro está na conta e o prefeito não adquire o castramóvel. Me reuni com ele 3 vezes e em todas ele prometeu que em 4 meses seria resolvido. Não resolveu até agora simplesmente porque o prefeito não quer dar os louros para a deputada Isolda Dantas, porque ele é um prefeito de mídia. Se ele não tiver a mídia, ele não faz a ação. Ele não quer dividir a mídia com ninguém. Ele tem que pensar em Mossoró. Eu nunca vou fazer isso. Vou continuar destinando emendas para Mossoró”, garantiu.

Isolda acionou o Ministério Público sobre a questão e está esperando o órgão se manifestar sobre a demanda. “Vou continuar cobrando. Toda vez que for necessário colocar emendas para Mossoró eu vou colocar. Só vou querer saber se a população de Mossoró está precisando de política pública”, argumentou.

Ainda de acordo com Isolda, a gestão Allyson fede porque ele não tem palavra. “O consenso que está se criando em Mossoró é de que é um prefeito de mídia. É mídia para e para acolá, mas as ações a gente não consegue alcançar. Ele não cumpre o que promete”, destacou, acrescentando ainda que o nível de perseguição que a gestão Allyson empreende contra os servidores está igual ao que se verificava na gestão Rosalba Ciarlini (PP).

Veja a entrevista aqui

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Saiba o que está por trás do interesse de Allyson no Sandrismo

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade) faz articulações na tentativa de reforçar o “seu time político”. Ele tem descartado nomes que o apoiaram desde a primeira hora e agora luta para que haja “reposição das peças”.

Uma das ações realizadas nesse sentido tem sido atrair o Sandrismo. Mas o propósito não é apenas ter a vereadora Larissa Rosado (PSDB) na base governista. Há algo muito maior em torno disso. Com 16 vereadores ainda na sua bancada, Allyson “tem gordura para queimar”.

Ter Larissa em sua base é uma necessidade por uma grande questão prática: maioria governista na principal comissão temática da Câmara Municipal. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação tem como titulares os vereadores Raério Araújo (PSD), Larissa Rosado (foto) e Tony Fernandes (Solidariedade). O primeiro é o presidente. Larissa é a vice, e Tony o secretário.

Com a saída do vereador Tony da base governista (inclusive com mudança de partido em breve), a CCJ passa a contar com dois parlamentares de oposição, daí a urgência de atrair Larissa para o governismo. Tudo passa pela CCJ.

A comissão é estratégica para a sustentabilidade de governança dos gestores. Não sem razão, Allyson colocou na presidência um dos seus mais fiéis aliados, o vereador Raério Araújo. O próprio Raério declarou publicamente que sua ida à comissão era uma determinação do prefeito.

Com a saída de Tony da base governista, atrair Larissa Rosado para o governismo virou questão de sobrevivência. Coincidência ou não, a vereadora já entregou a liderança da oposição.

 

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Allyson “toma” carro institucional que servia ao vice-prefeito

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade) deu nesta terça-feira, 28/12, mais uma demonstração de que faz política com o fígado. Perseguição é a estratégia que o gestor mais utiliza contra aqueles que não compõem o seu grupo de aliados.

Allyson não respeita sequer a institucionalidade para se vingar de quem não aceita viver submisso a ele. O vice-prefeito Fernandinho das Padarias (PSD) tem sentido na pele o autoritarismo, a falta de respeito e os arroubos de ignorância do prefeito.

A primeira ação de Allyson contra Fernandinho foi exonerar todos os servidores ocupantes de cargos comissionados indicados pelo vice-prefeito, inclusive todos os que estavam lotados na vice-prefeitura.

Mais recentemente, o prefeito estava negando ordens de gasolina para abastecer o veículo utilizado pelo vice-prefeito, uma S D branca, Chevrolet. Dias depois, proibiu o motorista de viajar com Fernandinho. Hoje, pediu o carro. Embora tenha direito a dois veículos institucionais, só um estava à disposição do vice-prefeito. Mesmo assim, Allyson “tomou” hoje.

O Blog Na Boca da Noite confirmou com Fernandinho das Padarias o fato. O vice-prefeito disse que “estava tranquilo e que iria aguardar os desdobramentos futuros”. A justificativa dada a ele para o recolhimento do veículo seria a de que o contrato havia expirado. O Blog Na Boca da Noite apurou que o contrato de locação do mencionado carro só vence em fevereiro.

Tentamos saber da prefeitura qual a justificativa para a o pedido do veículo que servia à vice-prefeitura. Até agora não recebemos resposta ao questionamento apresentado.

 

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Cooperativa livra gestão Allyson de vexame e processo

A Neo Clínica, cooperativa de médicos que o prefeito de Mossoró,  Allyson Bezerra (Solidariedade) queria descartar, está livrando a prefeitura de um grande vexame e também de ser processada civil e criminalmente.

É que a cooperativa está mantendo os serviços de UTI pediátrica mesmo sem a prefeitura ter enviado até agora o novo contrato para renovação do vínculo entre as partes. A Neo Clínica não paralisou a oferta de serviços. Caso isso tivesse ocorrido, a gestão Allyson enfrentaria processo a ser movido pelo Ministério Público conforme alerta feita pelo próprio órgão ministerial.

De acordo com informações colhidas pelo Blog Na Boca da Noite, os médicos da Neo Clínica estão atendendo confiando na renovação do contrato, o que até agora não ocorreu.

A prefeitura está sendo obrigada a renovar o contrato com a Neo Clínica por ser a cooperativa a única a contar com pediatras intensivistas na cidade. Os profissionais estão atuando para evitar que as crianças fiquem situação de vulnerabilidade, mas oficialmente ainda estão sem vínculo.

A prefeitura tentou substituir a Neo Clínica pela Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial. A intenção era deixar a UTI só com clínicos gerais, o que deixaria as crianças em situação de risco total. Com a intervenção do MP, a gestão teve que garantir que o serviço não fosse interrompido e com a presença de médicos especializados em UTI pediátrica.

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Bancada de Allyson na Câmara sofre mais uma baixa

A bancada de apoio ao governo Allyson Bezerra (Solidariedade) na Câmara Municipal de Mossoró sofreu mais uma baixa. Desta feita, quem deixa a ala governista é o vereador Gideon Ismaías (Cidadania).

“Fomos pegos de surpresa, há mais ou menos 15 dias o prefeito Allyson me chamou para uma conversa e comunicou que não tinha mais interesse em nossa parceria administrativa”, informou o parlamentar ao radialista Ugmar Nogueira durante entrevista ao jornal Boca da Noite, da FM 98.7 (Rádio Cidadania).

Gideon Ismaías revelou que a insatisfação do prefeito decorre do seu desejo de manter uma pré-candidatura a deputado federal nas eleições do próximo ano. Para o vereador, Allyson perdeu o discurso de campanha.

“Ele era o pequenininho, era o fraquinho. Hoje ele é o forte, hoje ele é o maior, ele tem a caneta na mão. E ele vem atropelando não só o nosso mandato. Ele hoje não quer dar espaço para o amigo Fernandinho das Padarias, seu vice, entre outros colegas vereadores que também querem disputar o pleito do próximo ano e o prefeito está fechando as portas”, analisa o vereador.

Com a saída de Gideon, agora são 8 os parlamentares que não fazem parte da bancada situacionista: Didi de Arnor (Republicanos), Marleide Cunha (PT), Francisco Carlos e Zé Peixeiro (PP), Tony Fernandes (Solidariedade), Pablo Aires (PSB) e Larissa Rosado (PSDB), além do próprio Gideon.

 

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Veja como e onde Allyson está buscando reforçar seu grupo após perdas importantes

Os últimos meses foram de grandes e importantes perdas políticas para o grupo do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). Embora tenha iniciado a gestão com uma grande bancada na Câmara Municipla, aos poucos o gestor vem perdendo “gordura” dessa sustentação política. O grupo que não apoia diretamente o governo municipal já conta com 7 nomes e poderá crescer nos próximos dias.

Didi de Arnor (Republicanos), Zé Peixeiro (PP), Pablo Aires (PSB), Francisco Carlos (PP), Marleide Cunha (PT),  Larissa Rosado (PSDB) e Tony Fernandes (Solidariedade) são parlamentares que não integram a situação hoje. Além disso, outros três vereadores estão insatisfeitos com o Palácio da Resistência: Paulo Igo (Solidariedade), Omar Nogueira (Patriota) e Gideon Ismaias (Cidadania).

Do círculo mais próximo, Allyson perdeu o apoio do vereador Tony Fernandes e escorraçou o vice-prefeito Fernandinho das Padarias (PSD).

Para tentar “estancar a sangria” e até reforçar o seu grupo, o prefeito Allyson se movimenta nos bastidores e também publicamente. Alguns gestos e ações mostram onde o gestor tem atuado nesse seu intento.

O prefeito tem olhado com muito carinho para o agrupamento da ex-deputada Sandra Rosado. Os olhares parecem estar sendo correspondidos. Prova de que isso vem acontecendo é a movimentação que ambas as partes vem fazendo politicamente.

A vereadora Larissa, filha de Sandra, entregou a liderança da oposição. Os atentos observadores da política perceberam que a decisão não foi apenas espontaneidade da parlamentar. E passaram a analisar outras situações. Viram, por exemplo, que em seu programa diário na rádio da família, Larissa deixou de fazer oposição à gestão. As críticas, no mínimo, ficaram “mais light”.

Como não há jantar gratuito, o prefeito Allyson, por sua vez, tem mantido relações comerciais com as empresas do grupo sandrista, e ainda fez um excelente afago quando chamou a ex deputada para a inauguração do Portal do Saber, que leva o nome do ex-vereador Vingt Neto, filho de Sandra.

Considerando os últimos comportamentos do prefeito em relação aos seus adversários políticos, como Beto Rosado (PP) e Isolda Dantas (PT), e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), observa-se que o convite não foi apenas uma cordialidade. Especialmente porque não é do feitio de Allyson ter gestos nobres como esse. Sobretudo quando está sob os holofotes.

 

Ps: a foto que ilustra essa matéria é do Blog de Carlos Santos

 

 

 

 

Na gestão Allyson, transparência e verdade agonizam na UTI

O grande problema de quem quer ser mais esperto que todo mundo é achar que só ele tem mãe, já diz o adágio popular. Na prática, o que essa expressão quer dizer que aquele que pensa que está enganando todo mundo imagina que só ele teve acesso às possibilidades. De aprendizado. De melhoria. De crescimento. De vivência. De informação. Do privilégio de saber. De pensar que só ele sabe o que pensa que sabe.

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, é uma dessas pessoas. Por fazer uso recorrente das mídias sociais – a ponto de pensarmos sobre qual o horário sobra para ele administrar a cidade -, o jovem chefe do Executivo imagina que todo mundo acredita no que ele diz. Pior: que só se acredita no que ele diz. Mesmo que ele diga inverdades.

Mas tão grave quanto isso é dizer uma verdade, saber que se comprometeu porque a disse, e depois dizer que o que foi divulgado é uma mentira. Há muitos casos dessa natureza em se falando da gestão Allyson Bezerra, mas vamos nos reportar ao fato mais recente.

O contrato entre a prefeitura de Mossoró e a empresa Neo Clínica vai ser encerrado. Como não é um contrato vitalício ou ad eternum, ele tem data de início e de fim. Dessa forma, expira no 27 de dezembro, portanto, na próxima segunda-feira. Essa informação, registre-se, foi confirmada pela própria prefeitura. Assim está na primeira nota sobre a questão divulgada pelo município:

Nota à imprensa

Sobre a disponibilidade de médicos para a UTI pediátrica, a Prefeitura de Mossoró esclarece que, após o encerramento do contrato com a empresa Neo Clínica no dia 27 deste mês, outra empresa assumirá a prestação desse serviço já no dia posterior, 28 de dezembro. Ou seja, o atendimento não será interrompido.

A prefeitura acha que errou ao divulgar essa nota assumindo que é dela o ônus pela informação. Típico de quem joga com a canalhice de colocar a população contra a opinião pública, a gestão divulgou uma segunda nota. Nessa, a prefeitura finque que não há problema, tenta disfarçar que o fato não existe e, absurdo dos absurdos, diz que a notícia que ela chancelou é falsa.

Veja a canhestra segunda nota:

“A Prefeitura Municipal de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Saúde, esclarece a população mossoroense que não procede que o serviço de UTI pediátrica ficará sem médicos.

Lamenta que tenha se divulgado na cidade notícias falsas no intuito de desinformar à população.

Por fim, o município reforça o compromisso de garantir atendimento médico de qualidade à população”.

O Blog Na Boca da Noite, ao receber a primeira nota da prefeitura já havia feito alguns questionamentos ao município. Quando as questões precisam ser postas de forma clara para a sociedade, cabe a imprensa questionar enquanto aquilo que é de interesse público ainda não estiver de todo explicado.

Perguntamos à Secretaria Municipal da Saúde (SME): qual empresa vai substituir a Neo Cclínica? Por que da mudança? A prestação do serviço vai baratear?

A SME nos informou que a empresa que vai substituir a Neo Clínica será a Sama. E por que da não renovação do contrato com a Neo Clínica? A resposta é de um didatismo tocante: porque não se pode ter duas empresas prestando o mesmo serviço. Bravo que a gestão saiba disso. O que não sabemos, e quem tem que explicar é a gestão é: o pagamento desse novo serviço será por meio daquele contrato de R$ 25 milhões?

Também cabe uma reflexão: em sendo o mesmo contrato, a prefeitura transacionou com a Sama em fevereiro passado já deliberadamente com o propósito de não renovar com a Neo Clínica? Se assim o foi, não teria sido um gesto de transparência e zelo com a res publica o prefeito ter avisado, ao menos em suas famosas lives, que estava já contratando a Sama para substituição futura da Neo Clínica por razões tais, entre as quais, talvez a mais importante, a de que a prestação de serviço ficará mais barato?

Entre as notas divulgadas pela prefeitura faltou a gestão notar que em nenhum momento a imprensa inventou qualquer coisa. Por mínima que seja. Apenas, no cumprimento de seu dever, noticiou que a prefeitura decidiu não renovar o contrato com a Neo Clínica e que tal fato implicaria em não cobertura médica na UTI Pediátrica. E por que se disse que a especialidade médica poderia ficar descoberta? Por que a prefeitura não se dignou a informar que uma nova empresa assumiria o serviço, só o fazendo após ser inquirida, insistentemente, por essa imprensa que a gestão tenta desqualificar.

Vejam só: a notícia sobre a não renovação do contrato já era de conhecimento da imprensa desde as primeiras horas do dia de ontem, quando se buscou da prefeitura sua versão para o fato. A nota informando sobre a assunção do serviço por uma nova – velha – empresa só foi repassada aos órgãos de comunicação às 16h dessa mesma terça-feira.

Na literatura penal, convencionou-se classificar como um ato clássico para tentar se livrar de um crime a tentativa de desqualificar as testemunhas. Ninguém é testemunha tão privilegiada de os desmandos de ditadores do que a imprensa. Porque a ela quase tudo é dito pelos que sofrem com os atos dos tiranos.

Há uma conhecida citação, atribuída a Otto Von Bismarck, segundo a qual “nunca se mente tanto quanto antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. Ousaríamos acrescentar: e na explicação de contratos nebulosos em certas gestões. No fato em comento, Allyson Bezerra colocou a transparência e a verdade numa UTI. Agonizando. Vai ser difícil tirá-las de lá com mentiras.

 

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O balanço da gestão Allyson que não sai nos jornais

O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) apresentou ontem o balanço dos 12 primeiros meses de sua gestão. Como é uma peça criada por ele e para sua promoção pessoal, há exagero nas ações, minimização dos erros, superestimação dos acertos, maquinação de números, ocultação de problemas e, claro, muito marketing.

Como a intenção aqui é de fazer um justo paralelo entre o que foi a gestão e entre o que está sendo “vendido”, vamos mostrar de fato quais foram os grandes méritos até agora.

O primeiro deles é o pagamento da folha em dia. Não se sabe porque razão a gestão da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) atrasou tanto o desembolso salarial. Nesse item, apesar do acerto, a gestão exagerou ao dizer, no dia 17 passado que estava antecipando o pagamento do 13º salário. Mais para confundir do que para explicar, não foi dito que estava sendo pago, de forma antecipada, registre-se, apenas aos aniversariantes do mês de dezembro. Todos os demais haviam recebido no mês de seu natalício, como ocorre há mais de uma década em Mossoró.

A ampliação do sistema de transporte coletivo, a continuar assim, e se consolidar, terá sido um dos grandes acertos da gestão. Não dá para se falar em mobilidade urbana, em modernização da cidade, sem que o transporte público conte ao menos com um mínimo de rotas em funcionamento.

No enfrentamento à covid, a gestão pode ser parabenizada, sobretudo em relação à vacinação da população. Apesar de ser bolsonarista, o prefeito Allyson não caiu na esparrela de ser contra o imunizante. Aliás, registre-se que um dos pontos altos de sua atuação foi uma live em que conclamou a população a se vacinar.

Já a tal modernização administrativa ainda é coisa para inglês ver. Na educação, os professores tem reclamado da forma como se exigiu que eles tivessem que lidar com o SigEduc: à força, na marra, a fórceps. Uma formação remota pelo Youtube e já se exigiu milhares de coisas para ontem.

Ainda na educação, os processos não caminham na mesma maravilha que a narrativa governista quer fazer crer. Por lá, licitações foram feitas de forma errada, há dificuldade de harmonia entre setores, e a centralização é demasiada. São questões que podem explicar, por exemplo, porque a prefeitura decidiu tirar uma semana do recesso escolar do meio do ano. As escolas, embora tenham passado mais de ano sem receber os alunos, não estão prontas para o próximo ano letivo. Há informações inclusive de que, a continuar como está, não será possível o início das aulas sequer em março.

A tal descentralização é uma balela. “Qualquer comunicado, de qualquer órgão, por mais simples que seja, precisa passar antes pelo gabinete do prefeito”, revela uma fonte ao Blog Na Boca da Noite.

Curiosamente, a ação a que Allyson Bezerra dá mais visibilidade é a reforma de praças. Mossoró lembra que esse sempre foi um dos principais carros-chefes das gestões da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, a quem ele sucede no cargo.

Por dever e justiça, reconheça-se que as ações realizadas na zona rural também tem sido importantes, sobretudo aquelas que buscam minimizar a falta de recursos hídricos.

Em relação à transparência, o cenário é desanimador. A gestão não deu resposta minimamente convincente a questões como o desaparecimento das vacinas contra a covid, e o contrato milionário com a Sama está na mira do Ministério Público.

A gestão também demonstra uma inapetência colossal ao não aplicar os recursos da emenda destinada pela deputada estadual Isolda Dantas (PT) para aquisição de um castramóvel. Se não for incompetência, é algo mais grave que Mossoró precisa saber.

Gravosa também é a situação denunciada pelo deputado federal Beto Rosado (PP) de que Mossoró está perdendo dinheiro porque os recursos destinados por ele por meio de emendas para a cidade não estão sendo utilizados pela gestão municipal. Até agora, Allyson Bezerra silenciou sobre R$ 43 milhões que não estão sendo aproveitados. É muito dinheiro para se comportar com silêncio cínico e conveniente.

Para os servidores, a gestão demora até para responder a um simples ofício do sindicato que representa os trabalhadores. Para piorar, os casos de perseguição e assédio se acumulam. Em um deles, fizeram de tudo para transferir um servidor de local de trabalho pelo simples fato de ele não gostar de vestir azul. Como o funcionário é consciente de seus direitos e deveres, essa tentativa foi frustrada. O caso quase foi judicializado. A gestão, no entanto, não desistiu de continuar “infernizando” a vida do trabalhador”. Instituiu uma formação em que o obrigava a participar fora de sua jornada de trabalho.

A perseguição não se circunscreve apenas aos servidores. Até mesmo aliados tem sofrido. Boa política parece não ser o forte do prefeito Allyson Bezerra. Não sem razão, ele já descartou dois aliados de primeira hora: o vereador Tony Fernandes (Solidariedade) e o vice-prefeito Fernandinho das Padarias (PSD).

Sua forma “peculiar” de fazer política e de gerir tem feito com que a bancada dos descontentes aumente. A oposição, hoje, já tem 7 integrantes. Além disso, conforme publicou o Blog do Barreto, Allyson está em crise com outros três vereadores governistas: Paulo Igo (Solidariedade), Omar Nogueira (Patriota) e Gideon Ismaías (Cidadania).

Ainda na seara política, colocou no comando da principal comissão da Câmara Municipal de Mossoró o vereador Raério Araújo (PSD), que tem se mostrado o menos preparado para a missão. Nesse segundo mandato, Raério tem se notabilizado por uma postura violenta, homofóbica, machista, desrespeitadora e misógina. Sintomas de déspotas. Que não seja a fiel representação da gestão que hoje comanda os destinos de Mossoró. Para o bem de todos.

 

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Allyson tenta lucrar com autonomia da UERN, mas age de forma desonesta

Oportunista, deselegante e desonesta. Assim tem sido encarada a postura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade) em relação à conquista pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) de sua autonomia financeira.

Em suas contas nas redes sociais, o prefeito celebra o feito, parabeniza a gestão da universidade e os deputados estaduais, mas “esquece” da principal personagem de todo o processo: a governadora Fátima Bezerra (PT).

Embora não sejam adversários diretos, Allyson preferiu destilar sua pequenez de espírito, seu narcisismo exacerbado e sua   completa incapacidade de aceitar os acertos dos outros.

Na Assembleia Legislativa, até mesmo adversários políticos históricos de Fátima, como os deputados Getúlio Rêgo (DEM) e Raimundo Fernandes (PSDB) reconheceram o grande feito da governadora. Hombridade, altivez e honradez que faltaram a Allyson.

Numa de suas contas, o prefeito é lembrado por internautas que sem a atuação da governadora Fátima Bezerra não haveria como a universidade ter almejado tamanho benefício.

Outros pediram ao prefeito que tivesse o mesmo gesto de grandeza e instituísse a eleição direta para gestores escolares da rede municipal de ensino, projeto engavetado pelo chefe do Executivo mossoroense. O Blog Na Boca da Noite lembra ao prefeito que na gestão do seu aliado Robinson Bezerra (PSD) o projeto era de privatizar a universidade.

Na publicação, em que aparece vestindo uma camisa com o nome “UERN”, o prefeito só interagiu com aqueles que aqueles que concordaram com seu ponto de vista. Muitos dos que o elogiaram integram o governo Allyson.

Uma internauta lembrou que a postagem do prefeito pode passar para os desavisados a impressão de que a autonomia da UERN é uma ação do prefeito Allyson.

“Parabéns a Governadora @fatimabezerra13 pelo projeto da Autonomia Financeira da UERN, luta de anos dos professores daquela instituição!! @prefeito_allyson faltou o senhor esclarecer na sua postagem esse detalhe. A postagem leva ao engano dos desavisados achando q é uma conquista sua quando não é!! Foi uma longa e histórica luta, então se faz necessário dá os louros da vitória a quem realmente os merece”, escreveu a internauta.

 

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