A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) realiza neste domingo (01/06/2025), a partir das 15h30, a primeira edição do UERN no Parque em 2025.
A edição deste ano integra a IV Semana de Meio Ambiente, cujo tema está alinhado ao World Environment Day 2025 com a temática global: “Beat Plastic Pollution – Vencer a Poluição Plástica”. A proposta é convocar instituições e comunidades a repensarem o ciclo de vida dos plásticos, promovendo ações sustentáveis e conscientes.
A atividade contará com a presença e participação das ações e projetos de extensão da UERN, voltados ao atendimento do público externo presente no Parque Prof. Municipal Maurício de Oliveira.
É mais um momento importante do compromisso da universidade com a sustentabilidade, a extensão universitária e a interação com a sociedade.
Ugmar Nogueira
Ugmar Nogueira
Radialista desde de 1999 com DRT N° 1597 – SRTE/RN – Formado em Saneamento Ambiental e Estudante de Direito. Defensor da boa política, conhecido pela coerência de minhas ações em defesa do cidadão e da democracia.
Começa na próxima segunda-feira, o julgamento de Pedro Inácio Araújo, que responde pela morte de Zaíra Dantas da Silveira Cruz. A jovem de 22 anos foi encontrada morta, no dia 2 de março, sábado de Carnaval, na cidade de Caicó (RN). Pedro Inácio, polícia militar, é acusado de estuprá-la e matá-la.
Os promotores de Justiça que irão atuar na sessão do júri do “Caso Zaira” não irão conceder entrevistas aos profissionais de imprensa durante o julgamento. A medida será adotada em virtude de o processo tramitar em segredo de justiça. O júri terá início às 8h da segunda-feira, no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) terá três promotores de Justiça atuando no júri.
Nesta sexta (30/5), a 2ª Vara Criminal de Natal, em conjunto com a Direção do Foro da comarca, publicou a Portaria Conjunta nº 1/2025 para disciplinar o acesso e permanência do público e de profissionais da imprensa na sessão do júri. A iniciativa tem por finalidade evitar aglomerações no momento da sessão de julgamento que possam, de algum modo, colocar em risco a segurança dos presentes e o desenvolvimento dos trabalhos.
Por se tratar de um processo que tramita em segredo de justiça, e para preservar a dignidade da vítima e demais dados sensíveis sobre o caso, o acesso ao julgamento está limitado a familiares da vítima, Zaira Dantas Silveira Cruz, e do réu, Pedro Inácio Araújo. De acordo com informações da unidade judicial, seis pessoas foram autorizadas a acompanhar a sessão: a mãe, o pai, a irmã da vítima e uma psicóloga do Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência Letal e Intencional do MPRN, além da mãe do réu e um acompanhante.
Conforme disciplina a Portaria, considerando o sigilo de justiça a que está submetido o processo, está vedado o acesso de profissionais de imprensa, inclusive os da Secretaria de Comunicação Social do TJRN, ao interior do Salão do Júri, durante as sessões de julgamento. Para garantir o fluxo de informações, sem infringir o sigilo de justiça, fica a Secoms/TJRN responsável por divulgar boletins oficiais à imprensa.
Conforme disciplina a Portaria, considerando o sigilo de justiça a que está submetido o processo, está vedado o acesso de profissionais de imprensa, inclusive os da Secretaria de Comunicação Social do TJRN, ao interior do Salão do Júri, durante as sessões de julgamento. Para garantir o fluxo de informações, sem infringir o sigilo de justiça, fica a Secoms/TJRN responsável por divulgar boletins oficiais à imprensa.
Para o julgamento, que deve durar até a próxima sexta-feira (6), estão previstos 22 depoimentos, entre eles o do réu e das testemunhas de defesa e de acusação. O processo conta com 7 mil laudas.
O caso – Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta no dia 2 de março de 2019, no sábado de carnaval, no município de Caicó. O policial militar Pedro Inácio Araújo é acusado de estuprar e matar a vítima.
Inicialmente, o processo tramitou na 3ª Vara de Caicó, mas a defesa solicitou e obteve o desaforamento para Natal, alegando dúvidas sobre a imparcialidade do júri na região do Seridó, devido à repercussão do caso.

Pedro e Zaíra (Foto: Mossoró Hoje)
A inversão de prioridades é uma das marcas mais nefastas na gestão Allyson Bezerra (União Brasil). Enquanto monta uma festa com requintes, a prefeitura de Mossoró relega crueldade a quem precisa de atendimento na rede municipal de Saúde.
Para ter uma ideia dessa macabra inversão, há mais de dois meses que os palcos do Mossoró Cidade Junina estão montados, enquanto que na Unidade Básica de Saúde Bernadete Bezerra Ramos (foto), no Liberdade II, há um mês que não há vacinação. O motivo: falta uma enfermeira naquela unidade.
Exemplo da precarização que o prefeito Allyson Bezerra promove na saúde de Mossoró, a enfermeira que atuava na UBS citada atuada sob contrato como celetista. O vínculo expirou e, desde então, não há quem realize o serviço.
Atualmente, o corpo de servidores efetivos vem sendo reduzido por aposentadorias, sem que a gestão convoque aprovados em concurso público. Com isso, a gestão economiza ao pagar salários baixos e ao deixar unidades sem profissionais.
O caso se repete na UBS Joaquim Saldanha, no bairro Santo Antônio, onde falta de tudo e, também não tem profissionais para atender à população daquela área.
Na UBS Lahyre Rosado, no Sumaré, o cenário é desolador. O prédio que abriga a unidade está caindo aos pedaços. Além disso, mofo e sujeira dominam o imóvel.
Para completar, o médico que atendia na referida unidade foi demitido por perseguição política do prefeito Allyson Bezerra.
O Boca da Noite converscou com o jornalista responsável pela assessoria de Comunicação da Secretraria Municipal de Saúde (SME). Ele informou que o caso deveria ser encaminhado à jornalista Larisssa Maciel, que agora responde pela diretoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom). Larissa não respondeu – ainda – aos nossos questionamentos.

Situação da UBS Lahyre Rosado é caótica
Mossoró é uma cidade de ilusão. Por aqui, as coisas verdadeiras e reais não dão um vídeo de cinco minutos. O que se vê nas redes sociais são maquiagens. O asfalto de 100 metros é filmado como se tivesse mil. Uma rua com piso intertravado é replicada como se fosse 100. É uma verdade ampliada sob a lente da mentira. Por aqui, quase nada funciona, mas a internet emociona.
Por aqui, as pessoas estão sendo afastadas do Centro. Os pobres estão sendo cada vez mais sendo levados para a margem.
Por aqui, o Mossoró Cidade Junina vive processo rápido de elitização. Não bastassem os camarotes, agora, até mesmo no piso haverá cobrança de ingresso. Ou se paga para o frontstage, ou se vai para o camarote. Aos que não puderem pagar ou não estiverem arrumados o suficiente para aparecer na fantasiosa propaganda oficial, resta o Arraiá do Povo. Nome pomposo para espaço segregador.
O comércio popular, que se misturava com as grandes lojas, foram obrigadas a ir para uma favela comercial, um gueto de pequenos quiosques que não cabe quase nada. Neles, ou se bota a mercadoria ou se entrar. Os dois não dá.
Mas o imponderável acontece. De um jeito diferente. Mostrando, o que de fato, acontece fora dos holofotes. Foi assim que simpáticos suínos dominam a cena do centro da cidade. Leves e fagueiros. Livres e felizes. Dominantes. Ocupando um espaço que deveria ser dos humanos. Sintomático.
Sugerindo reflexões. A cidade está tomada por porcos. Emporcalhada por suspeitas?. Enxovalhada de corrupção? Manchada por denúncias? Enodoada por irregularidades?
Uma certeza: não são os afáveis porcinos que estão causando vergonha à cidade. A sujeira que nos mácula não é produzida por eles. Não são eles que estão nos colocando no mapa da desonestidade. A esperança é que a Justiça passe tudo a limpo.
O Governo do Rio Grande do Norte paga, nesta sexta (30), o salário de maio para o funcionalismo público estadual. Seguindo calendário de pagamentos para 2025, todos os servidores receberão os vencimentos sempre no último dia útil de cada mês.
O pagamento será depositado ao longo do dia na conta de 110 mil servidores ativos e aposentados, além dos pensionistas. No total, serão injetados na economia norte-rio-grandense R$ 629 milhões.
Os servidores que possuem portabilidade bancária, todavia, devem consultar o prazo acordado junto ao banco escolhido para o recebimento do salário.
O valor bruto da folha do mês de maio é de R$ 918 milhões. O contracheque dos servidores está disponível para consulta desde ontem, dia 29 de maio, véspera do dia do pagamento.
O Rio Grande do Norte receberá mais 2.480 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, somando-se às 10 mil já pactuadas anteriormente. O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Jader Filho, após a 26ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília. As novas unidades fazem parte de um lote de 130 mil moradias a serem construídas em todo o país, destinadas a municípios com mais de 50 mil habitantes e voltadas à Faixa 1 do programa, que atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850.
A governadora Fátima Bezerra destacou a importância da iniciativa para reduzir o déficit habitacional e garantir mais dignidade às famílias de baixa renda. O processo de seleção começa em 28 de maio, e 111 municípios potiguares, incluindo Natal e sua região metropolitana, já foram contemplados em modalidades como FAR, FDS, sub-50 e Rural. A Cehab prestará suporte técnico aos municípios para que se habilitem à nova etapa do programa.
Com investimento mínimo estimado em R$ 336 milhões, essa nova fase do Minha Casa, Minha Vida deve beneficiar cerca de 10 mil pessoas no RN. O programa não só promove acesso à moradia digna, mas também estimula a economia por meio da geração de empregos, renda e arrecadação tributária. Após a fase de habilitação e análise das propostas pela Caixa Econômica Federal, será realizada a assinatura dos contratos para o início das obras.
O Rio Grande do Norte continua avançando na geração de empregos. Somente em abril, foram criadas 2.927 vagas formais no estado. Isso mostra que a economia local está reagindo bem, trazendo mais oportunidades para os potiguares em diversas áreas, como comércio, serviços e construção. A expectativa é de que esse ritmo continue nos próximos meses.
Equipe SEDEC.
Instituto Assaí dá início à campanha “Roupa a Gente Compartilha” no Rio Grande do Norte
Responsável pelos investimentos sociais do Assaí Atacadista, o Instituto Assaí mobiliza novamente a rede e suas comunidades para mais uma edição da campanha “Roupa a Gente Compartilha”, que acontece entre os dias 26 de maio e 15 de junho. Todas as 05 lojas da Rede no Estado do Rio Grande do Norte funcionarão como pontos de coleta de roupas em bom estado.
A iniciativa faz parte da agenda anual de ações sociais do Instituto Assaí e acontece nacionalmente desde 2011. No ano passado, a campanha arrecadou mais de 54 toneladas de roupas e agasalhos, que foram doados a instituições locais. A proposta é simples e potente: engajar clientes, colaboradores(as) e parceiros(as) a compartilharem o que não usam mais para aquecer o inverno de quem mais precisa.
Entre os itens que podem ser doados estão calças, bermudas, casacos, camisetas de manga longa e curta, vestidos, blusas de moletom, saias, calçados, roupas de cama, entre outros. A recomendação é que as peças estejam limpas e organizadas em sacolas, separadas por público (masculino, feminino, adulto e infantil). Todas as doações permanecem nos municípios onde foram arrecadadas, fortalecendo a rede de solidariedade local.
SERVIÇO
“Roupa a Gente Compartilha”
Período: de 26 de maio a 15 de junho
Pontos de coleta:
Assaí Maria Lacerda: Av. Maria Lacerda Montenegro, 900 – Parnamirim
Assaí Mossoró: Avenida Wilson Rosado, 2580, Abolição I e II – Mossoró
Assaí Natal: Avenida Dão Silveira, s/n – Pitimbu
Assaí Ponta Negra: Avenida Engenheiro Roberto Freire, 1686 – Natal
Assaí São Gonçalo do Amarante: Avenida Bacharel Tomaz Landim, s/n – Jardim Lola, Natal
Para saber mais: https://institutoassai.org.br/agasalho-a-gente-compartilha/
Fonte: Instituto Assai.
A taxa de desemprego de 6,6% registrada no trimestre encerrado em abril deste ano é a menor para o período desde 2012, quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua começou a ser realizada. Em abril do ano passado, por exemplo, a taxa era de 7,5%.
Segundo os dados da Pnad, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas vêm apresentando quedas nas comparações anuais há 46 trimestres, isto é, desde o trimestre encerrado em julho de 2021.
Ainda de acordo com esses dados, nos últimos 12 meses, todos os trimestres apresentaram suas menores taxas desde 2012 (é o caso dos encerrados em abril e em março deste ano, além daqueles finalizados no período de julho a dezembro de 2024) ou desde 2014 (janeiro e fevereiro deste ano, além de maio e junho de 2024).
Outro dado positivo divulgado pelo IBGE é o rendimento médio do trabalhador, que atingiu o maior valor para um trimestre encerrado em abril (R$ 3.426) e também o maior patamar da série histórica, considerando todos os trimestres comparáveis (aqueles encerrados em janeiro, em julho e em outubro).
Informalidade – O mercado de trabalho do país registrou uma taxa de informalidade de 37,9% no trimestre encerrado em abril deste ano, apresentando, portanto, quedas em relação ao trimestre finalizado em janeiro deste ano (38,3%) e na comparação com o trimestre findo em abril de 2024 (38,7%).
Havia, de acordo com o IBGE, no trimestre encerrado em abril deste ano, 39,2 milhões de trabalhadores informais, em um total de 103,3 milhões de pessoas ocupadas no país, no período. A informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada, ocupados sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e trabalhadores auxiliares familiares.
Nas comparações trimestral e anual, houve estabilidade nos empregos sem carteira assinada (tanto no setor privado quanto nos serviços domésticos) e nos trabalhos sem CNPJ. Portanto, a queda da informalidade foi puxada pelo aumento dos empregos formais.
Os trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, cresceram 0,8% no trimestre e 3,8% no ano, segundo o IBGE.
“O mercado de trabalho está absorvendo [mão de obra] e está seguindo forte e resiliente, mantendo a população ocupada e melhorando a qualidade, com a população com carteira de trabalho assinada sendo a única a crescer”, explica o pesquisador do IBGE William Kratochwill.
Setores – Na comparação trimestral, apenas o segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve alta (2,2%), enquanto o restante manteve estabilidade.
Já na comparação anual, cinco grupamentos cresceram: indústria geral (3,6%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,7%), transporte, armazenagem e correio (4,5%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,4%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4%). Houve redução em agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-4,3%).
Subutilização – A população subutilizada, isto é, a parcela dos desempregados e daqueles que poderiam trabalhar mais do que trabalham atualmente, ficou em 18 milhões, estável na comparação trimestral e 10,7% menor que no ano anterior.
A taxa composta de subutilização (15,4%) mostrou estabilidade no trimestre e teve queda na comparação anual (17,4%).
A população desalentada, que inclui aqueles que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas que não buscaram trabalho por vários motivos, ficou em 3,1 milhões, estável no trimestre e com redução de 11,3% no ano. O percentual de desalentados (2,7%) também mostrou estabilidade no trimestre e recuou no ano (3,1%).
Passo importante para o fornecimento de água da transposição do Rio São Francisco em áreas estratégicas do Rio Grande do Norte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta quarta-feira (28/5) a primeira etapa do Ramal do Apodi. A solenidade foi na zona rural de Cachoeira dos Índios, no Sertão Paraibano, e contou com a presença da governadora Fátima Bezerra; do governador da Paraíba, João Azevedo; de ministros, parlamentares federais e estaduais dos dois estados e dos movimentos sociais. Com 115,5 km de extensão, a estrutura do ramal liga a Barragem Caiçara, na Paraíba, à Barragem Angicos, que fica localizada no estado do Rio Grande do Norte, com vazão projetada de 40 m³/s.
Na etapa 1, que vai do reservatório de Caiçara/PB até a estrutura de controle em Cachoeira dos Índios, totalizando 30 quilômetros, foram investidos R$ 350 milhões. A Barragem Tambor, local em que a comitiva presidencial foi recebida com festa, fica no meio do percurso.
O presidente Lula lembrou o passado de retirante fugindo da seca e os motivos que o levaram a fazer a transposição para levar água à região mais árida do Brasil. “Foi a maior decisão de minha vida. Eu sempre me perguntava: por que o Nordeste é a região com maior número de analfabetos, de pobres, desnutridos. Eu sabia que a seca é um problema cíclico, mas a fome é uma falta de vergonha. E é preciso ter coragem para mudar isso e eu sempre quis mudar essa realidade”, ressaltou o presidente.
Fátima destacou a importância da transposição. “Essas águas trazem esperança e confiança de dias melhores. Trazem dignidade, sentimento de justiça social, oportunidade para os agricultores, para as mulheres da zona rural, para a juventude que quer ficar e produzir no sertão. A transposição é um marco histórico para nós”.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, falou da preocupação do atual governo com o bem-estar da população. “Com a assinatura da duplicação do bombeamento de água do Eixo Norte e a inauguração do primeiro trecho do Ramal do Apodi, o Governo Federal reforça o compromisso com a segurança hídrica de mais de 8 milhões de nordestinos.”
Cobertura
Braço do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias do Nordeste Setentrional (PISF), o Ramal do Apodi é um megaempreendimento de R$ 1,5 bilhão, com 115 quilômetros de extensão, área de influência cobrindo 54 municípios do Rio Grande do Norte (32), Paraíba (13) e Ceará (9), atendendo a uma população de 750 mil pessoas.
A obra está sendo executada em três etapas, chamadas “marcos”, na linguagem técnica. A primeira foi entregue nesta quarta-feira; a segunda está prevista para o segundo semestre deste ano, e a terceira, em 2026.
O trecho 2 tem 67 quilômetros, fechando o percurso em terras paraibanas. O trecho 3 é o do Rio Grande do Norte, que passa pelo túnel de Major Sales, vai até o reservatório Angicos, em José da Penha, e de lá segue para a Barragem Santa Cruz, em Apodi.
“Além de proporcionar segurança hídrica quanto ao abastecimento da população, esse trecho da transposição é fundamental para o desenvolvimento da indústria, do turismo e da agricultura irrigada, tanto para o grande e médio produtor, quanto para a agricultura familiar ao longo dos rios Apodi-Mossoró e Umari”, destaca Carlos Nobre, integrante do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte.
Carlos Nobre observa que a chegada das águas da transposição pelo Ramal do Apodi vai resolver, de forma definitiva, o abastecimento das cidades do Alto Oeste e do Médio Oeste, um problema crônico que perdura desde o século passado.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, lembrou que as obras do ramal, assim como as da transposição como um todo, não são apenas um empreendimento gigantesco de cimento armado. “É muito mais que isso.”
O projeto inclui outros aspectos importantes para a região, como ações preventivas contra a desertificação; regularização fundiária das áreas na faixa de domínio do empreendimento; programa de fornecimento de água e apoio técnico a pequenas atividades de irrigação; recuperação de áreas degradadas; monitoramento das fontes hídricas subterrâneas.
Antes da solenidade na comunidade Redondo, o presidente Lula cumpriu agenda em Salgueiro, Pernambuco, onde assinou a ordem de serviço para instalação de equipamentos que irão permitir a duplicação da capacidade de bombeamento de água para os canais da transposição.
Caminho das Águas
A transposição do Rio São Francisco é considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil e da América Latina. Foi idealizada e iniciada no governo do presidente Lula, com a meta de beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios e 294 comunidades rurais. O projeto foi oficialmente lançado em junho de 2007, após décadas de debates sobre a necessidade de levar as águas do “Velho Chico” para regiões historicamente castigadas pela escassez de água. Foram iniciadas as principais frentes de trabalho nos dois grandes eixos — Norte e Leste —, consolidando sua autoria e compromisso com o desenvolvimento social e econômico do semiárido nordestino.
Participaram da cerimônia em Cachoeira dos Índios diversas autoridades: o governador do estado da Paraíba João Azevêdo, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, o prefeito da cidade Alyson Francisco, o senador paraibano Veneziano Vital, o secretário da Secretaria de Estado da Fazenda do RN Cadu Xavier, o deputado federal Fernando Mineiro, o deputado estadual Adriano Galdino, os ministros Rui Costa, Waldez Góes, Silvio Costa, Wolney Queiroz e Luciana Santos.





