* Márcio Alexandre
Foi sob vigilância. Desnecessária.
Foi sob desconfiança. Injustificável.
Foi com afinco, dedicação, entusiasmo e responsabilidade. Como sempre.
Os professores de Mossoró pagaram todos os dias da greve de 2023. Nas condições impostas pela gestão Allyson Bezerra (União Brasil), mas com a alegria e a resistência que caracterizam a categoria.
Não foi apenas uma protocolar reposição de dias letivos sobre os quais constava a rubrica “a complementar” ou “greve” (nos casos em que gestores politicamente analfabetos buscam criminalizar um instrumento de luta).
Foi, sobretudo, com dignidade. Com honra.
Foi o resgate de um compromisso. Como acontece todas as vezes em que é preciso parar para frear tiranos.
Os docentes pagaram a greve. “Limparam o nome” diante dos que os acusavam. E lavaram a alma perante os que se sujaram para bajular o prefeito. Em genuflexão.
Os professores pagaram o que devia. O prefeito fez o que não deveria: dar calote. Postura típica dos bilontras.
* Professor e jornalista





