A inteligência artificial vem transformando profundamente a rotina de trabalho em diversas áreas, e na medicina essa revolução acontece em ritmo acelerado. Um dos principais símbolos dessa mudança é a OpenEvidence, startup apelidada de “ChatGPT para médicos”, que acaba de alcançar um valuation impressionante de US$ 12 bilhões.
A empresa levantou US$ 250 milhões em uma rodada de investimentos liderada pelos fundos Thrive Capital e DST, consolidando um crescimento que chama atenção do mercado global. Em menos de um ano, o valor de mercado da startup se multiplicou por 12.
A escalada foi rápida:
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Fevereiro de 2025: US$ 1 bilhão
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Outubro de 2025: US$ 6 bilhões
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Janeiro de 2026: US$ 12 bilhões
Mas o crescimento não se explica apenas pelo volume de capital. A OpenEvidence desenvolveu um chatbot de inteligência artificial treinado exclusivamente com artigos científicos revisados por pares, publicados nas principais revistas médicas do mundo. O objetivo é claro: permitir que médicos encontrem respostas clínicas confiáveis em segundos — uma tarefa que antes exigia horas de leitura técnica.
Atualmente, a plataforma já é utilizada por cerca de 40% dos médicos dos Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente 740 mil profissionais. Somente em dezembro, foram registradas 18 milhões de buscas clínicas, um número que evidencia a rápida adoção da tecnologia no dia a dia dos consultórios e hospitais.
O modelo de negócios também impressiona. A startup já ultrapassou a marca de US$ 100 milhões em receita anual recorrente, conquistada quase totalmente de forma orgânica. A mira está em um dos maiores mercados do mundo: o setor de saúde, que representa cerca de 20% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, com gastos anuais estimados em US$ 5 trilhões.
O sucesso da OpenEvidence não passou despercebido. Gigantes da tecnologia como OpenAI e Anthropic já lançaram versões próprias de inteligência artificial voltadas especificamente para a área da saúde, ampliando a disputa por um mercado bilionário.
O avanço dessas plataformas reforça uma tendência clara: a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a ocupar papel central na tomada de decisão médica, redefinindo a forma como o conhecimento científico é acessado e aplicado.

