O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) um dos alvos da operação que investiga desvios de dinheiro da saúde de Mossoró, não colaborou com a investigação.
Logo após os investigadores deixarem sua mansão num condomínio de luxo de Mossoró, Allyson gravou um vídeo para dizer que tinha colaborado com os policiais. Era mentira.
De acordo com documentos obtidos pelo Blog do Dina, Allyson não só não colaborou como dificultou a atuação policial.
O prefeito teve três equipamentos eletrônicos seus apreendidos: dois iPhones e um MacBook. O prefeito se recusou a informar as senhas desses aparelhos
Legalmente, os acusados não são obrigados a fornecer senhas a policiais. Ocorre, no entanto, que ao dizer que tinha colaborado com a investigação, Allyson deixou subentendido que teria facilitado a investigação, quando aconteceu justamente o contrário.
O questionamento que se faz agora nos âmbitos político e policial é sobre a motivação de Allyson para dificultar as investigações. No que tange ao trabalho policial, logo se saberá o que Allyson quis esconder.
Essas informações poderão ter impacto no campo político.
Dificuldade
Rogério Marinho também quer impedir ressarcimento de aposentados roubados durante governo Bolsonaro
O senador potiguar Rogério Marinho (PL) segue dando mostras de como sua pauta é antipovo. Além de ser contra o fim da escala 6×1 e de ter votado a favor do aumento no número de deputados, Rogério também está se opondo ao ressarcimento dos aposentados que foram roubados durante o governo Bolsonaro (PL).
Rogério Marinho afirmou, no jornal Tribuna do Norte, sob o qual tem grande influência, que o pagamento aos aposentados e pensionistas somente deveria ser feito pelo governo depois que as entidades responsáveis pelos roubos devolvessem o dinheiro à União.
Além de querer atrapalhar o governo Lula, Rogério quer que o povo siga sofrendo. Esperar pela devolução dos recursos pelas entidades, em jornada que deve envolver demandas judiciais, lentas por natureza, é obrigar a pessoas a uma espera desnecessária. A proposta de Rogério, no entanto, reafirma sua pauta antipovo, posta em prática principalmente com a Reforma Trabalhista, da qual foi relator, e com a qual o sistema de proteção social ao trabalhador foi enfraquecido.
O assunto que tem dominado em Mossoró nos últimos 10 dias tem sido os fastos da gestão Allyson Bezerra (UB) em mídia. Três fatos apontam porque as pessoas tem se interessado pelo tema e repercutido o que o Boca da Noite tem divulgado.
Primeiro é que os valores são elevados e crescentes. São quase R$ 14 milhões, desde que Allyson assumiu a prefeitura em 2021.
Segundo, que o prefeito remanejou verbas do orçamento para aumentar o dinheiro a ser gasto com publicidade.
Terceiro, que Allyson Bezerra tem recorrido à Justiça para censurar a parte séria da imprensa de Mossoró que tem divulgado os absurdos.
Agora, surge um quarto e mais importante elemento. Embora jure de pés juntos e olhos rútilos de que não há qualquer irregularidade nos gastos, a gestão municipal, além de não responder à imprensa sobre os números, também tem dificultado que os órgãos de comunicação e a população em geral tenha acesso aos dados.
Desde ontem, por exemplo, que o prefeito, que aniversaria hoje, ganhou um presente: o portal da transparência da prefeitura de Mossoró está com “um problema de servidor”. Num momento em que as pessoas tem se interessado em buscar comparar esses dados, inclusive tentando descobrir quem são os beneficiados com os milhões esbanjados pela gestão municipal em publicidade, o site sai do ar. Um verdadeiro presente para Allyson Bezerra. O prefeito inclusive interditou a avenida Alberto Maranhão para a festa de hoje. Tem muitos motivos para comemorar.
Tente acessar o site com o link abaixo.
https://prefeiturademossoro.com.br/transparencia/despesas/gastos-por-favorecidos
* Márcio Alexandre
O Projeto de Lei 17, de autoria da gestão Allyson Bezerra (Solidariedade), tornou-se conhecido como um “monstrengo”. E não é apenas porque engole, como um glutão, direitos históricos dos servidores públicos de Mossoró.
A definição não remete apenas ao aspecto de saciedade dos bichos mais irracionais.
É chamada de monstrenga, entre os que militam no Pretório, qualquer peça jurídica que meta medo, cause vergonha ou engula princípios. Que tenha grande apetite por fazer o que não deveria. É como se quem a criou tivesse metido os pés pelas mãos.
Em alguns escritórios de advocacia de Mossoró, a criação da gestão Allyson recebe, “carinhosamente”, a temida alcunha.
O prefeito carrega a criança no colo. Como coruja a defender o filhote, atacando a qualquer um que ouse chamá-lo de feio. Para quem o defende, e apenas o gestor o faz, é um Adônis.
O gestor não se contenta apenas em carregar o filhote de monstro. Quer que todo mundo o embale ou balance.
O problema é que o estafermo tem causado estrago no criador. E quanto mais o aleijão é conhecido mais repulsa causa. Quase ninguém o quer por perto. Mesmo quem vai aprová-lo não prova do bicho.
A gestão não se cansa de tentar vendê-lo. Principalmente em espaços comprados. Mas está difícil esconder a feiúra porque ainda mais feioso será o estrago que causará.
Em nome do monstrengo, o prefeito está fazendo desafios. A homens e mulheres. A vereadores e advogados. A procuradores e procurados. Diz que discute com qualquer um sobre o PL. Que prova as virtudes da proposta, mesmo que ela só se proponha a prejudicar.
Já há quem tenha topado o embate, embora de debate o proponente não seja afeito. A vereadora Marleide Cunha (PT) aceita a dialogia. O prefeito calou, esqueceu, não topou. Fez de conta que não tinha feito e está fazendo o vergonha a quem achou que ele debateria.
O gestor dificilmente topará discutir, de igual pra igual, frente a frente, olho no olho, com quem quer que seja. A arrogância não permite, a vaidade não aceita e o monstrengo não ajuda.
Allyson tem ido a programas de rádio e TV, é verdade. Na confortável condição de dizer o que lhe convém e de fugir de quem não lhe diz amém.
Senhor de suas meias verdades, Allyson não pisa em terreno que não conhece, nem entra em embates que não lhe apetecem.
Não troca palavras com quem tem ideias. Não conversa com quem diverge. Não harmoniza com quem discorda.
O prefeito não conversa, fala. Não discute, impõe. A única opinião que aceita é a dele. A única palavra que permite que digam é: concordo.
Que ninguém se sinta intimidado com o desafio. Dialética não é o forte dos autossuficientes. Os monocórdicos até gritam, mas só para si mesmos. Ouvidos que não ouvem não suportam bocas que convencem.
* Servidor concursado da Prefeitura Municipal de Mossoró

O vereador Genilson Alves (PROS) é o líder do governo Allyson Bezerra (Solidariedade) na Câmara Municipal de Mossoró. Nessa condição, tem feito malabarismos para defender a atual gestão municipal. Mas não tem sido fácil. Nos últimos dias, a missão se tornou ainda mais espinhosa. É que os números do Mossoró Junina não tem ajudado.
A imprensa tem divulgado, o Blog Na Boca da Noite incluso, que a prefeitura de Mossoró tem aumentado, e muito, os gastos com o Mossoró Cidade Junina. Somente com a montagem da estrutura para o evento, os custos subiram de R$ 2,6 milhões em 2019 para R$ 12,6 milhões neste ano. Sobrepeço de absurdos R$ 10 milhões. E olhe que estamos nos referindo a apenas aos valores que serão pagos com a estrutura.
Para Genilson Alves, no entanto, a prefeitura vai economizar. O nobre parlamentar tem dito isso nos quatro cantos da cidade. Pior: afirmou de forma oficial na tribuna do Legislativo. Se qualquer outra pessoa dissesse que R$ 12,6 milhões é um valor menor que R$ 2,6 milhões seria considerado patético.
É bem verdade que para defender o governo, Genilson tem dificuldade para comparar a realidade. Talvez seja até compreensível, já que para tal tarefa é necessária a análise de algumas variantes. Para comparar números, no entanto, se esperava um pouco mais de competência do parlamentar.
Em qualquer gestão, em qualquer lugar, em qualquer tempo, 12 será sempre maior que 2. Seja em unidades, milhares ou milhões. Como representante do povo, bem pago para nos representar, Genilson deveria saber isso.
Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com

Prefeitura de Mossoró se recusa a dar posse a membro do Conselho Tutelar, dificultando trabalho do órgão
Mossoró tem 10 conselheiros tutelares. Esse número é insuficiente dado ao aumento das demandas, sobretudo aquelas relacionadas ao direito à educação das crianças e adolescentes. A estrutura para que esses profissionais realize o trabalho também não é das melhores.
Para completar o quadro de dificuldades, o colegiado está atuando com apenas nove dos seus membros titulares. A décima integrante titular do conselho faleceu no dia 30 de março e passados mais de 20 dias dessa ocorrência fatídica, a prefeitura de Mossoró, por meio da secretaria do Desenvolvimento Social e Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) não deu posse à conselheira suplente.
Considerando os 10 dias em que a conselheira Umberiana Maniçoba esteve internada lutando pela vida, já são mais de 40 dias que os conselhos tutelares estão funcionando sem a quantidade adequada de membros titulares.
O Blog Na Boca da Noite contactou a prefeitura de Mossoró para saber o porquê da demora em dar posse à conselheira Fábia Cristina Oliveira como titular no colegiado e a previsão para que isso aconteça. Os questionamentos foram feitos na manhã de quarta-feira, 20/4. Até fechamento desta matéria, às 7h30 da manhã desta quinta-feira, 21/4, não havíamos obtido resposta.
Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com


