Francisco Erinaldo. Esse é o nome de um construtor, evangélico, e que tinha relações com a gestão Allyson Bezerra (União Brasil). Foi ele quem fez uma das denúncias mais graves contra o ex-prefeito de Mossoró.
Segundo ele, para receber o dinheiro dos serviços prestados ao município era obrigado a repassar 26% do valor da obra para um esquema de corrupção. Desse percentual, 17% seriam para a FFJ (a empresa que deveria realizar as obras), 5% para Eudócio Mota e 4% para o próprio Allyson Bezerra.
Esse fato foi noticiado pelo jornalista Bruno Barreto numa série de reportagens intitulada “Os Segredos de Allyson”. O material foi publicado em maio do ano passado. Elas ficaram disponíveis ao público até o ex-prefeito conseguir uma decisão judicial de primeiro grau censurando o trabalho. Em dezembro, no Supremo Tribunal Federal (STF), Bruno obteve vitória e a censura foi derrubada.
De lá para cá, Allyson segue sem dar explicações sobre o caso. Aposta na subserviência de parte da imprensa de Mossoró, que ignorou o escândalo, apesar da gravidade das denúncias e do farto material apresentado por Bruno nas matérias.
O assunto deve voltar à tona na atual campanha eleitoral. Há adversários se municiando sobre o tema para cobrar de Allyson, publicamente, respostas sobre o tenebroso caso.
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