O Rio Grande do Norte encerrou abril de 2026 com superávit de US$ 18,6 milhões na balança comercial, conquistando o terceiro melhor saldo entre os estados do Nordeste. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte.
Segundo o boletim, o comércio exterior potiguar movimentou US$ 72,2 milhões no período. As exportações somaram US$ 45,4 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 26,8 milhões. No acumulado do primeiro quadrimestre, o volume total de transações comerciais do estado ultrapassou US$ 548 milhões.
O resultado reforça o crescimento do superávit da balança comercial do RN em 2026 e destaca a força das exportações potiguares em mercados internacionais estratégicos.
Entre os produtos exportados, o principal destaque foi o bulhão dourado em forma bruta para uso não monetário, responsável por US$ 24,1 milhões em vendas. Também tiveram forte participação os melões frescos, mamões, melancias e os minérios de tungstênio.
Os cinco produtos mais exportados concentraram quase 80% das vendas internacionais do estado, evidenciando a importância do agronegócio e da mineração para a economia potiguar.
A Suíça liderou como principal destino das exportações do RN, seguida por Canadá, Países Baixos, Espanha e Reino Unido.
Nas importações, a China foi o principal parceiro comercial do estado, seguida por Argentina e Alemanha. Entre os produtos importados, destacaram-se trigo, equipamentos mecânicos, máquinas industriais e itens do setor têxtil.
O levantamento também apontou diferenças nos modais logísticos utilizados. As exportações ocorreram principalmente por via aérea, responsável por 61,6% das operações. Já as importações tiveram predominância do transporte marítimo.
De acordo com a SEDEC, o desempenho reforça o protagonismo regional do Rio Grande do Norte e demonstra a consolidação do estado como um importante polo exportador do Nordeste brasileiro, mesmo diante de desafios do cenário internacional.


