Começou oficialmente a campanha eleitoral. Desde domingo, os candidatos estão legalmente liberados para pedir o voto ao eleitor. Embora a corrida para convencer o cidadão venha se transformando num verdadeiro vale-tudo, nem tudo pode ser feito.
Pode-se mentir (matéria-prima favorita da maioria dos postulantes). Pode-se fingir torcida por um time (mesmo odiando futebol). Pode-se emular santidade (embora transformando a vida dos outros num inferno).
Pode se aliar com o que houver de mais ultrapassado na política, mesmo que esses os novos aliados odeiem o Rio Grande do Norte e tenham sumido com dinheiro de aposentados, tenham atrasado salário de servidores, dado calote em fornecedores e figurem nos escândalos mais escandalosos da história do Estado.
O que um candidato não deveria fazer: se aliar a criminosos, gente com as investigações mais escabrosas ( e candidatos também, registre-se). Destilar ódio e preconceito contra trabalhadores deveria ser punido com cassação do registro de candidatura.
Os candidatos também não deveriam ocultar patrimônio nem subfaturar valores de bens. Colocar imóveis e empresas em nome de terceiros, então nem pensar.
Também está na lista de coisas execráveis: censurar a imprensa.
Começou a campanha. Que o eleitor perceba quem faz isso. Porque é um sinal de que honestidade não é o forte. E que a Justiça Eleitoral pare de fingir que está tudo certo. Para o bem da democracia. E para que os cofres públicos não sejam atacados por políticos com expertise para fingir e experiência em fugir.

