Após cinco anos enfrentando turbulências provocadas pela pandemia, endividamento e reestruturações financeiras, a aviação latino-americana começa a viver um novo ciclo de crescimento. O ano de 2026 desponta como o primeiro período de retomada consistente para gigantes do setor como Gol, Azul e Latam.
As companhias, que nos últimos anos lutavam para sobreviver, agora voltam a mirar expansão, renovação de frota e crescimento de mercado. A Gol concluiu seu processo de reestruturação financeira e prepara a abertura de capital da Abra, holding que controla a empresa e a Avianca, além de planejar mudanças estratégicas e ampliação de sua operação.
A Azul, por sua vez, avança para encerrar seu processo de recuperação judicial e reforçar sua estrutura financeira com novas captações e investimentos, incluindo apoio de grandes companhias aéreas internacionais.
Já a Latam, que saiu do Chapter 11 em 2022, voltou a investir na ampliação de sua frota e rotas, consolidando sua liderança no mercado brasileiro e reforçando sua estratégia de crescimento regional.
Hoje, as três empresas dominam praticamente todo o mercado aéreo brasileiro, que é altamente concentrado. Dados recentes indicam que a Latam lidera o setor doméstico, seguida por Gol e Azul, refletindo a importância dessas companhias para a conectividade e o turismo no país.
Além do Brasil, as companhias também observam oportunidades em outros mercados da América Latina. A Venezuela, por exemplo, é vista como um potencial foco de crescimento, após registrar forte queda no volume de passageiros nas últimas décadas.
Especialistas apontam que a retomada do setor aéreo na América Latina pode impulsionar o turismo, os negócios e o desenvolvimento econômico, consolidando a região como um dos principais mercados emergentes da aviação global.

