Embargos de Declaração, que visa a correção de supostas omissões ou obscuridades em demandas já julgadas. A relatoria foi do desembargador Amaury Moura Sobrinho, que iniciou o voto pelo não acolhimento do pedido.
prefeitura
A deputada Isolda Dantas (PT) comentou, na sessão plenária desta quinta-feira (21), sobre a Expofruit, a Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada que está acontecendo em Mossoró em sua trigésima segunda edição. Ela também se posicionou contra a situação na Câmara Municipal de Natal, onde, segundo a parlamentar, a extrema direita atua para cassar o mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT).
“O que está acontecendo na Câmara é algo que a gente não pode fazer de conta que não está vendo”, disse a deputada, ressaltando que o caso Brisa tem ocorrido com várias parlamentares mulheres negras em todo o Brasil. Ela criticou o processo “em tempo recorde” na Câmara para cassar a parlamentar. Isolda reforçou que não houve irregularidade em uso de emenda da vereadora, vez que os recursos foram liberados, após aprovação de todos os órgãos municipais, pela Prefeitura de Natal.
Também no horário de lideranças, o deputado Luiz Eduardo (SDD) criticou o Governo do Estado, por atrasos nos repasses aos municípios, das parcelas do ICMS e IPVA que estão na dívida ativa do Estado. “É certo que quando os tributos são pagos em dia os repasses ocorrem automaticamente”, afirmou o deputado. Para ele, o que fica como dívida pode gerar ‘consequências jurídicas’.
As comunidades Sítio Boa Vista Trapia, Patativa do Assaré, Pau d’Arco e Nova Quixabeirinha, onde moram cerca de 180 famílias, há mais de 80 anos, nunca tiveram acesso à água potável. Essas quatro comunidades pertencem a Zona Rural no município de Assu, Região do Vale do Açu, localizada a aproximadamente 207 km da capital Potiguar, Natal.
Há mais de 16 anos, foi instalada uma rede que passa na frente das casas dessas famílias, foi construído o reservatório, mas em 2016, faltando cerca de 500 metros para finalizar, a obra foi parada e de lá para cá, nunca foi retomada.
No mês de julho de 2025, uma reunião aconteceu no escritório da Caern de Assú, com uma comissão de moradores dessas comunidades, a Secretária de Obras do Município de Assú, Jhéssica Marques, que estava representando o Prefeito de Assú, Lula Soares e também o Gerente da Regional de Assú, Heriédson Freitas. Na ocasião as comunidades entregaram um documento solicitando a Caern a análise da água e também solicitaram a recuperação da estrutura de redes e reservatórios de água, porém os moradores ainda não tiveram respostas.
Nossa equipe de reportagem foi até essas comunidades, saber como essas famílias estão vivendo e as dificuldades que estão passando. Conversamos com Marineide Galdinho, que desabafou: “É uma realidade muito triste aqui na comunidade, porque é uma comunidade que faz anos que vem sofrendo com a falta d’água, é triste, é bicho morrendo, é bicho com sede, a cisterna seca e a gente quando quer uma água, a gente compra uma pipa d’água. E eu faço aqui um apelo à prefeitura, junto com a Caern, pra que venha solucionar esse problema que a gente vem convivendo a mais de 70 anos. A dificuldade é grande mesmo, porque a gente sem comida pode viver uns dias, mas sem água não.”
Um dos moradores das comunidades, Jemim do Trapiar, falou que viver ali é coisa de guerreiro: “Viver aqui é diferente, porque é coisa de guerreiro, não são todos que conseguem viver numa comunidade sem água. Aqui a gente é escravo das questões municipais que não ajeitam essa questão de água pra gente. A gente teve essa obra, que está tudo encanado, só falta o que pra concluir e colocar água pra gente? É obrigado a gente ficar com sede por falta de empatia. Aqui de vez em quando é que chega um caminhão pipa, mas não precisamos de caminhão pipa, precisamos da nossa água encanada!”
O Sr. Basílio, com 89 anos, ainda está esperando água: “Eu nasci em 1936, vi muito o sofrimento do meu pai, do povo todo aqui e hoje eu tô nessa idade e continuo sofrendo por conta da falta d’água. A gente aqui se “animemo” muito quando veio essa encanação pra cá, pensando que ia ser uma coisa certa, né, mas ficou tudo mal encaminhado. A gente pede uma pipa d’água pra prefeitura, é um mês ou dois meses pra vir. Então a gente espera que um dia vá melhorar, eu tenho a fé que nos poucos anos que Deus tem pra me dar, eu ter o gosto de abrir a torneira e ver água cair.”
Assim como esses três moradores, vivem as demais pessoas que moram nessas comunidades, sem acesso a esse líquido tão precioso, a água. Sem poder plantar, sem poder criar animais, muitas vezes, sem poder saciar a sede. Dependendo de carro pipa, que demora em torno de dois meses para chegar, ou se deslocam para outras comunidades, para comprar água potável.
Na manhã desta segunda-feira, 18/08/2025, buscamos uma resposta junto com a CAERN. Em nota a CAERN nos respondeu que “Em 2020, entrou em vigor o Marco Regulatório do Saneamento, que previu a instituição da regionalização do saneamento básico para fins de atendimento as metas de universalização do atendimento e cobertura de abastecimento de água e esgotamento sanitário. No Rio Grande do Norte por meio de Lei Complementar 682 de 2021, os municípios foram divididos em duas Microrregiões: a Central-Oeste e a Litoral-Seridó.
A área de abrangência dos serviços da CAERN no município de Assu foi estabelecida através do Contrato de Concessão atualizado pela Microrregião Central-Oeste, que exerce a titularidade dos serviços conforme Lei Complementar 682 de 15 de Julho de 2021. Deste modo, para que haja alteração na área abrangência, abarcando novas áreas do município aos serviços da Companhia, se faz necessário que o município oficialize à Microrregião.
Levada a demanda para a Microrregião será avaliado junto a CAERN a viabilidade técnica e econômico-financeira, que necessitará de aprovação do colegiado que reúne as prefeituras e o Governo do Estado, para sua efetiva inclusão ao contrato do município.”
Buscamos também uma resposta da Prefeitura de Assu, que até o fechamento desta matéria, não respondeu. E, buscamos também uma resposta com o vereador sr. Junior Trapia, que também não respondeu para a nossa equipe de reportagens.
Reportagem e imagens: Lisa Gomes e Pedrina Oliveira
Família denuncia autoritarismo e desrespeito da gestão Allyson em desapropriação de imóvel
Autoritária e desrespeitosa. É dessa forma que a gestão Allyson Bezerra (União Brasil) vem conduzindo a desapropriação do casarão localizado ao lado do Palácio da Resistência, na avenida Alberto Maranhão em Mossoró. A denúncia é da família proprietária do imóvel.
De acordo com nota assinada por Maria Luiza Pinheiro Néo, a família Néo está insatisfeita com a forma como a situação vem sendo conduzida pela gestão municipal que, além de ter se negado a dialogar, está impondo condições inaceitáveis para os donos do imóvel. “De maneira autoritária, a gestão municipal apresentou um valor de indenização que corresponde a cinco vezes menos que o preço real de mercado, numa tentativa de se apropriar de um bem privado a um custo irrisório”, destaca um dos trechos da nota.
A família aponta ainda que o imóvel já havia sido incluído em procedimento de tombamento, que não foi seguido pela gestão Allyson Bezerra.
A família Néo finaliza a nota criticando a “postura autoritária e desrespeitosa da Prefeitura, mas também alerta a sociedade mossoroense: a preservação da memória da cidade não pode ser conduzida à base de imposições arbitrárias e de tentativas de desvalorização do patrimônio privado”.
A prefeitura de Mossoró também publicou uma nota sobre o caso. Nela, informa que abriu processo de desapropriação e que pretende transformar o imóvel ” o espaço em um local de preservação da história e cultura mossoroense”. A gestão, no entanto, não se pronunciou sobre as denúncias da família dona do casarão.
Nota da família Néo
NOTA EXPLICATIVA
“A família proprietária do Casarão objeto da ação do município vem a público manifestar sua indignação diante da forma como a Prefeitura Municipal tem conduzido o processo de desapropriação do imóvel.
De maneira autoritária, a gestão municipal apresentou um valor de indenização que corresponde a cinco vezes menos que o preço real de mercado, numa tentativa de se apropriar de um bem privado a um custo irrisório.
É importante destacar que o imóvel vem sendo oferecido a órgãos públicos há mais de 15 anos, sempre com abertura ao diálogo, mas sem que houvesse interesse da Prefeitura em adquiri-lo dentro da legalidade e de forma justa. Importante ressaltar que, já na atual gestão, a família também tratou do assunto com a Prefeitura Municipal, sem que houvesse qualquer proposta formal. Agora, de forma repentina e impositiva, a municipalidade tenta consumar a desapropriação em condições claramente desvantajosas ao proprietário.
Outro ponto que não pode ser ignorado é que o Casarão já havia sido incluído em processo de tombamento histórico, juntamente com outras construções da cidade. Embora a Prefeitura não tenha dado seguimento, esse reconhecimento demonstra sua relevância cultural e valor simbólico, que deveriam ser respeitados e considerados.
Diante disso, a família não apenas critica a postura autoritária e desrespeitosa da Prefeitura, mas também alerta a sociedade mossoroense: a preservação da memória da cidade não pode ser conduzida à base de imposições arbitrárias e de tentativas de desvalorização do patrimônio privado.
O Casarão não é apenas um imóvel — é parte da identidade de Mossoró. Tratá-lo como uma mercadoria barata, ignorando seu valor real, é uma afronta não apenas à família proprietária, mas também à história de toda a cidade”.
Maria Luiza Pinheiro Néo
Veja a nota da prefeitura
“A Prefeitura Municipal de Mossoró informa que deu início ao processo de desapropriação do Casarão histórico localizado ao lado do Palácio da Resistência, sede do Poder Executivo Municipal, com o objetivo de garantir sua preservação, conservação e uso público.
O imóvel possui relevância arquitetônica, artística, cultural e histórica para a cidade. Com a desapropriação, oficializada pela Prefeitura de Mossoró através do Decreto n. 7.392, de 17 de junho de 2025, o prédio passará por manutenção e conservação de toda sua estrutura, que atualmente apresenta sinais de deterioração.
O objetivo da administração municipal é transformar o espaço em um local de preservação da história e cultura mossoroense, com o compromisso de zelar pela identidade histórica da cidade e o patrimônio cultural de Mossoró”.
Mossoró-RN, 16 de agosto de 2025
Prefeitura Municipal de Mossoró
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da 2ª Promotoria de Justiça de Monte Alegre, expediu uma recomendação à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde de Lagoa Salgada para que anulem um termo de colaboração firmado com o Instituto Social de Saúde e Educação do Rio Grande do Norte (ISSERN), que é considerado irregular e ilegal pelo órgão ministerial.
A Promotoria de Justiça identificou que a parceria, cujo objeto é a prestação de serviços de assistência à saúde e a gestão de programas municipais, tem como finalidade exclusiva o fornecimento de mão de obra para a Secretaria Municipal de Saúde. Esta prática, segundo o MPRN, contraria o caráter complementar que deve reger a colaboração entre o poder público e as organizações da sociedade civil.
A recomendação ressalta que a legislação do terceiro setor, Lei nº 13.019/2014, não permite que termos de colaboração sejam utilizados para a contratação de pessoal. O MPRN aponta que a intermediação de mão de obra configura burla ao princípio do concurso público, que é a forma correta para o preenchimento de vagas na administração pública.
O MPRN também questionou a capacidade técnica da ISSERN para a execução do contrato. Uma análise do MPRN indicou que a organização tem em suas funções atividades ligadas à educação, o que seria incompatível com as atividades de saúde previstas na parceria. A Promotoria de Justiça pontua que a Lei nº 13.019/2014 exige experiência prévia e comprovada para a celebração de parcerias.
A atuação do MPRN visa a defesa do patrimônio público e a proteção da legalidade e da moralidade administrativa. O documento emitido busca assegurar que a administração municipal siga os preceitos constitucionais e as leis que regulam as parcerias com o terceiro setor, evitando prejuízos à população e ao erário.
Para evitar a descontinuidade dos serviços de saúde, o MPRN recomendou que a anulação do contrato com o ISSERN seja feita com modulação de efeitos. Dessa forma, a organização deve ser mantida apenas nos cargos de atividade-fim, como médicos e enfermeiros, por tempo determinado, até que novas contratações sejam efetivadas.
Paralelamente, a Prefeitura de Lagoa Salgada deve realizar um novo estudo para identificar a real necessidade de cargos e iniciar um novo processo de chamamento público, buscando uma organização qualificada. Para os cargos de atividade-meio, como copeiras e auxiliares de serviços gerais, a recomendação é que a contratação seja feita por meio de licitação.
Em caso de descumprimento, o MPRN tomará as medidas judiciais cabíveis. A inobservância da recomendação pode resultar em responsabilização civil, criminal e por improbidade administrativa.
Sindiserpum aciona Justiça contra gestão Allyson para impedir prejuízos a servidores
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum), por intermédio da sua assessoria jurídica, entrou com uma Ação Judicial Coletiva para impugnar a exigência da Prefeitura Municipal de Mossoró para que servidores percam tempo e produtividade solicitando registros em locais de trabalho para fins de aposentadoria.
Segundo o advogado Lindocastro Nogueira, é obrigação da Secretaria de Gestão de Pessoa (CEGEP), ter sob sua guarda o histórico profissional dos servidores públicos e ainda o compartilhamento com outros órgãos, como a PREVI, por exemplo.
A ação judicial se baseia no princípio da eficiência e no desvio produtivo, além da Lei da Desburocratização (nº 13.726/2018), que visa simplificar e agilizar procedimentos administrativos no Brasil, reduzindo a burocracia e promovendo a eficiência da administração pública.
“É um absurdo o servidor ter que fazer uma peregrinação por vários locais por onde tenha prestado serviços para pegar uma declaração, para encaminhar a uma secretaria para obter outra declaração e assim se encaminhar para o PREVI e dá entrada em seu processo de aposentadoria. É obrigação da Prefeitura ter estes dados em mãos e facilitar o seu compartilhamento.” Relata o assessor jurídico do Sindiserpum, Lindocastro Nogueira.
Prefeitura convoca profissionais para cargos de Supervisor, pedagogos e professores
A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (SEGEPE), realizou nova convocação de profissionais para a Secretaria Municipal de Educação na última sexta-feira (8). Desta vez, 18 classificados em cadastro reserva de Processo Seletivo Simplificado com fundamento no Edital nº 001, de 27 de maio de 2024 foram convocados para os cargos de Supervisor Escolar, com carga horária de 20h e 40h.
também foram convocados candidatos para os cargos de professores da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental (pedagogos), professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano). Os classificados ocuparão os cargos por tempo determinado na Rede Municipal de Ensino.
A Prefeitura reforça que os candidatos devem apresentar-se à Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas – Segepe, situada na Rua Prudente de Morais, nº 976, Santo Antônio, Mossoró-RN, no horário das 7h00 às 17h00. É possível entrar em contato através do telefone (84) 2140-6024, e-mail segepe@mossoro.rn.gov.br, no período de 11 a 13 de agosto de 2025.
Todos os documentos necessários podem ser conferidos na publicação da Portaria nº 211 e Portaria 213º dos dias 7 e 8 de agosto ou clicando aqui.
A prefeita de Major Sales, Maria Elce (MDB) está sendo acusada pelos professores do município de ter feito alterados no Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria sem ouvi-la.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Luís Gomes, Major Sales e Paraná (SINDLUMP), que representa os docentes, a gestora encaminhou a proposta de alteração para a Câmara Municipal sem sequer avisar aos trabalhadores.
A prefeita sequer enviou uma cópia da proposta ao sindicato que representa dos professores. O Legislativo, por sua vez, a aprovou sem debate algum.
O SINDLUMP lançou nota de repúdio contra a atitude arbitrária. A entidade está estudando com os professores os impactos das mudanças ao mesmo tempo em que analisa que medidas poderão ser adotadas. Veja a nota do sindicato:
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Luís Gomes, Major Sales e Paraná (SINDLUMP) vem a público repudiar a aprovação do Projeto de Lei nº 025/2025, de iniciativa do Executivo Municipal de Major Sales. O projeto, que trata de alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do Magistério, foi aprovado em sessão extraordinária do Legislativo realizada em 24 de julho de 2025.
O projeto foi encaminhado ao Legislativo para discussão e aprovação sem que a categoria tivesse conhecimento das propostas que impactam diretamente sua carreira. Além disso, esta entidade sindical, representante legítima do funcionalismo público municipal de Major Sales, não foi comunicada para uma discussão. A condução do processo teve como objetivo evitar a resistência ou a mobilização da classe.
Para ter acesso ao projeto de lei, que é de natureza pública e de evidente interesse da categoria, o sindicato teve que solicitá-lo por escrito à presidência da Casa Legislativa. Isso foi feito para garantir o acesso às informações e possibilitar a análise das propostas que alteram o plano. A solicitação ocorreu após reiteradas tentativas de acesso ao documento, tanto por parte desta entidade sindical quanto por parte dos professores da rede municipal.
É de grande indignação a forma como os servidores públicos municipais são tratados pela gestão de Major Sales, que os força a recorrer à Justiça para garantir seus direitos. Um exemplo são os professores do Quadro Especial em Extinção (QEE), muitos dos quais só conseguiram suas progressões funcionais por meio de decisões judiciais. Agora, uma das alterações agressivas à classe do magistério, principalmente no quadro de cargos de provimento efetivo, modifica a regra das evoluções horizontais: o plano atual prevê seis evoluções (uma a cada cinco anos), enquanto o novo plano reduz esse número para apenas duas (uma a cada dez anos). Ou seja, em vinte anos de serviço, o profissional teria direito a apenas duas evoluções. E essa é apenas uma das mudanças propostas.
Mesmo cientes do impacto das alterações na carreira dos profissionais, o projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.
O projeto de lei ainda não foi sancionado pelo Executivo, e o sindicato manifesta seu desejo de que a gestão municipal o vete. Assim, haverá tempo para um diálogo com a categoria que terá seu plano modificado e com esta entidade, representante da classe, antes de qualquer decisão.
A categoria do magistério já decidiu, em assembleia geral extraordinária realizada nesta sexta-feira, 8 de agosto de 2025, que haverá manifestações e paralisação caso o projeto de lei que altera seu plano seja sancionado sem que haja diálogo prévio.
Portanto, o sindicato repudia a forma como todo o processo foi conduzido, sem diálogo com a categoria e sem contato com esta entidade. Reforçamos que, após anos de dificuldades na resolução de questões envolvendo seus associados, o diálogo é sempre a melhor opção.
Luís Gomes/RN, 8 de agosto de 2025.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou nesta quinta-feira (17/7) a operação Parceria. A ação investiga um esquema de desvio de recursos públicos e crimes contra a administração pública, supostamente operado por ex-agentes públicos do município, empresários e empresas contratadas pela referida Prefeitura
A investigação aponta que empresas eram formalmente contratadas para realizar obras públicas, como a construção de uma passagem molhada e a pavimentação de uma estrada que dá acesso à Serra do Cajueiro, mas na prática não executavam os serviços.
Segundo o apurado, um ex-secretário municipal de Obras atuava como o verdadeiro executor das obras, gerenciando trabalhadores e efetuando pagamentos em espécie, com dinheiro repassado pelas próprias empresas que venciam as licitações.
Como resultado das medidas cautelares solicitadas pelo MPRN, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 900 mil das contas bancárias dos investigados e de suas empresas.
Foi ordenado, ainda, o sequestro de bens móveis e imóveis dos envolvidos para garantir o futuro ressarcimento dos danos causados aos cofres do município de Santana do Matos.
O MPRN iniciou a apuração após receber denúncias de que obras no município estavam sendo realizadas pela própria estrutura da Prefeitura, embora houvesse contratos firmados com empresas privadas para os mesmos fins.
investigação busca coibir a prática delituosa e proteger o patrimônio público, que estaria sendo lesado por meio de um esquema que utilizava contratos de fachada para desviar verbas públicas em benefício particular.
O esquema também envolveria pessoas ligados por laços familiares e profissionais aos ex-agentes públicos, com empresa fornecedora de material de construção e que mantinha transações financeiras suspeitas com os principais investigados.
Urgente: Allyson Bezerra doa patrimônio milionário da prefeitura à igreja da qual é membro
Não é às escondidas, mas é sorrateiramente e com ares de normalidade. É assim que, aos olhos incrédulos dos mossoroenses, que o prefeito Allyson Bezerra (UB) vem, generosamente, contribuindo para aumentar o patrimônio de alguns instituições com as quais tem ligação. Por meio de milionárias doações. É dessa forma que o gestor está transferindo bens da prefeitura de Mossoró para algumas entidades, entre elas, a igreja evangélica da qual Allyson é membro.
O Portal Boca da Noite fez um levantamento no Diário Oficial de Mossoró (DOM) e mostra, com exclusividade, de quando o “esquema de fé” vem funcionando.
Em 2023, ano pré-eleitoral, o prefeito de Mossoró foi muito generoso com os evangélicos da cidade chegando a doar a igrejas terrenos que a preço de mercado chegam à casa de um milhão de reais, conforme apurou o Boca da Noite junto ao setor imobiliário. ;
Um desses bens doados é um terreno que está localiza à Rua Coronel Glicério, s/n, bairro Abolição IV, com área de 1.999,90 m² (mil novecentos e noventa e nove vírgula noventa metros quadrados), registrado na matrícula nº 36.315, no Sexto Ofício de Notas de Mossoró.
Segundo corretores que atuam com a venda de terrenos naquela área, o valor do metro quadrado naquele bairro chega a R$ 650 (seiscentos e cinquenta reais). Fazendo um cálculo simples, a um valor médio de 550,00 reais o metro quadrado, o terreno doado vale mais de R$ 1 milhão de reais. Essa doação foi estabelecida por meio da lei Nº 4.091, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2023, publicada no Diário Oficial do Município, cuja edição pode ser acessada nesse link.
Outra entidade que recebeu um terreno valioso foi à Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Mossoró e Região (AMOR), que recebeu da prefeitura de Mossoró um terreno situado a rua Ananias Raimundo de Almeida, com área de 1.326,18 m² (mil trezentos e vinte e seis vírgula dezoito metros quadrados) registrado na matrícula nº 36.129 do Sexto Ofício de Notas deste Município com valor estimado em mais de meio milhão de reais conforme projeto de lei 4.118, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2023, que pode ser visto acessando aqui. A AMOR tem entre seus diriegntes o advogado Arnon Dutra, também evangélico e muito ligado politicamente a Allyson Bezerra.
Mesmo fazendo generosas doações a entidades com as quais tem proximidade, às vésperas da eleição do ano passado, em 2022, a gestão Allyson Bezerra negou ao Governo do Estado a doação de um terreno para construção de uma escola técnica em Mossoró no bairro Santo Antônio. Além de não ceder o terreno, a gestão municipal dificulta a liberação de licenças para que as obras não sejam iniciadas.
A gestão Allyson Bezerra também fez uma doação de terreno valioso localizado no conjunto Ving Rosado (Rua Sabino Leite com Av: José L. de Lima) à Loja Macônica Liberdade 33. Entre os integrantes dessa instituição estão um secretário municipal de Mossoró, e um vereador que já ocupou algumas secreatarias na gestão Allyson Bezerra. Esse bem está avaliado em cerca de R$ 900 mil reais.
A Igreja de Cristo em Mossoró é a campeã em recebimento de doações da gestão Allyson Bezerra. Os bens doados pelo prefeito à referida igreja, e na qual ele congrega, chegam ao valor de R$ 2.000.000,00 (dos dois milhões de reais. O Portal Boca da Noite apurou que, além do terreno do Abolição, a Igreja de Cristo em Mossoró também foi abençoada com a doação de um terreno localizado no bairro Sumaré (região do Alto de São Manoel). Além dela, a Igreja de Cristo Barrocas também foi beneficiada pela generosidade seletiva de Allyson Bezerra.
O Boca da Noite pesquisou o valor do metro quadrado nos bairros onde estão os terrenos doados. No Sumaré, no trecho da BR 110 saindo para Upanema, à sua margem esquerda, o metro custa R$ 250,00 reais. Na área onde fica localizada a Escola Paulo Cavalcante o valor sobe para R$ 350,00 reais. Já no Cidade Alta, o preço varia entre R$ 270,00 a R$ 300,00 reais.
No Alto de São Manoel, nas proximidades do Rio Mossoró, o valor é R$ 260,00 Reais. No Abolição IV, uma área bastante desenvolvida economicamente e cheia de grandes empreendimentos, o metro quadrado varia de R$ 200,00 a R$ 650,00.
Irregularidades – O Boca da Noite também conversou com empresários da construção civil que estão construindo nos arredores de Mossoró. Segundo eles, a prefeitura comete alguns crimes ao realizar essa doações.
De acordo com uma de nossas fontes, quando é feito um conjunto ou loteamento, a empresa é obrigada por lei deixar um percentual de área verde e institucional. Nas áreas verdes, por lei, como o próprio nome diz, tem que ser área de praça/verde, portanto não deve ser doada para construção fora desse fim. No Caso da doação no Vingt Rosado, a ilegalidade residiaria no fato de que o terreno doado deveria, por lei, ser destinado à área verde ou construção de equipamentos públicos.
Na prática, pelo que se percebe, o que Allyson está fazendo é transferindo o patrimônio dos mossoroenses para instituições com as quais tem ligação. Sem atentar para o respeito às leis ou sem atentar os conflitos de interesse que podem permeiar as doações.
Veja mais sobre as doações de terreno feitas pela gestão Allyson Bezerra a igrejas e associações acessando aqui.
Confira abaixo os links com doações e o destino de cada uma delas.
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/13249
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/11299
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/13319
https://dom.mossoro.rn.gov.br/dom/ato/13389
O Boca da Noite tentou ouvir, ontem (8/7) a prefeitura sobre o assunto. O secretrário de Comunicação Social do município, Wilson Júnior, não atendeu nossa ligação nem respondeu aos questionamentos que apresentamos por meio de aplicativo de mensagens de celular.
Perguntamos qual o fundamento para as doações para entidades com as quais o prefeito tem proximidade e se não havia conflito de interesses no gesto. Até o fechamento dessa matéria (6h50 desta quarta-feira, 9/7), não havíamos recebido retorno aos questionamentos feitos.

