O vice-governador Walter Alves (MDB) vai mesmo romper com o Partido dos Trabalhadores (PT) e a governadora Fátima Bezerra (PT). Há tempos que Walter não faz mas questão da parceria política-administrativa com os dois. Se recusar a assumir o governo em caso de renúncia de Fátima foi o primeiro grande sinal. Mas há algo mais forte e mais recente nesse sentido.
Segundo o vereador Cabo Deyvison (MDB), Walter se lhe negou a legenda para que ele pudesse ser candidato a deputado estadual. A negativa, num momento em que o vice-governador pretende montar uma nominata competitiva para a disputa das vagas à Assembleia, só revela uma coisa: Walter é mais do que nunca um aliado do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).
A razão é simples: o Cabo Deyvison é, atualmente, o grande opositor de Allyson em Mossoró. Utilizando a mesma estratégia das redes sociais que Allyson, o vereador tem mostrado o descaso da gestão Allyson em todos os setores, principalmente na saúde e educação. Além disso, Deyvison tem denunciado as suspeitas de corrupção na gestão municipal. O parlamentar municipal “furou a bolha” e suas postagens tem repercutido em todo o Rio Grande do Norte.
Além dessa oposição forte e estratégica que vem sendo feita por Deyvison, o prefeito tem um outro motivo muito forte para não querer a candidatura de Deyvison: a primeira-dama Cinthia Pinheiro. O prefeito quer elegê-la deputada estadual. Mais do que isso: fazê-la campeã de votos. Com um candidatura forte e de visibilidade, como a de Deyvison, esses objetivos ficam ameaçados.
Negar legenda para que Deyvison seja candidato está sendo uma grande demonstração de que Walter está sendo orientado politicamente – ou mandado – por Allyson. Em Natal, os comentários de bastidores são de que os motivos para tanto já foram negociados.
Rompimento
Tião fala sobre pré-candidatura do PL e rompimento do partido com prefeito Allyson Bezerra
O nome pode até não ser o do empresário Tião Couto, mas o Partido Liberal (PL) terá candidato a prefeito de Mossoró. Essa é a conclusão a que se chega ao se ouvir as palavras do próprio empresário, que foi lançado como pré-candidato pelo partido nas últimas horas.
Em entrevista ao radialista J Nobre, da RPC, Tião disse que o seu nome surge naturalmente pelo fato de ele ter sido candidato, mas disse que por enquanto, o PL não está escolhendo candidato, mas definindo o palanque.
“Nós temos pretensão sim (de ter candidato) já que não houve acerto com o prefeito, a gente queria muito estarmos juntos, e termos uma candidatura (a vice), porque o PL é um partido grande e precisa estar com um palanque”, destacou.
Tião deixou subtendida a importância da candidatura em 2024 como necessário ao projeto político de 2026. “Nós estamos nos preparando para a campanha de 2026”, frisou.
Sobre a falta de entendimento do PL com Allyson, Tião lembrou que esteve com o prefeito na campanha e e permaneceu até ontem. “Em dezembro passado, o senador Rogério Marinho disse ao prefeito que precisaria de um posicionamento dele em relação ao vice. Se o PL poderia indicar o vice dele porque o PL nacional vinha pressionando para que o partido tivesse nas grandes cidades e nas capitais, candidatura ou fazer alianças. A gente precisava dar um retorno à presidência nacional”, ressaltou.
Tião disse que o rompimento entre o prefeito e o PL se consolidou com o fato de o prefeito Allyson Bezerra ter divulgado em rádios e TV´s que só daria resposta sobre a indicação do vice depois do Mossoró Cidade Junina, isso impossibilitou o PL de aguardar esse tempo todo para essa definição.
“Quem define a questão do rompimento é o senador, que ainda vai ter uma conversa com o prefeito, hoje à tarde ou à noite, mas o prazo venceu ontem. Se o prefeito não o procurou, então já estamos na procura do nosso candidato”, acrescentou.
Tião inclusive já fez crítica ao prefeito Allyson Bezerra, lembrando que ele prometeu zerar a fila das cirurgias eletivas e não zerou.
Rogério e Tião (foto) se reuniram logo após o evento do PL. Depois saíram para almoçar juntos. Poucos apostam que será possível uma reconciliação entre o senador e o prefeito Allyson Bezerra.
Parece que a lua-de-mel entre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) e o senador Rogério Marinho (PL) chegou ao fim.
O rompimento já dado como certo por ambas as partes e não tardará a ser anunciado.
Parece não haver mais tapete vermelho para Rogério Marinho no Palácio da Resistência. O senador esteve recentemente em Mossoró e sequer foi convidado a ir ao Salão dos Grandes Atos da prefeitura de Mossoró onde, com pompa e circunstâncias, Allyson e Rogério anunciaram R$ 44 milhões em recursos para obras na cidade. Até agora não se sabe de um centavo da aplicação dessa verba. Ela não veio e ai está a primeira insatisfação de Allyson.
Revitalização do Afim, obra do anel viário ligando a BR RN 110 até as Barrocas e construção de UBS ficaram só na vontade. Por conta disso, nem vontade de atender as ligações de Rogério Allyson tem. E não as atende.
Não se sabe se Rogério não quis receber ou Allyson não quis serbas o prefeito esteve em Brasília e não foi ao gabinete do senador.
Não são apenas insatisfações as razões do rompimento certo e ainda não anunciado. Questões jurídicas também pesam na decisão.
Allyson quer se resguardar de ser atingido por possíveis desdobramentos dos enroscos de Rogério com uso indevido de recursos financeiros da Codevasf. Allyson pegou carona na “generosidade” de Rogério com dinheiro do povo e até desfilou em caminhões enviados pelo senador a Mossoró, mas não quer ver sua imagem atrelada ao escândalo, por mais escandaloso que tenha sido o tal desfile pelas ruas da cidade.
O prefeito já está em um dos processos contra Rogério, na condição de testemunha, e não quer passar à condição de parte. Para evitar isso, parte com rapidez para se desvincular da imagem de Rogério. Por tudo isso, o anúncio do fim da “parceria” pode estar mais perto do que o que se imagina.
Moradores das comunidades rurais de Cordão de Sombra, Mulunguzinho e Favela estão tendo dificuldades de se locomover entre os sítios e, principalmente, para a zona urbana.
Além de reclamarem da qualidade das estradas, os moradores denunciam o rompimento da passagem molhada do sítio Mulunguzinho. “A barragem feita pela prefeitura foi levada pelas águas na segunda Grande chuva”, afirma Eliézio Fontes.
O líder comunitário Louro afirma que antes da barragem era possível passar. Após o serviço da prefeitura, diz ele, o local ficou com água acumulada numa espécie de poço, e não há mais como atravessar.
Francisco Silva afirma que agora é necessário fazer outra rota, aumentando o percurso em cerca de 30 quilômetros.
A principal comunidade prejudicada é Mulunguzinho, mas o problema afeta também os moradores de comunidades vizinhas.
O Portal Na Boca da Noite entrou em contato com a prefeitura, através da assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seadru). O assessor que recebeu a mensagem informou que um segundo assessor de comunicação entraria em contato com a reportagem com resposta ao questionamento feito.
Até o fechamento desta matéria (às 17h) não havíamos recebido retorno.
O Governo do Rio Grande do Norte emitiu, através do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) nota sobre a situação da RN-117, que rompeu com a força das águas das chuvas. Veja o que diz o governo sobre o caso:
NOTA
“O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RN) deslocou equipe técnica ao trecho da RN-117, que interliga os municípios de Caraúbas e Olho-d’Água do Borges, que foi danificado em função das chuvas na região. Parte da rodovia foi destruída, seccionando a estrada, e impedindo o deslocamento entre as duas cidades através deste acesso. Um outro trecho da mesma rodovia, entre Governador Dix-sept Rosado a Caraúbas está sob monitoramento em função do alagamento de trechos da pista, possivelmente após transbordamento de açudes na região.
Além dos técnicos do DER-RN, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil acionou as coordenadorias municipais até que as equipes do estado cheguem ao local. O objetivo é verificar a dimensão do problema e, havendo necessidade de atendimento a eventuais famílias afetadas, que essa assistência chegue o mais breve possível. As informações preliminares é que não há vítimas. Trecho entre Governador Dix-sept Rosado a Caraúbas também será verificado.
O DER-RN vai verificar quais intervenções serão necessárias para restabelecer o tráfego, de forma segura, pela rodovia RN-117. O serviço será iniciado tão logo o nível da água baixar. As equipes dos distritos de Mossoró e Pau dos Ferros estão indo ao local para sinalizar os dois lados da rodovia.
O diretor de obras e operações do DER, o engenheiro Jairo Frutuoso coordena a equipe. Por orientação da governadora Fátima Bezerra, todos os esforços devem ser mobilizados em sintonia com as prefeituras para que os serviços e assistência sejam garantidos às populações.
_Natal (RN), 09 de Abril de 2023._
SECRETARIA DE ESTADO DA INFRAESTRUTURA – SIN
DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM – DER-RN

Hoje o programa Sala de Redação, da Rádio Princesa do Vale FM 90,5 (Assú), apresentado pelo competente radialista Jarbas Rocha recebeu a atual vice-prefeita de Assu, Fabiele Bezerra.
Dona de uma eloquência perfeita e uma boa desenvoltura nas redes sociais, Fabiele usou o microfone da principal emissora do Vale do Assu para dizer em alto e bom som que foi excluída do grupo do prefeito.
“A Assessoria de Comunicação me excluiu das agendas do prefeito. Eu não podia mais aparecer nas fotos ao lado dele”, afirma Fabiele.
A vice-prefeita fez, sem rodeios, uma grave acusação. “Fui vítima de machismo do prefeito Gustavo. Em uma reunião com a presença de servidores eu fui gritada, tive meu direito de fala proibido e fui gritada na frente do povo”, revelou, sem titubeios.
Fabiele lembra que Gustavo precisou dela na campanha para chegar à prefeitura. “Por último, ele já não mais enxergava. Fui fiel todo esse tempo. Muitas vezes ele não podia está na cidade e eu fui as ruas defendê-lo e fazer ele prefeito do nosso município”, garantiu.
Fabiele aproveitou a entrevista para pedir desculpas às pessoas que foram exoneradas pelo prefeito Gustavo. “São pessoas ligada ao nosso grupo e que foram demitidas por telefone. São pais e mães de família que ficaram sem o emprego”, lamentou.
Na entrevista Fabiele cobrou maturidade e coerência do atual gestor de Assu. “Eu conheci um Gustavo na campanha e hoje ele é um outro homem.”
A vice-prefeita afirma que está sendo perseguida 24 horas pelo o grupo liderado por Gustavo e George “Inclusive eles estão fazendo denúncias no MP. O prefeito Gustavo foi autor de um dos piores gestos que já presenciei no aniversário da cidade 16 de outubro, quando os funcionários da secretaria de educação compraram com o seu próprio dinheiro umas camisetas rosas em alusão ao Outubro Rosa, esses servidores iriam participar do desfile com essas camisetas e o prefeito proibiu por que na cabeça dele as camisetas eram rosas por causa de mim”, destacou.
Fabiele afirma que em 2020 Gustavo, o pai dele e o irmão, deputado George Soares, firmaram um compromisso com ela. “Eles disseram a mim e minha família que eu seria a candidata deles à prefeita de Assu em 2024. Se não podiam mais cumprir esse acordo deveria ter tido uma outra postura. Eu estava aberta ao diálogo”, afirma Fabiele.
A vice-prefeita ressaltou que mesmo diante de muitas humilhações, ela tem a consciência limpa. “Enquanto estive com eles procurei dar o melhor de mim e do meu grupo político”.
No final da entrevista o apresentador Jarbas Rocha fez a pergunta que muita gente de Assu queria fazer. Ele perguntou a Fabiele se o nome dela está disponível para a prefeita de Assu. Sem gaguejar, Fabiele disse que se sente preparada para essa missão. A vice-prefeita está filiada ao PSB, liderado pelo ex-deputado Rafael Mota.
Confira o link da entrevista aqui
https://youtu.be/pjbVcU8Jqjc

Parece ter azedado de vez a relação entre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra e o presidente da Câmata Municipal, vereador Lawrence Amorim. Embora ambos pertençam ao mesmo partido, integrantes da sigla tem dito que não é de bom alvitre convidá-los para uma mesma reunião. As chagas, mesmo que recentes, estão muito expostas. Teriam sido abertas na reta final do primeiro turno da campanha deste ano.
Informações a que o Blog Na Boca da Noite dão conta de que as desavenças políticas entre, até então, os fiéis aliados, teriam como motivador a desmotivação de Lawrence com a candidatura de Jadson, nome que Allyson colocou na disputa para uma das vagas da Assembleia Legislativa e a que dedicou todo o seu esforço e a estrutura da prefeitura.
Nos dias que antecederam a votação – ocorrida em 2 de outubro passado – teriam vazado prints de conversas de uma assessora do presidente da Câmara orientando sua militância a votar em Tony Fernandes em detrimento do nome de Jadson.
Como se percebe, as intrigas respingam de forma contundente no próprio partido, já que todos os envolvidos integram o Solidariedade. Não é à toa, destacam pessoas do núcleo político próximo ao prefeito, que Allyson passou a dar recados à direção da agremiação de que poderá ir para o União Brasil. Embora o Solidariedade vá se fundir com o PROS, não se ver disposição do prefeito para ficar na sigla resultante dessa união.
Muita gente estava analisando o profundo envolvimento de Lawrence com a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) como sendo o pagamento a Rogério Marinho (PL). Lawrence seria, então, uma espécie de preposto de Allyson. As revelações mais recentes, no entanto, apontam que Lawrence se aproveita da falta de coragem de Allyson para se declarar publicamente bolsonarista.
Aliás, a suposta neutralidade do prefeito de Mossoró foi alvo de crítica do candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro. O coronel Braga Neto, em evento político em Mossoró no sábado passado, criticou Allyson Bezerra. “Até o prefeito de Natal está aqui e o de Mossoró não”, reclamou o vice de Jair.
São episódios como esse que apontam, também, para um possível rompimento político entre Allyson e Lawrence. Quem acompanha os bastidores da política – sobretudo da Câmara Municipal -, afirma que somente será possível confirmar se esse rompimento é real quando Lawrence começar a colocar em pauta projetos que Allyson não quer ver nem de longe na rotina do Legislativo. Os aditivos dos contratos da prefeitura são um desses temas que fazem arrepiar o cabelo de muita gente no Palácio da Resistência.
O mundo político potiguar foi surpreendido essa semana com a oficialização do rompimento entre os primos Henrique Alves (ex-deputado) e Garibaldi Alves (ex-senador). A despeito das palavras duras utilizadas por Garibaldi para oficializar a dissensão, há quem lance dúvidas sobre a dimensão da ruptura.
Motivos e exemplos para que as pessoas desconfiem do fim da parceria política entre os primos não faltam. O principal deles diz respeito à intenção de ambos de retornar à vida pública por meio da conquista de mandatos eletivos.
Garibaldi e Henrique viviam sob pequenas rusgas políticas há um certo tempo. A relação teria ficado mais difícil a partir das eleições de 2018. O ex-senador acusa o ex-deputado de ter apoiado Benes Leocádio (Republicanos) à Câmara Federal ao invés de ter pedido votos para Walter Alves (MDB), filho de Gari. Esse fato teria tornado a desavença mais forte.
Ocorre, porém, que Henrique, Walter e Garibaldi sabem da dificuldade de os três terem sucesso eleitoral no próximo pleito ocupando o mesmo palanque. Exemplo disso é que na última vez em que estiveram do mesmo lado, apenas Walter se elegeu. Garibaldi foi à disputa por uma vaga ao Senado. Ficou em quarto lugar.
Para muitos, o rompimento é uma jogada tipo dividir para somar. Um dos exemplos mais longevos desse tipo de estratégia aconteceu em Mossoró. Durante décadas, os Rosado se dividiram em dois grupos (Rosalbismo e Sandrismo) e, com isso, obtiveram muito sucesso. Mandados de deputados estadual e federal, prefeitura de Mossoró, Senado Federal e até governo do Estado.
Coincidentemente, quando os mossoroenses perceberam que a divisão seria de “fachada”, eles se viram obrigados a se unir. Resultado: em 2020, foram derrotados nas urnas. Hoje, os Rosado se contentam com um mandato de vereador, e um de deputado federal que Beto Rosado (PP) exerce à custa de muita artimanha política e jurídica, já que a vaga pertence legalmente a Fernando Mineiro (PT).
Na geografia política do Rio Grande do Norte há outros casos de divisão política familiar, desde os Maia, passando pelos Rosado, chegando agora aos Alves. Se o rompimento é realmente verdadeiro e até quando durará, só o tempo dirá. O certo é que há muita gente desconfiada com essa ruptura.
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