No documento, os seis países reafirmam seu compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e expressam profunda preocupação com a condução de ações militares unilaterais por parte do governo norte-americano.
Segundo a nota diplomática, a operação viola fundamentos do direito internacional, especialmente no que diz respeito ao uso da força e ao respeito à soberania territorial dos Estados. Além disso, os países alertam para os riscos de qualquer tentativa de controle externo ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela.

Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha pediram também que o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e os Estados-Membros atuem para redução das tensões e a paz na região.
Nesse sentido, a declaração destaca que tais ações representam uma ameaça direta à estabilidade política, econômica e social da região. Para os signatários, a captura do chefe de Estado venezuelano estabelece um precedente considerado extremamente perigoso para a paz e a segurança regional.
Além disso, o texto ressalta que a crise venezuelana deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação política e no respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferência externa.
Por fim, Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha apelam ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e aos Estados-membros de organismos multilaterais para que atuem de forma ativa na redução das tensões e na preservação da paz na América Latina.





