Perdemos essa batalha, mas ela serviu pra que a gente entenda como funciona a política em Mossoró e como as máscaras caem. Foi mais ou menos assim que Dávida Oliveira, mãe atípica se referiu à forma como os vereadores da bancada de Allysson Bezerra (UB) quebraram o compromisso que havia assumido com as elas genitores e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Foram 17 votos favoráveis à excrescência. Todos da bancada de Allyson. OProjeto de Lei 115, além de afrontar a Lei Brasileira de Inclusão, vai trazer prejuízos irreparáveis à educação das crianças com deficiência.
O episódio serviu, no entanto, para definir qual é, de fato, o papel do vereador Petras Vinícius (PSD) no cenário da inclusão em Mossoró.
Para as mães que lutaram para barrar o danoso projeto e para quem acompanhou o processo nesses últimos dias, não há dúvida: Petras Vinícius é um traidor da inclusão.
Tão falso quanto Judas Iscariotes, que traiu Jesus com um gesto fraterno.
Tão perigoso quanto Marcus Junius Brutus, que não só traiu Júlio César como participou da trama para matar o imperador, que era nada menos que seu pai adotivo. Ou tão ardiloso quanto Pinochet que, escolhido por Salvador Alende para chefiar o Exército chileno e três semanas depois deu um golpe e instalou uma das mais sangrentas ditaduras da América Latina. Fingindo amizade, Pinochet ofereceu um avião para Alende fugir, mas a intenção real era derrubá-lo com o ex-presidente dentro.
Para quem foi traído pelo gesto mesquinho, desonesto e desrespeitoso da bancada de Allysson, Petras agiu exatamente com esses ardis. Fingindo bondade, prometendo lutar e, na surdina, tramando para cumprir a ordem do prefeito.
Petras não traiu apenas seus eleitores. Traiu a inclusão. Traiu os estagiários. Traiu os professores de Mossoró.
Que se arrependa antes de ter o fim triste que a história reserva aos traidores.
02/04/2025
Urgente: Câmara de Mossoró desrespeita entidades e coloca em votação projeto que prejudica a inclusão
A Câmara Municipal de Mossoró está colocando agora em votação o Projeto de Lei 115, propostas do prefeito Allyson Bezerra (UB) que precariza a inclusão educacional de crianças com deficiência.
Ontem, o Legislativo tinha firmado compromisso com coletivos de mães atípicas de somente colocar a proposta em votação depois de audiência pública para discutir o PL.
Sem um mínimo de autonomia ou independência, 18 vereadores que apoiam o prefeito aceitam a imposição do Palácio da Resistência e vão aprovar o projeto.
A Ordem dos Advogados do Brasil tinha pedido para que o projeto fosse retirado da pauta.

As mães atípicas de Mossoró conseguiram uma importante vitória ao adiar a votação do Projeto de Lei 115, enviado à Câmara Municipal pelo prefeito Allyson Bezerra (UB). A proposta é uma verdadeira bomba para a inclusão ao propor a contratação de pessoas sem qualificação para atuar como auxiliares de sala de crianças com deficiência.
Além do adiamento da votação, uma audiência pública foi aprovada para ser realizada na próxima quarta-feira, 2/4.
O PL 115 precisa ser bastante modificado para ter minimamente condição de ser colocado em prática, pois fere duas leis (Lei Berenice Piana e Lei Brasileira de Inclusão) e vai prejudicar a aprendizagem de crianças e adolescentes com deficiência, autismo e outros transtornos.
Até agora, o debate vem sendo puxado pelas mães de crianças atípicas e pelo menos duas ausências tem sido sentidas: a O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente/COMDICA (já que envolve o direito à educação de crianças e adolescentes) e do Ministério Público (cuja missão constitucional é ser fiscal da lei). Também é injustificácvel que o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência esteja ausente dessas discussões.
A expectativa é que até a audiência públicas essas duas entidades “descubram” o que está acontecendo em Mossoró, tomem parte nas discussões e, de acordo com o papel que cada um deve exercer, reforcem o coro sobre a necessidade de arquivamento de tão nefasta proposta.
Polícia Civil fecha empresa de segurança usada por facção criminosa para tráfico de drogas no Oeste Potiguar
Policiais civis da 76ª Delegacia de Alexandria deflagraram, nesta quarta-feira (02), a “Operação Floripa”, para desarticular uma célula de facção criminosa que usava uma empresa de segurança privada como fachada para o tráfico de drogas. A ação ocorreu em Alexandria, Natal, Serra Negra do Norte e Serra do Mel, com o cumprimento de 12 mandados de busca e 8 de prisão. Nove pessoas foram presas.
A empresa foi fechada por ordem judicial, e a investigação revelou a rota da droga até Alexandria. O nome da operação faz alusão ao codinome usado pela facção para a droga de maior pureza: “Floripa”.
O nome da operação faz referência ao codinome atribuído ao entorpecente destinado à cidade de Alexandria: “Floripa”. O termo era utilizado pela facção para indicar uma droga com maior grau de pureza.
A operação contou com a participação de cerca de 50 policiais civis, oriundos da 8ª Delegacia Regional de Alexandria, 7ª Delegacia Regional de Patu, 4ª Delegacia Regional de Pau dos Ferros, 48ª Delegacia de Polícia de Serra Negra do Norte, 43ª Delegacia de Polícia de Serra do Mel e da DEPROV/Natal. A Polícia Militar, por meio da 2ª Companhia de Alexandria, também prestou apoio durante a ação.
