A gestão Allyson Bezerra (União Brasil) segue perseguindo e fazendo maldades com os professores da rede municipal de ensino de Mossoró. Além de obrigar os docentes a permanecer em escolas até o dia 30 de dezembro, mesmo com o fim das atividades letivas, e de negar direitos (como a liberação dos profissionais para cursar pós-graduação), a gestão instala o caos em algumas unidades educacionais da rede municipal de ensino.
A Escola Municipal Doutor José Gonçalves, em São João da Várzea, está há mais de 2 meses sem supervisores escolares. Não há, nessa escola, supervisor escolar em quaisquer dos turnos, e nem no anexo, onde funciona a educação infantil.
Sem supervisores escolares, os professores estão sem qualquer orientação, e sem apoio para que sejam executados os projetos de ensino. Além disso, a escola fica sem rumo pedagógico. Na prática, não se sabe que tipo de proposta educacional está sendo executada porque não tem o profissional responsável pela integração entre as turmas e por conectar as práticas de cada um dos docentes em busca do atingimento das metas e objetivos da escola.
O descaso com a Escola Doutor José Gonçalves não é isolado. Em algumas escolas, há pelo menos 3 turmas sem aulas por falta de professores. São docentes que tiveram que se afastar por problemas de saúde e que a gestão municipal ainda não enviou substituto.
Em meio a tudo isso, chama a atenção o silêncio cúmplice do Conselho Municipal de Educação (CME). Com a presidente Rilzonete Batista ocupando cargo de confiança na gestão municipal, o papel de controle social que deveria ser feito pelo colegiado está apenas no papel. Assim, como aconteceu também quando o CME foi presidido por Gilneide Lobo, que também ocupa cargo de confiança na Secretaria de Educação.
A SME está aparentemente sem secretário desde que o professor Leonardo Dantas se escondeu no gabinete para não atender à imprensa e, a partir daí, nunca mais foi visto.

