O início da gestão do prefeito Marcos Medeiros já é marcado por desafios políticos e sinais claros de instabilidade na relação com a Câmara Municipal de Mossoró. Nos primeiros dias à frente do Executivo, o gestor deve priorizar a abertura de diálogo com os vereadores para tentar reorganizar sua base de apoio.
Nos bastidores do Palácio Rodolfo Fernandes, o clima é de alerta. Integrantes do Legislativo têm demonstrado insatisfação e, em alguns casos, postura de independência, o que acende um sinal de possível crise política logo no início do mandato.
Em sua primeira agenda oficial, realizada neste sábado (28), o prefeito contou com a presença de poucos vereadores aliados e registrou baixa participação popular, cenário que reforça a necessidade de articulação política mais efetiva.
Durante o discurso de posse, Marcos Medeiros destacou a continuidade administrativa ao afirmar que, apesar da saída de Allyson Bezerra, o “DNA da gestão” seria mantido. No entanto, a prática política no Legislativo já indica um cenário diferente.
Na última sessão ordinária da Câmara Municipal, a bancada considerada governista não votou o Plano Diretor da cidade, gerando especulações e evidenciando falta de alinhamento interno. O episódio expôs fragilidade na articulação do Executivo e aumentou a pressão sobre o prefeito.
Diante desse cenário, analistas políticos avaliam que Marcos Medeiros terá como principal missão imediata reconstruir sua base política na Câmara, reorganizando alianças e fortalecendo o diálogo para garantir governabilidade.
Os próximos dias serão decisivos para definir o rumo da gestão e a capacidade do prefeito de consolidar apoio no Legislativo municipal.

