Passado quase um mês do prazo em que a oposição previa a quebradeira do Estado, o cenário anunciado não se confirmou. A narrativa de colapso financeiro, que foi usada por Walter Alves como justificativa para não assumir o Governo, perdeu força diante da realidade.
A governadora Fátima Bezerra permaneceu no cargo, a folha salarial continua sendo paga em dia e o Estado segue funcionando, apesar de seus problemas estruturais.
Há, sim, dificuldades financeiras, como déficit orçamentário e fornecedores em atraso, mas nada que fuja do padrão histórico das últimas décadas. A ideia de uma “terra arrasada” não se sustenta mais no debate público.
A expectativa de uma crise iminente, com uma “bomba” prestes a explodir no final de março, não se concretizou. O próprio discurso político começou a se ajustar a esse novo cenário.
Hoje, ainda existem críticas ao Governo — muitas delas legítimas —, mas já não se ouve com a mesma frequência o alerta de colapso total. Os chamados “profetas do caos” perderam espaço.
No fim das contas, a crise anunciada não veio — e Walter Alves não é governador.

