Por Caio César Muniz*
Espetaculoso, boquirroto e lacrador, Cabo Deyvison surgiu para a política de Mossoró com a cara do partido que abriga Nikolas Ferreira, Sargento Gonçalves e os Bolsonaro, todos do mesmo naipe, todos da mesma escola, todos do Partido Liberal (PL), que de liberal não tem nada.
Abrigado sob o guarda-chuva frágil do MDB, viu ruir seus muros, quando “os elementos” de sua casa não endossaram sua candidatura à Câmara Federal, ameaçando, inclusive, tomar pra si o seu cargo conquistado à duras penas e abraçar traiçoeiramente o seu maior adversário, o pula-pula Allyson Bezerra.
Pedra no sapato do ex-prefeito de Mossoró, fez barulho, vídeo, mungangas mil, a cara do PL, casa para onde agora migrou, abraçado com “coroné” Marinho, mas falando mal de coronéis, além do suco de xuxu, Álvaro Dias. Cabo Deyvison não sabe onde se meteu, mas achou o caminho de casa.
Segundo ele, “não comunga com o radicalismo do PL”, mas ali está, comungando com a alta casta do partido.
Resta saber para onde irá em caso de um segundo turno nas eleições de outubro entre o ex-prefeito de Mossoró e o candidato da situação Cadu Xavier. Certamente Marinho e Álvaro não quererão aliança com o Partido dos Trabalhadores e não aceitarão aliados no mesmo palanque. Irá então Deyvison pedir votos para Allyson em quem ele tanto bateu? Esta eu quero ver. Sim, o cabo achou o caminho de casa, mas ainda precisa decidir como vai habitá-la.
* Jornalista


