Copa do Mundo 2026: a Copa mais cara da história afasta torcedores brasileiros

Altos custos de ingressos, passagens e hospedagens reduzem empolgação do público e ampliam distância entre torcedor e Seleção

por Ugmar Nogueira
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A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou, mas o clima entre os brasileiros está longe de ser o mais animado. Faltando menos de 50 dias para o maior evento do futebol mundial, mais da metade da população demonstra baixa empolgação — o maior índice já registrado.

E o motivo principal parece pesar no bolso.

A Copa mais cara de todos os tempos

De acordo com análises do mercado financeiro, acompanhar o torneio que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá virou um verdadeiro investimento.

Com passagens aéreas em dólar, hospedagens elevadas e deslocamentos entre cidades-sede, o custo total da experiência dispara. Para muitos brasileiros, acompanhar a Seleção de perto se tornou inviável.

Os números impressionam:

  • Ingressos para a final chegam a US$ 4.185 (mais de R$ 21 mil)
  • Valor é cerca de 7 vezes maior que o da final da Copa do Catar
  • Transporte até estádios pode custar até US$ 150 (R$ 800)
  • Uma viagem econômica de 7 dias pode ultrapassar R$ 8.680, sem incluir ingressos

O cenário já gerou reações. Torcedores chegaram a denunciar a FIFA à Comissão Europeia por preços considerados abusivos.

O impacto não é apenas econômico. O alto custo da Copa do Mundo 2026 também revela um distanciamento crescente entre o torcedor e a Seleção Brasileira.

Pesquisas mostram que esse afastamento vai além do acesso físico aos jogos. Um levantamento recente indicou que 72% das menções nas redes sociais sobre os novos uniformes da Seleção foram negativas, com críticas ao design e aos preços.

O slogan “Vai Brasa” também não agradou, registrando 71% de rejeição.

Um evento bilionário

Apesar das críticas, a FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 11 bilhões com o torneio — um salto significativo em relação aos US$ 7,5 bilhões da Copa do Catar, em 2022.

O modelo adotado, com 48 seleções e jogos distribuídos em um continente inteiro, amplia o alcance global, mas também eleva os custos para o público.

Nos Estados Unidos, principal sede, o evento é tratado como um produto premium de entretenimento — o que garante retorno financeiro, mesmo com menor engajamento em países tradicionalmente apaixonados por futebol, como o Brasil.

O desafio da Copa 2026

Se por um lado a Copa do Mundo 2026 promete ser um sucesso comercial, por outro enfrenta um teste importante: reconectar o torcedor com o espetáculo.

Entre cifras bilionárias e arquibancadas cada vez mais caras, o futebol vive um momento de transformação — e talvez de afastamento.

Apesar das críticas, a FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 11 bilhões

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