O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) investiga a existência de cinco perfis de Instagram que promovem a pré-candidatura do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado. A atuação desses perfis é tão acentuada e recorrente que há quem enxergue campanha antecipada em favor de Allyson. Por conta disso, o TRE/RN foi acionado. E o que o órgão descobriu até aqui tem potencial para mostrar que de fato, já há uma campanha nas ruas moendo a favor do ex-prefeito mossoroense.
Mas, mais do que isso, acende o alerta sobre o uso da prefeitura de Mossoró para fins eleitoreiros, com claro desvio no uso do dinheiro do contribuinte. As descobertas feitas a respeito de João Carlos Medeiros Filho são um sinalizador disso.
Sobrinho do vereador Raério Araújo (União Brasil), João Carlos administra o perfil @rncomallyson e afirmou à Justiça Eleitoral que o fazia de forma espontânea e apenas por admirar o ex-prefeito. João Carlos mentiu e as novas revelações vem comprovando não só sua proximidade com Allyson, como também os benefícios que pode ter recebido de forma “cruzada” da prefeitura de Mossoró.
Além de ter sido nomeado presidente do União Brasil Jovem, João Carlos era sócio do blog “Toda Hora Mossoró”, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.
Os absurdos, no entanto, não param por aí. João Carlos é noivo da jornalista Valéria Persali, que foi secretária de Comunicação Social entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. Ele é primo de Jaiane Karla da Silva Medeiros Melo, que foi sua sócia no blog “Toda Hora Mossoró”. Jaiane é filha de ninguém menos que o todo ético vereador Raério Araújo, e ocupou cargo no gabinete do próprio pai, entre janeiro e agosto do ano passado.
Além de ter a filha Jaiane recebendo dinheiro da prefeitura por meio do tal blog, Raério mantinha outras três filhas com cargo na prefeitura: Laura Tamara Alves de Araújo Queiroz, Thaís Alves de Araújo e Hanna Evelyn Medeiros de Araújo. O Ministério Público recomendou o fim do trem da alegria.
Esses dois casos envolvendo uma mesma famílias e pessoas próximas mostra o quanto a prefeitura de Mossoró tem sido utilizada com fins eleitoreiros.

