* Márcio Alexandre
Há várias formas de amar. Diversos jeitos de demonstrar o amor. Que se manifesta em diferentes dimensões.
Servir é uma dessas maneiras de se dizer que se ama. Na percepção que o Cristo espera. Dispor-se. Entregar-se. Fazer. Sem saber a quem. Mas com certeza do para quê.
Dos meios como esse serviço ocorre, aquele que se manifesta no anonimato é o mais sagrado. Que se desenrola no vão da bondade, na antessala do bem, é o mais significativo. O mais efetivo e também afetivo. Sem os holofotes que turbam a visão e esfriam o coração. Por tudo isso, o mais santo.
Há muito disso, acontecendo em muitos cantos. Há muita gente fazendo o bem. Doando-se. Entregando-se. Sendo esperança. No silêncio com que as boas coisas operam. Com a paciência com que se contempla o amor. Com a calma com a qual se faz o bem. Com a simplicidade que serve de exemplo.
Entre dificuldades e desafios. Planos e panelas. Fagulhas e fogões. Prantos e pratos. Panos e portas. Há muitos tetos abrigando projetos que ajudam, ações que constroem, atividades que nos fazem crer. Na vida, no ser humano, no futuro.
Porque quando o propósito vem do céu, servir é um presente.
A todos que estão fazendo o bem. Onde estiverem. Da forma que fizerem.
* Professor e jornalista


