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Gestão Allyson faz mais uma tentativa para dar ares de legalidade ao aditivo do Memorial da Resistência

A gestão Allyson Bezerra (Solidariedade) segue adotando providências para dar ares de normalidade e legalidade ao aditivo feito ao contrato de reforma do Memorial da Resistência. O aumento no valor do contrato foi feito após a obra ter sido concluída.

Na última terça-feira, 5/7, a Secretaria Municipal da Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos publicou, no Jornal Oficial do Município (JOM) extrato de aditivo prorrogando por mais 90 dias o prazo de vigência do contrato com a JZR Construções, empresa responsável pela reforma do Memorial da Resistência.

Depois que se descobriu que o aditivo ao contrato oi feito após a conclusão do serviço de reforma, a gestão Allyson Bezerra tem lutado de todas as formas para que o aditivo seja visto como algo normal e legal pela população. O que o governo municipal ainda não fez, de fato, é explicar porque uma obra já concluída teve o contrato aditivado.

Desde que o assunto veio à tona, a gestão tem dado vários passos na tentativa de convencer a opinião pública de que o aditivo foi feito legalmente. O prefeito Allyson Bezerra, por exemplo, fez a equipe de comunicação publicar material nos canais de divulgação da prefeitura de que os equipamentos que compõem o Corredor Cultural, entre eles o Memorial da Resistência, voltaram a receber serviços de reforma.

A gestão também tem feito publicações no JOM sobre o assunto. Todas com datas posteriores à inauguração do Memorial, feita pelo próprio prefeito Allyson Bezerra. O equipamento foi inaugurado por Allyson no dia 2 de junho. O aditivo é de 1º de junho, com publicação no JOM em 7 de junho. Agora, a gestão publicou um extrato de aditivo prorrogando os serviços para até o dia 30 de setembro. O extrato, com data de 23 de junho, somente saiu no JOM em 5 de julho.

No dia 6 de julho, o prefeito mandou os secretários Kadson Eduardo (Administração) e Rodrigo Lima (Infraestrutura) à Câmara Municipal para causar tumulto na sessão. A estratégia deu certo: com a condução titubeante do presidente do Legislativo, vereador Lawrence Amorim (Solidariedade), a sessão foi um caos. Ao final, o município divulgou a versão de que os secretários teriam esclarecido os fatos. Não o fizeram.

A ida de Kadson e Rodrigo ao plenário do Legislativo foi a cortina de fumaça criada pela gestão Allyson Bezerra para tentar justificar a ausência de Rodrigo Lima à reunião da Comissão de Planejamento, Uso e Ocupação do Solo, para explicar o aditivo. O encontro aconteceu na quinta-feira, 7/7 e, Rodrigo, como era de se esperar, não compareceu. A citada comissão levará o caso ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado.

A única certeza que se tem até agora sobre o episódio é que ele está cheio de mistérios e, principalmente, que o governismo municipal não demonstra interesse em esclarecê-los. 

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Gestão Allyson não passa no primeiro teste da honestidade

* Márcio Alexandre

“A mulher de César não basta ser honesta. Deve parecer honesta”. Essa máxima tornou-se bastante conhecida após o episódio no qual se discute se Pompeia traiu ou não o imperador Júlio César.
Elucubrações históricas à parte, é uma sentença que caiu como uma luva no cotidiano político nacional, cujo anedotário inscreve como desonesta a maioria dos nossos representantes.
Lamentavelmente, muitos agem com práticas obscuras que nos reportam a tal afirmativa. Engana-se quem pensa que é somente no Congresso que as artimanhas mais nefastas são arquitetadas.
Mossoró tem sido palco privilegiado nesse aspecto. Por aqui, para que não se saiba a verdade, a tática é espalhar mentiras. Especialmente produzi-las para que sejam propagadas por quem deve favores ao poder. Ou não podem desagradar aos poderosos.

A população de Mossoró parece que nunca vai saber o que, de verdade, motivou um aditivo de 443 mil ao contrato de uma obra já concluída. Como realmente esse dinheiro foi usado, uma vez que os serviços já haviam sido feitos. Para que conta finalmente o dinheiro foi parar.

Agora, além dessas dúvidas, uma outra, ainda maior, paira no ar: por que o prefeito move céus e terra para evitar que a verdade seja conhecida?

O governo é desonesto? Não. Há todo um percurso jurídico que pode culminar com uma condenação que determine tal condição.

O governo é honesto? Também não. Na gestão pública, onde deve prevalecer o império da lei, turbar qualquer processo para evitar que se chegue à verdade dos fatos, é, no mínimo, suspeito. É preciso parecer honesto. Nos últimos dias, a gestão Allyson tem agido totalmente contrário a essa lógica.
A aparência de honestidade não se estabelece impondo narrativas espalhadas por jornalistas pagos para isso. Muito menos com discursos malfeitos e pouco arranjados feitos por jagunços de paletó.
Para manter a sua aparência de honestidade e, principalmente, para atacar adversários, Allyson arma qualquer tramoia. Qualquer lugar para ele serve de picadeiro. Não importa que o povo clame por pão. Para o gestor, vale engabelar a patuleia.

Mesmo que muitos percebam que o espetáculo não tem graça, o prefeito insiste na “mambência politica”. Talvez só pare quando a multidão perceber que é o povo o motivo da piada.

Honestidade não combina com holofotes. Ela é daquelas virtudes que se estabelecem na calma dos acontecimentos, na paz dos ritos, na harmonia dos processos. Ao mandar dois estafetas “bagunçar” a sessão de um poder legitimamente constituído, Allyson apontou a luz para as desconfianças. É preciso duvidar de suas narrativas. Se o governo é honesto, é preciso mudar a rota porque não é o que está parecendo ser. Nesse primeiro teste, o resultado tem sido a desaprovação.

P.s: a imagem que ilustra essa matéria mostra o prefeito Allyson discursando, em 2 de junho, na inauguração do Corredor Cultural, conjunto de equipamentos que inclui o Memorial da Resistência

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Comissão de Obras da CMM acionará Ministério Público e Tribunal de Contas sobre aditivo suspeito

O Secretário Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos, Rodrigo Lima, não atendeu à convocação oficial das vereadoras e vereadores da Comissão de Planejamento, Uso e Ocupação de Solo, Obras e Serviços Urbanos, que realizou reunião especial hoje (07/07) para obter explicações do gestor sobre os indícios de irregularidades em obra aditivada do Memorial da Resistência pelo municipio na gestão do prefeito Allyson Bezerra.

Os vereadores presentes à reunião registraram a ausência sem justificativa do secretário à Câmara Municipal apontando para o questionamento sobre essa ausência, demonstrando, assim, desrespeito do gestor ao legislativo e a toda a população do município.

Dos documentos solicitados pela comissão, apenas uma parte foram entregues no momento da reunião através de um grupo de vereadores da base do prefeito, referentes ao Memorial, restando ainda documentos dos processos de contratos e aditivos das obras questionadas.

Por consequência da ausência e da falta da documentação, os vereadores e vereadoras integrantes da Comissão de obras decidiram realizar uma representação ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, para que apurem as irregularidades e oficiar a Caixa Econômica Federal, para que sejam fornecidos todos os documentos dos contratos, visando assim um processo de investigação mais rigoroso com a ajuda fiscalizadora do legislativo mossoroense. Além disso, caberá ainda uma ação própria de judicialização para garantir a autonomia da comissão visando o direito de receber tanto o secretário quanto a documentação solicitação.

 

Falta de transparência da gestão Allyson contribui para tornar aditivo caso rumoroso

Vai tomando proporções inimagináveis o caso do aditivo de R$ 443 mil no contrato da obra de reforma do Memorial da Resistência. O fato veio à tona por algo que chama bastante a atenção: o aditivo foi assinado após a conclusão dos serviços.

Embora aditivos sejam normais, a sua criação após obras concluídas não é algo comum. O caso, no entanto, caminha para ser um dos mais rumorosos dos últimos anos na prefeitura de Mossoró. A falta de transparência da gestão Allyson Bezerra (Solidariedade) contribui para isso. E a própria condução da situação é um combustível a mais nesse sentido.

Desde maio que a gestão municipal dá mostras de que há algo estranho na reforma do Memorial da Resistência. O primeiro ponto esquisito nessa costura foi o cancelamento, em 30 de maio, da solenidade de inauguração do equipamento, horas antes de o ato acontecer.

Poucos dias depois, o tal aditivo seria feito. O aumento no valor da obra tem data de 1 de junho. A prefeitura, no entanto, anunciou a inauguração da obra do memorial para 2 de junho. A publicação do aditivo, portanto, se deu após a própria prefeitura admitir que a obra já estava concluída.

Também causa estranheza que o aditivo somente foi publicado no Jornal Oficial do Município dia 7 de junho. Há questões técnicas, pequenas, talvez pouco importantes, mas muito necessárias, que um secretário minimamente capacitado possa responder. Por que, desde o início, a reforma do Memorial tem tantas idas e vindas? Por que tanta disparidade nas datas presentes no contrato, no aditivo e no JOM? E a resposta para a pergunta que todos os mossoroenses anseiam: por que um aditivo (aumento do valor da obra) para um serviço que já tinha terminado. Para um equipamento público já, inclusive, entregue à população?

O caso poderia ter sido resolvido em seu nascedouro. Bastava que o prefeito Allyson Bezerra tivesse tido um mínimo de transparência em relação a isso. Poderia, inicialmente, ter repassado à Câmara Municipal todos os documentos relacionados à reforma para análise pelos parlamentares.

Ao contrário: de acordo com 10 vereadores, a prefeitura tem feito jogo de empurra, buscando, por meios condenáveis, amadores e repudiáveis, dificultar que a oposição tenha acesso a eles.

O líder do governo na Câmara Municipal, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, ou qualquer um dos que fazem a defesa cega da gestão, poderia ter sugerido que alguém da prefeitura vá ao Legislativo explicar, tirar as dúvidas, tornar as coisas claras. Não se vê um gesto de grandeza nesse sentido. Mossoró não deve se acostumar com esse apequenamento da Câmara.

Essa semana, o caso promete causar ainda mais barulho. O secretário municipal de Infraestrutura, Rodrigo Lima, deverá ser convocado para prestar esclarecimentos sobre o tema na Comissão de Obras, Uso e Ocupação do Solo, na Câmara Municipal. Esse colegiado é composto pelos oposicionistas Isaac da Casca (MDB) e Francisco Carlos (Avante, além do governista Edson Carlos (Cidadania).

Os mossoroenses devem ficar atentos para possíveis manobras que o governismo deve fazer para evitar a ida de Rodrigo ao Legislativo. Levar o caso para ser votado no plenário deve ser uma tentativa. Vergonhosa, inclusive, mas possível. Não se deve esquecer que para agradar ao Palácio da Resistência, a atual legislatura já acabou com prerrogativas dos vereadores, já mexeu no regimento da Câmara e já esvaziou sessões em que se votariam projetos de grande importância para mulheres, por exemplo.

São questões como essa que reforçam a falta de transparência da gestão Allyson, e isso tem feito com que o rumoroso caso do aditivo se torna maior do que o que realmente pode ser. Ser transparente não é se exibir às custas do erário. Não é dizer apenas o que lhe convém. É mostrar o que o povo precisa saber. É adicionar verdade aos discursos.

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Na gestão do engenheiro civil, o piso rompeu e a ponte caiu

O engenheiro civil Allyson Bezerra, inscrito no Solidariedade, é prefeito de Mossoró, segunda maior cidade do Estado. Foi alçado a essa condição ao convencer a maior parte do eleitorado (que votou nele, claro) de que é o novo. Foi, então, o melhor candidato. Hoje, se sabe, é o pior prefeito. Caminha para superar, negativamente, Silveira Júnior (de triste memória).

Mesmo que ache que esteja navegando em águas tranquilas, Allyson sabe que o mar não está pra peixe. Ele dá, claramente, diariamente, sinais nesse sentido.

Quem está bem não perde tempo perseguindo, desfigurando e, especialmente, tentando se manter de forma onipresente no imaginário coletivo e no cotidiano digital dos mossoroenses. Em alguns momentos, a percepção que se tem é que Allyson se acha o deus da gestão pública. Noutros, parece que ele tem certeza.

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Uma das cantilenas eleitorais repetidas à exaustão por Allyson é de que seria diferente de sua antecessora, Rosalba Ciarlini (PP), a quem criticava por construir praças e realizar obras na área da construção civil em demasia. O atual prefeito envereda pelo mesmo caminho. Infelizmente, não com a mesma desenvoltura.

Suas obras, às pressas, de maquiagem (que ele tanto criticava), para enganar desavisados são um aviso: Allyson é mais do mesmo. Com menos qualidade. Com mais enganação. E com uma gravidade: ele é engenheiro civil.

Toda sua autossuficiência, prepotência e arrogância tem o objetivo de impingir no pensamento das pessoas a ideia de que tudo que é feito em Mossoró é obra dele. Não só a ideia, mas a execução.

Sua onipresença leva-nos a pensar que é ele quem constroi escola, ele quem desentope bueiros, ele quem recupera estradas, ele quem reforma piso, ele quem ergue pontes. Cada verbo usado no seu sentido estrito. Como se ele fosse o mestre-de-obras, pedreiro e servente. E os outros não servissem para nada.

Ocorre, porém, que o piso foi uma lástima. Uma obra mal-feita. Um mal-ajambrado projeto para iludir. Para completar: a ponte também deu chabu. Caiu. Veio ao chão. Mais um embuste.

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Reconheça-se: não é o prefeito quem faz o projeto. Não é ele quem arma a estrutura de ferro, muito menos manipula a betoneira. Mesmo que ele queira fazer crer que faz tudo isso, ele não o faz, embora faça de conta que faz. Ao atrair para si todos os possíveis louros das coisas que dão certo, recai sobre si, também, o bônus do erro, da mancada, do desacerto. Foi assim com o piso que ruiu. É assim com a ponte que caiu. A gestão Allyson Bezerra ainda não tem a solidez que ele quer fazer crer. Suas obras na construção civil são uma prova disso. É preciso esperar o concreto endurecer. Pelo menos.

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O desmonte da assistência social em Mossoró

A gestão Allyson Bezerra (Solidariedade) está na segunda metade do seu 18º mês de duração. São mais de 550 dias em que o atual prefeito está sentado na mais confortável cadeira do Palácio da Resistência e, até agora, não se tem conhecimento de uma nova ação, projeto ou proposta de sua autoria para a assistência social.

Ao contrário, o que se tem percebido é o esvaziamento desse tipo de atividade ou de ações correlatas à assistência social. Um verdadeiro desmonte de um setor tão importante. Principalmente no plano local. Pelo menos 3 fatos apontam nesse sentido.

A atual gestão municipal não retomou as atividades do Projeto Viver Melhor, que atende aos aposentados do funcionalismo público mossoroense. O Viver Melhor era realizado pela Prefeitura através do Instituto de Previdência de Mossoró. Desde que Allyson Bezerra assumiu que as atividades do projeto deixaram de ser realizadas.

Os casamentos coletivos também estão suspensos e sem previsão de retorno, assim como o Viver Melhor. Essa ação atende os mais pobres que desejam oficializar uniões estáveis, mas que não tem condições financeiras para isso.

Pra completar o desapreço da gestão Allyson Bezerra por ações que envolvam diretamente as pessoas, o setor responsável pelo fortalecimento do movimento comunitário foi desativado. De acordo com informações de pessoas que militam no movimento comunitário, até mesmo a pessoa que trabalhava nesse setor foi remanejada para outra área.

O Blog Na Boca da Noite questionou a prefeitura de Mossoró sobre esses problemas. Perguntamos quando o Projeto Viver Melhor será retomado e a previsão de retomada dos casamentos coletivos. Questionamos ainda o porquê de o setor do movimento comunitário ter sido desativado. Ainda não recebemos respostas aos questionamentos.

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O piso que deixou a gestão Allyson sem chão

* Márcio Alexandre

Não teve live no facebook. Não teve transmissão no Youtube. Não teve reels no Instagram. Fez-se de tudo para esconder o fracasso, o fiasco, a decepção. O piso ruiu. Com ele, abriu-se um buraco e nele o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) parece ter se jogado. Nessa fenda, fingiu que sua “grande obra” prosperou.

Ao custo de mais de R$ 3 milhões, construído em tempo recorde para boas fotos e ótimas tomadas de vídeo, o piso só aguentou as transmissões politiqueiras. No primeiro teste, de verdade, provou-se que a qualidade era uma mentira. Constatou-se que era uma enrolação. Mais grave: a custo de milhões. Dinheiro jogado fora. Utilizado apenas para fazer propaganda. Marketing. Politicagem. O dinheiro do cidadão mal usado para enganá-lo.

Ontem pela manhã, envergonhados trabalhadores faziam remendos. Gambiarras. E como tais, com prazo de validade. Daqui a pouco, garantem os que entendem de engenharia e construção civil, estará de novo precisando de novos reparos.

O cibernético gestor não teve hombridade sequer para dar uma satisfação aos que o seguem. Mesmo os que cegamente o acompanham precisavam de uma luz. Para poder defendê-lo. Mesmo os que parecem ganhar para bajulá-lo necessitavam de uma palavra. Para endossá-la. O custo do vil metal.

Allyson, tão hábil em construir narrativas – algumas das quais nem mesmo ele acredita – não quis narrar seu erro. E errou ao deixar órfão os que o enaltecem. Ficou feio. Tão feio quanto o piso após poucas horas de uso.

O episódio mostrou que os discursos mal-ajambrados do prefeito só são utilizados quando ele se vê claramente no controle da situação. Visivelmente em melhor condição de que quem o questiona. Sabidamente quando se sente que vai levar vantagem. No caso dos R$ 3 milhões, não se sabe quem ganhou tanto para fazer algo tão ruim.

O discurso de mudança não se sustenta. É o mesmo tipo de governo de outros que o antecederam: personalista, falacioso, enganoso, verborrágico, perseguidor. De maquiagem. E conversas vãs. O caso do piso deixou a gestão sem chão. Nem para mentir ela encontrou terreno firme.

* Professor e jornalista

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Prefeitura de Mossoró vai passar para a iniciativa privada gestão de equipamento público

A Prefeitura de Mossoró lançou processo licitatório visando a contratação de empresa privada para gerenciar o Centro especializado em Reabilitação Benômia Maria Rebouças. Na prática, o município vai entregar à iniciativa privada a gestão de um equipamento público.

A licitação foi lançada no Jornal Oficial do Município (JOM) na edição do dia 1º de junho. No aviso do pregão eletrônico não foram informados valores e os interessados tem até o próximo dia 15/6 para apresentar propostas.

Consultada pelo Blog Na Boxca da Noite, a secretária municipal da Saúde, Morgana Dantas negou que esteja havendo entrega da gestão do equipamento para a iniciativa privada. Segundo ela, o modelo de gerenciamento pela iniciativa privada é a única maneira de o centro de reabilitação ser habilitado.

“Não é entregar a iniciativa privada. É a mesma forma administrativa de Pau dos Ferros e Natal, entre outros pelo Brasil, seguindo apoio estadual e Ministério da Saúde. O CER, como ele é regional, cobre toda a região de saúde. Levamos para a CIR e aprovamos com o apoio dos municípios que compõem a região. A única forma no momento pra conseguir habilitação e ainda colocar os profissionais que são escassos em nossa cidade”, justificou.

Inaugurado em dezembro de 2020 pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PL), o Centro Especializado em Reabilitação é unidade de para os pacientes de Mossoró e toda a região Oeste, atuando com atendimentos de pacientes que precisam de recuperação física, neurológica, psicológica, auditiva, visual, da criança ao adulto.

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Defesa apaixonada da gestão Allyson por cachês milionários revela capacidade financeira para melhorar situação de auxiliares de sala

A gestão Allyson Bezerra (Solidariedade) está, na querela envolvendo o Mossoró Cidade Junina, lutando contra os fatos. Pior: fatos que ela mesma criou. Muitos dos quais agora está difícil apagar do imaginário, coletivo e individual, ou fazer com que a população esqueça.
O Ministério Público quer o cancelamento de dois shows contratados por R$ 1 milhão. Justifica que é preciso priorizar a educação. E prova que o setor não está bem atendido quando todos sabem que há cerca de 100 escolas sem auxiliares para apoio aos professores que tem alunos com deficiência em suas salas de aula.
A gestão justifica que há processo seletivo aberto. Acrescenta que as pessoas é que não estariam se interessando. A falta de interesse, grifo do blog, advém do pouco estímulo financeiro. Uma bolsa de 500 reais, e um auxílio-transporte de 150 é um convite ao desestimulo. À desistência. E muitos desistiram.
A prefeitura dizia que não tem como oferecer mais que isso. Alegava limitação orçamentária. Garantia que os recursos financeiros eram minguados. Agora, após o MP pedir que se priorize a educação, a gestão afirma com todas as letras que o orçamento do setor é milionário. Que não falta nada. Que está tudo as mil maravilhas. E que o dinheiro usado para pagar safadões, talvez com ares de safadeza, não fará falta à educação.

Usou a sua rede de comunicação oficiosa para garantir que R$ 1 milhão a ser usado para custear apenas duas apresentações no (importante e necessário) Mossoró Cidade Junina, representa apenas 0,5% do orçamento da educação.

Essa nova estratégia, no entanto, traz um problema para a gestão. É que se a educação tem orçamento polpudo. Dinheiro farto e garantido, não se justifica que se ofereça tão pouco para os auxiliares de sala. Se remunere tão miseravelmente quem contribui com trabalho tão importante. O cachê de R$ 1 milhão para apenas dois artistas custearia 400 auxiliares de sala por cerca 4 meses. Com tanto dinheiro, na educação e na cultura, seria um gesto louvável melhorar as condições financeiras para os auxiliares de sala.

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Advogada Marina Siqueira assume Presidência da Potigás

A advogada Marina Siqueira assumirá a Diretoria da Presidência da Potigás (Companhia Potiguar de Gás) no próximo dia 7 de junho, em solenidade durante a programação do Seminário Novo Mercado do Gás, que será realizado na Casa da Indústria (FIERN). Por indicação da governadora Fátima Bezerra, Marina substituirá a engenheira Larissa Dantas, que deixa a Potigás para assumir novos compromissos no setor de petróleo e gás.

Marina Melo Alves Siqueira é advogada com especialização em Direito Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MINAS) e MBA em Gestão e Business Law pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A militância advocatícia da nova presidente da Potigás iniciou no ano de 2009, administrando a sociedade de advogados Siqueira Advocacia. O escritório era composto por outros dois sócios, Ana Lúcia e Pedro Siqueira.

No ano de 2014, Marina foi convidada para trabalhar na Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) com o então diretor técnico e comercial, Hanna Safieh, acumulando experiência com uma sociedade de economia mista e um modal portuário.

Em 2017, a nova gestora da Potigás integrou a assessoria parlamentar da então senadora Fátima Bezerra, atuando como Ajudante Parlamentar Sênior.

Após participar da equipe de transição do atual governo estadual, Marina Siqueira foi indicada para Assessoria Especial da Potigás, sob a presidência da engenheira e advogada Larissa Dantas.

Com a revisão na estrutura de governança da Companhia, Marina passou a ocupar a Assessoria de Assuntos Institucionais e Regulatórios, onde atuou na interface da empresa com o seu público de interesse, entre instituições governamentais nas esferas estadual e federal, sindicatos, associações e entidades civis organizadas.

No âmbito regulatório, a nova presidente da Potigás participou de audiências públicas e seminários de interesse do setor de petróleo e gás, além de apoio técnico junto à Agência Reguladora Estadual (ARSEP), Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Nos últimos dois anos, Marina também atuou por dois mandatos como conselheira de administração da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN), tendo sido conduzida no mês de maio para integrar o Conselho Fiscal do órgão até 2023.

Aos 36 anos, a nova presidente da Potigás é uma das mais jovens executivas do setor de petróleo e gás no país. “É com muita responsabilidade que aceito o convite da Governadora Fátima Bezerra para assumir a Presidência da Potigás, principalmente ao considerarmos o momento de alta nos preços dos combustíveis e as profundas mudanças que o mercado de gás natural vem atravessando”, disse Marina.

“Trabalhar na Potigás tem sido um desafio diário de muito aprendizado que nos motiva a fazer cada vez mais e melhor. Os quadros profissionais da companhia são muito preparados e têm profundo conhecimento do setor”, acrescentou.

Marina Siqueira vê com otimismo o futuro da Companhia Potiguar de Gás: “A Potigás está na vanguarda do novo mercado de gás brasileiro, e assim deve se manter. Por tratar-se de uma concessionária de serviços públicos [uma concessão de 50 anos], ao pensar a Potigás, precisamos ter visão de futuro e foco na inovação. Nosso dever é fortalecer os instrumentos de governança e transparência da Companhia”, completou.

Posse e transmissão do cargo

A posse e transmissão do cargo da Diretoria da Presidência da Potigás está marcada para às 11h30 do dia 7 de junho durante o Seminário Novo Mercado do Gás, com a presença da governadora Fátima Bezerra, no auditório da Casa da Indústria (FIERN).

O seminário é voltado para a cadeia de gás natural de todo o Brasil, incluindo os operadores nas áreas de extração, refino, transporte, distribuição e regulação. Para participar, é necessária a inscrição através do link:

https://forms.gle/zHAoZJya7SvwLLvC6.

 

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