A crítica e a prática: dissensão entre dizer e fazer

por Ugmar Nogueira
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* Márcio Alexandre

 

O lugar da crítica é um dos mais confortáveis que existe. Nele reside a comodidade de reclamar sem fazer. De dizer o que não está certo sem agir.  Muitas vezes quem critica sequer sabe fazer o que está criticando.

Existe a crítica enquanto manifestação especializada em um determinado espaço da vida, como a esportiva, a artística, a televisiva. E nesses casos, há gente fazendo-a sem saber praticar esporte, criar arte e fazer televisão. E existe aquela que é pura reclamação.

Nesse último caso, as críticas tem se multiplicado sobretudo por causa da pandemia. Fala-se de um que não usa a máscara. De outro que está aglomerando. De um terceiro que não se vacinou.

Nesses casos, pela urgência da situação, as críticas tem sido socialmente mais aceitas que em outras épocas e circunstâncias. Mas, no mais das vezes, quem está criticando nem sempre está fazendo aquilo que vê como errado no outro. Está apenas reclamando.

Nesse contexto pandêmico, e também nas demais situações, reclamação sem cuidados não é preocupação. É simplesmente inveja.

 

* Professor e jornalista

 

Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com

 

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