“Estamos num momento confortável da pandemia, podemos repensar os fluxos assistenciais, mas não podemos relaxar com as prevenções”. A fala é do secretário de Estado da Saúde Pública Cipriano Maia ao abrir a coletiva de imprensa na sexta-feira, 8/10. Estiveram presentes também a secretária-adjunta Lyane Ramalho, que abordou a retomada das cirurgias eletivas no Rio Grande do Norte através do Programa Mais Cirurgia, Mais Saúde, e a coordenadora de vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Kelly Maia, que falou sobre a cobertura vacinal e do cenário epidemiológico.

Com a diminuição do número de casos de Covid-19 e a reversão de leitos, além da assinatura dos contratos para convocação de equipes nas unidades hospitalares está sendo possível a retomada das cirurgias eletivas. “A expectativa é de que sejam realizadas, em média, 1.500 cirurgias ao mês, sendo 350 a 400 cirurgias por semana”, afirmou a secretária-adjunta Lyane Ramalho.

A Sesap planeja aplicar R$ 18 milhões na realização das cirurgias em todas as regiões. A prioridade é para as maiores demandas reprimidas, como no caso de cirurgias gerais, ginecológicas, urológicas, vasculares, ortopédicas, incluindo entre essas as pediátricas, além de cirurgias voltadas aos pacientes com fissura labiopalatina e também para correções de ostomias.

Um dos grandes objetivos Programa Estadual de Cirurgias Eletivas do RN é construir uma rede regionalizada. Além disso, todas as cirurgias serão reguladas, com a devida transparência. “Dessa forma, os municípios deverão enviar as necessidades cirúrgicas de sua população para o Núcleo de Cirurgias Eletivas Complexo Estadual de Regulação do Rio Grande do Norte, para que as demandas sejam inseridas no sistema da regulação”, disse a secretária adjunta.

Vacinação – O estado conta, entre a população acima de 12 anos, com 51% totalmente vacinados e 81% com a primeira dose. Preocupante são as 168.718 pessoas com a segunda dose em atraso.“Um apelo a toda a população para garantir a segunda dose. Estamos com quase 170 mil pessoas que não retornaram, ainda,para completar seu esquema vacinal. Precisamos lembrar que temos 44 casos da variante Delta no Estado e precisamos estar atentos para a importância da vacinação da população”, disse Kelly Lima, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap.

Diante da circulação da variante Delta em nosso estado, bem como, da liberação dos eventos de massa e afins no qual é exigido o passaporte da vacina, a Sesap alerta e orienta a população a buscar as salas de vacinação para regularizar o esquema vacinal. “A vacina é a forma mais eficaz de prevenir a contaminação e disseminação da doença, além da possibilidade de evitar o desenvolvimento de casos graves e morte”, disse.

Walfredo Gurgel – De janeiro a julho de 2021, o Walfredo Gurgel atendeu 35.351 pacientes, uma média de 5.050 pacientes por mês.  A maior parte das pessoas (26,65%) chega ao hospital por meios próprios, além de outros 16% que chegam ainda sozinhos. Mais 23,86% são dos municípios do interior do estado, enquanto a minoria chega via encaminhamento de UPAs (7,95%) ou por transportes do SAMU RN (5,6%) ou SAMU Natal (9,12%).

Na busca de solucionar o fluxo dos pacientes do Hospital Walfredo Gurgel que aguardam por cirurgias ortopédicas, a Sesap convocou uma reunião com a Secretaria Municipal de Natal, junto ao Ministério Público Estadual, para a regularização e a renovação dos contratos das cirurgias ortopédicas no Hospital Memorial e na Clínica Paulo Gurgel, ambos de responsabilidade do município.

Nessa reunião chegou-se a um acordo, estabelecendo que o município de Natal levará seus usuários para um dos seus hospitais para que esperem pela cirurgia de forma mais confortável. É importante destacar que a central de regulação garantirá a cirurgia desses pacientes o mais breve possível, visto que o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel não paralisou as cirurgias e conta com apoio do Hospital Deoclecio Marques, em Parnamirim.

A demanda e a espera de pacientes por cirurgias ortopédicas, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, aumentou consideravelmente devido a não renovação dos contratos do Município de Natal com os hospitais privados citados, visto que cada unidade realizava oito cirurgias diárias. Ou seja, são 16 cirurgias que deixaram de ser executadas ao dia, ocasionando um aumento na fila de pacientes por cirurgias. “Hoje estamos reorganizando o fluxo e terminamos esta semana com o corredor do Walfredo com menos pacientes e em diálogo com o município de Natal e o Ministério Público para que possamos juntos vencer essa batalha que é a lotação do Walfredo Gurgel”, afirmou Lyane Ramalho.

 

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