Allyson Bezerra ((União Brasil) está deixando o comando da prefeitura de Mossoró. E sai da pior forma. Apequenando-se, como o foi durante todos os dias em que sentou na principal cadeira do Palácio da Resistência.
O prefeito – ou ex – a depender da hora em que esse texto for lido – pagou a última folha com a gestão sob sua responsabilidade subtraindo dinheiro dos professores. Pagou o reajuste do piso de forma proporcional. Só mandou a lei passados 10 dias do mês de março, e retirou dos profissionais essa terça parte do dinheiro. Uma desonestidade. Mas ele não sai menor apenas por isso.
Allyson Bezerra fez da trapaça sua marca. Dá burla, sua aliada. Do engodo, sua companhia.
Manipulou quase tudo. A opinião pública, o orçamento, as eleições para conselhos, os dados fiscais. Ufa. E muito mais. E até Câmara Municipal que, registre-se, parece que se deixou manipular. E achou bom.
Sem espírito público, fez da missão espetáculo tétrico com pulinhos pra enganar tolos e piruetas pra aplausos de bobos. Paspalhice.
Allyson Bezerra sai com um rastro de irregularidades a acompanhar seus passos. Por onde for, essa lama vai acompanhá-lo. Porque preferiu ser escuridão. Se esconder pra não falar, atacar pra não revelar.
Não explicou nada e nem deixou que quem poderia explicar o fizesse. Se comportou como criminoso, sempre acusando os outros daquilo que faz de errado.
Foi desonesto ao não reconhecer a ajuda de tantos.
Foi indigno ao negar a institucionalidade no emprego com o qual o povo o presentou.
Foi covarde a nunca dar uma declaração defendendo a Democracia, embora dela tenha se beneficiado.
Sai com aprovação elevada, é verdade. Mas que pouco vale nesses tempos de manipulação de números e de estatísticas algoritmizada.
Recebeu a honra de ser prefeito, mas não honrou o cargo. Fez dele balcão de negócios. E parece ter negociado até a dignidade. Não é um gestor grande e nunca será um grande gestor.
Allyson Bezerra sai da prefeitura menor que entrou. E isso não é opinião. É constatação.
Mesmo com muita gente tecendo-lhe loas, sai pelas portas dos fundos. Pode ser que na porta da frente, a Polícia Federal esteja a lhe esperar.


