A morte de uma criança warao, em Mossoró, nesta quinta-feira, 7/3, chama a atenção, mais uma vez, para as condições insalubres em que vivem os venezuelanos refugiados que vivem em Mossoró. E reafirma a omissão da gestão municipal, que se recusa a executar ações das políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A situação em que os warao vivem é caótica e insalubre. E tende a se agravar, principalmente porque não tem sido feitas ações assistenciais mínimas para tentar resolver o problema.

Os warao vivem em espaço cedido porque a prefeitura se recusa a oferecer um abrigo. Além disso, não executa o plano de aplicação dos recursos federais (R$ 260 mil reais) para ações destinadas a pessoas em vulnerabilidade social.

A insalubridade aumenta o risco de doenças e a fome agrava o quadro clínico, levando crianças à morte, como aconteceu em julho do ano passado e se repetiu ontem. E, infelizmente, a tendência é que o fato volte a se repetir mais uma vez.

De acordo com informações colhidas pelo Boca da Noite, os warao enfrentam um surto de tuberculose. Dos 43 que vivem em Mossoró (agora já 42, depois da morte de ontem), 33 fizeram teste para detectar tuberculose, e 11 apresentaram a doença. Desses, uma criança de 2 anos, que está acometida de tuberculose ganglionar. Outras duas estão em tratamento e 9 apresentaram o bacilo, mas não desenvolveram a doença. Desnutridos, esses menores se tornam presas fáceis para a tuberculose.

O Boca da Noite tentou ouvir, mais uma vez, nesta sexta-feira, o secretário municipal de Asssistência Social e Cidadania, Erison Natércio Tores. Não atendeu nossas ligações nem respondeu nossas mensagens. Perguntamos quais ações assistenciais a prefeitura de Mossoró tem levado aos warao. Estamos aguardando respostas.

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