O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré+candidato ao Governo do Estado, é capaz de tudo pelo poder: mentir, enganar, falsear e, claro, se aliar a tudo o que combatia. Ou dizia combater.
Allyson trabalha, desde 1 de janeiro de 2021, de forma obsessiva, a sua pretensão de chegar ao Palácio Potengi. E vem fazendo de tudo pra tornar isso realidade. Coisas que até Deus duvida, mas que muitos pastores acreditam e, claro, apoiam.
No campo do discurso político, uma das garantias dadas por Allyson ao seu eleitorado era de que nenhum parente seu seria candidato a nada. Era o discurso ético. Pura balela. Mentira deslavada. Engana-trouxa.
Não só vai tentar eleger a primeira dama Cinthia Pinheiro deputada estadual como tem usado escancaradamente a estrutura da prefeitura de Mossoró para isso. Cinthia comanda reuniões da Guarda Mundo sem ter qualquer cargo no município.
Todo poderoso, Allyson faz mais. Transformou a prefeitura em sua cidadela. Empregou quase todos os parentes, inclusive um tio condenado pela Justiça – infringindo a lei – e também cometeu ilegalidade ao dar o nome da avó à Clínica Municipal de Mossoró.
No campo das negociatas políticas, fez vários discursos condenando as oligarquias. Mais uma mentira. Conversa pra boi dormir. A realidade é totalmente diferente.
Logo após tomar posse na prefeitura de Mossoró, em 1 de janeiro de 2021, revelou quem era seu mentor político: nada menos que o oligarca José Agripino. Filhote da Ditadura, Agripino foi prefeito de Natal indicado pelos ditadores. A partir daí, como oligarca, construiu carreira que incluiu mandatos de deputado federal e senador.
Além de Agripino, os Maia tem ainda na política – e atualmente com mandato – João Maia, Zenaide Maia. O filho de Agripino, Felipe Maia, também chegou a ser deputado federal.
Allyson Bezerra está levando para seu palanque o governador Walter Alves, cuja oligarquia tem Garibaldi, Henrique, Catarina, Enildo e Carlos Eduardo. Que se somam aos saudosos Aluízio e Agnelo.
Os recentes movimentos políticos podem indicar que está sendo costurado um grande acordão com Alves, Maia e até Marinho em torno de Allyson.
As notícias em torno da suposta desistência de Rogério Marinho da disputa ao Governo do Estado apontam nessa direção.
A desistência causa estranheza porque ocorre logo após surgirem as primeiras pesquisas com Rogério à frente do prefeito de Mossoró.
Allyson Bezerra, Rogério Marinho, Álvaro Dias, Styvenson Valentin e Paulinho Freire, pra ficar só nesses nomes, são todos bolsonaristas. E são políticos capazes de tudo para chegar ao poder. Menos ajudar o povo.
Os Bezerra, nova oligarquia que se forma, parecem capazes de submeter a tudo pra seguir mamando nas tetas da máquina pública.
O acordão está aí. Cai quem quer. Ah, e grande acordão, no caso, não é pleonasmo. É pra gente ter a dimensão do tamanho do que são capazes de fazer por eles mesmos.

