Tem sido as mais variadas as ações realizadas pela Prefeitura de Mossoró para que a greve dos servidores gerais passe despercebida pelos mossoroenses. Uma delas é o uso de terceirizados para tentar suprir a ausência dos grevistas. A gestão também tem inundado as redes sociais de mensagens nas quais destaca uma suposta valorização do funcionalismo por parte do município. Não tem colado.

Embora a grande maioria da mídia tradicional local venha se recusando a cobrir as ações diárias realizadas pelos grevistas, a paralisação aumenta cada dia sua visibilidade, sobretudo pelo aumento das adesões. Há locais de trabalho, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidade de Educação Infantil (UEI)l, onde a adesão chega a 90%.

Estão em greve agentes administrativos, merendeiras, Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), assistentes sociais, técnicos em enfermagem, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, dentistas, auxiliares de serviços gerais, agentes de trânsito e da Guarda Municipal, motoristas, dentre outros.

Amanhã a paralisação completa 10 dias. Para reforçar a luta, os grevistas se reunirão em frente à sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM). Hoje, eles realizaram manifestação em frente ao Plantão Social.

Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e salariais. Há categorias que ganham menos de um salário mínimo. O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) prometeu fazer a equiparação salarial, mas o fez por meio de abono, espécie de compensação financeira provisória que não conta para a carreira e nem para a aposentadoria. Há 5 anos, que esses servidores não tem reajuste salarial. O índice pretendido é de 35%.

 

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