O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) está no topo do esquema criminoso que estaria desviando recursos da saúde, destacou o desembargador federal Rogério Fialho Moreira, do Tribunal Regional Federal (TRF) na decisão que autorizou a Polícia Federal (PF) a seguir com as investigação que levaram os policiais a “visitar” o gestor em sua casa, na manhã de onte, em um condomínio de luxo de Mossoró.
Num áudio, de posse da Controladoria Geral da União (CGU), empresários fazem a “matemática de Mossoró”, a divisão do produto obtido com ares de ilicitude. Na operação aritmética em questão, de uma compra de medicamentos e insumos avaliada em R$ 400 mil, apenas metade será empregada de fato na operação. A outra metade do dinheiro seria dividida entre os achadores. Um dos beneficiados seria o prefeito Allyson Bezerra. Receberia R$ 60 mil reais. Para os envolvidos no esquema, o prefeito levaria uma propinazinha de 15% do valor.
Tudo, obviamente, está no terreno das investigações. Mas já é a segunda denúncia grave que apontaria para o prefeito levando “um por fora”. As denúncias são sérias e ajudam a desmontar a farsa do gestor pobrezinho e humilde. Como não foi julgado ainda, pode posar de honesto.
Esses dois casos de suspeita de cobrança de propina por Allyson sugerem que o prefeito poderá ter que mudar o adereço com o qual adorna a cabeça e que serve para ele encarnar o seu alter ego preferido, o “coitadinho”. O chapeuzinho de couro poderá ceder lugar a um outro tipo de ornamento. Esse, obviamente, com alguns enfeites de papel bordado.
Ao gravar um vídeo sem o tradicional chapeuzinho, Allyson pode ter dado a senha de que pretende mesmo substituir o acessório. Obviamente, que não se sabe por qual. Mas que uma caixa de isopor cai bem, isso não resta dúvida.
Nota da redação – Não foi na casa do prefeito que a PF e a CGU encontraram dinheiro numa caixa de isopor.

