O Palácio da Resistência entrou em operação de guerra. O objetivo é acelerar a transição para a transmissão do cargo do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) para Marcos Bezerra (PSD).
Na prática, de acordo com informações de bastidores, há pouca coisa que Allyson precisa repassar para Marcos. O que está em jogo é a urgência em inaugurar obras que tragam dividendos políticos para Allyson.
O atual prefeito só quer deixar o Executivo após inaugurar o complexo viário 15 de Março. Mesmo que a obra não esteja cem por cento pronta.
A pressa para deixar a prefeitura tem um nome: Mederi. Allyson esperanceia deixar o Palácio da Resistência antes da possibilidade de ser obrigado a deixá-lo.
O prefeito teme uma medida de afastamento pela Justiça a partir de pedido feito pela Polícia Federal e/ou Controladoria Geral da União (CGU).
De acordo com fontes ouvidas pelo Boca da Noite, o pedido feito por Allyson Bezerra para ser avisado sobre medidas restritivas não tinha o objetivo de receberem resposta objetiva sobre o pedido (algo improvável), mas de medir a temperatura sobre tais medidas.
De forma objetiva, Allyson analisa o cenário para deixar a prefeitura antes de qualquer medida judicial, principalmente de pedido de afastamento do cargo, o que seria mortal para sua candidatura ao Governo do Estado. No Palácio da Resistência, esse é o assunto que toma de conta das conversas. Das rodas de café nos corredores às reuniões mais reservadas.
Afastamento
Há uma máxima popular sempre recorrente quando gestores enfrentam momentos de crise: não há vácuo de poder. Na prática, sempre que alguém abre mão de mandar – ou é impedido de fazê-lo – outrem acaba fazendo. Em Mossoró, esse aforismo é o tema recorrente nos bastidores da política. Principalmente da Câmara Municipal.
A questão gira em torno, obviamente, de uma hipotética, provável e muito possível afastamento do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). No centro de uma megaoperação que apura desvios e fraude na saúde, Allyson sabe que a situação vai ficar difícil. E que vídeos para atiçar militâncias e milícias não tem poder jurídico.
Um afastamento de Allyson do comando da prefeitura levaria a reboque o seu vice, Marcos Bezerra (PSD), homem de confiança do prefeito e, pelo que tem visto até aqui, parceiro de supostas negociatas. Pelo que a apuração feita até agora, Marcos figura como uma espécie de operador do esquema sob investigação.
Nesse caso, com os dois legalmente impedidos de seguir tomando de conta do cofre da prefeitura (o que, por enquanto, tem-se mostrado como algo extremamente temerário), a chefia do Executivo seria assumida pelo presidente do Legislativo, vereador Genilson Alves (União Brasil).
Nos bastidores da Câmara, os comentários que circulam com velocidade e entusiasmo dão conta de Alves está preparado para assumir a função. Mais do que isso: há quem aposte que isso vai acontecer. Em política, reafirmam, não há vácuo de poder.
Policial Civil é afastada após ser investigada por envolvimento com organização criminosa
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta terça-feira (29), a “Operação Inimigo Oculto”, que teve como objetivo o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra uma policial civil investigada por integrar uma organização criminosa. A ação foi realizada por meio do Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD), com apoio da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com as investigações, a servidora, lotada em uma unidade plantonista, acessava de forma indevida procedimentos investigativos da DHPP que envolviam policiais militares, geralmente vinculados ao 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), e repassava as informações a eles ou a pessoas próximas. Além disso, foi constatado que ela também consultava e compartilhava dados relativos a investigações envolvendo integrantes de facções criminosas com os mesmos policiais militares.
As investigações apontam que parte desses policiais militares foi presa e é investigada pela própria DHPP por envolvimento com grupos de extermínio e milícias. As informações vazadas pela policial civil chegaram a ser divulgadas em redes sociais e utilizadas para autopromoção por parte dos milicianos.
A gravidade da conduta foi acentuada pela constatação de que os acessos indevidos ao sistema interno da Polícia Civil ocorriam de forma simultânea a ligações realizadas para os investigados. Diante dos elementos reunidos, a Justiça determinou, além do mandado de busca e apreensão, o afastamento cautelar da investigada do cargo, pelo prazo de 90 (noventa) dias.
O nome da operação faz referência à atuação silenciosa e infiltrada da investigada, que, a partir de dentro da própria instituição, comprometia investigações sensíveis e favorecia grupos criminosos — o que caracteriza o perfil de um “inimigo oculto”.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a legalidade e a transparência na atuação de seus servidores, destacando que eventuais condutas incompatíveis com a função policial serão devidamente apuradas e responsabilizadas.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS
O Tribunal de Justiça decidiu nesta terça-feira, 23/7, pelo afastamento definitivo do cargo do prefeito de Porto do Mangue, Hipoliton Sael Holanda Melo. A decisão é do desembargador Saraiva Sobrinho, confirmando pedido feito pela Procuradoria de Justiça.
A sentença do desembargador Saraiva ratifica decisão da Câmara Municipal de Porto do Mangue, que havia aprovado impeachment de Sael Melo (MDB), em janeiro do ano passado. De lá para cá, Sael se mantinha no cargo por meio de recursos jurídicos.
Para acessar o processo, clique aqui

Sael Melo
A Justiça do Rio Grande do Norte decide nos próximos dias se afasta ou não Allyson Bezerra (União Brasil) do comando da prefeitura de Mossoró. Uma ação civil pública foi protocolada no Judiciário potiguar pelo líder da oposição na Câmara Municipal, vereador Tony Fernandes (Avante) solicitando a medida.
A ação foi ajuizada depois que se descobriu que o advogado Kadson Eduardo permaneceu, com a anuência de Allyson, por mais de 1 ano como secretário de forma ilegal, já que a lei municipal da ficha limpa proíbe que condenados ocupem cargos no serviço público em Mossoró.
Kadson Eduardo foi condenado pela Justiça, com sentença transitada em julgado (quando não cabe mais recursos, por ter falsificado documentos e inserido num processo no qual ele atuava como advogado.
A situação se enquadra em crime de responsabilidade, cuja análise é da Justiça sem que haja necessidade de análise pela Câmara Municipal.
A juíza Kátia Cristina Guedes, da Segunda Vara da Fazenda da Comarca de Mossoró, responsável pelo processo, abriu, no último dia 3 de maio, prazo para que o Ministério Público se manifeste sobre o pedido.
Pela movimentação mais recente, o processo está concluso para julgamento.
Tony Fernandes justifica, no pedido, entre outros argumentos, que Allyson pode atrapalhar as investigações. O afastamento pode ser por até 90 dias.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta sexta-feira (1º) a operação Perfídia. O objetivo é apurar o envolvimento de quatro policiais militares e pelo menos outras duas pessoas com crimes eleitorais em Pedro Velho, cidade onde haverá eleições suplementares neste domingo (3). Os quatro PMs foram afastados cautelarmente e estão proibidos pela Justiça de atuar no Pelotão de Polícia Militar do município até a segunda-feira (4).
A operação Perfídia contou com o apoio da Polícia Militar. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Pedro Velho, Parnamirim e Nova Cruz. Ao todo seis promotores de Justiça, 19 servidores do MPRN e 24 PMs participaram da ação.
As investigações sobre o envolvimento dos policiais e dos dois outros homens com os crimes eleitorais começou em 2022. Há indícios que os seis integravam uma rede para cooptar eleitores para o candidato que têm ligação, por transferências bancárias. A operação Perfídia também apura o cometimento de financiamento ilegal de campanha.
As investigações do MPRN apontam fortes indícios de beneficiar a campanha de um candidato a prefeito em 2022 e que estariam cometendo os mesmos ilícitos nas eleições suplementares deste ano.
A pedido do MPRN, os quatro policiais foram afastados e estão proibidos de atuar no Pelotão de Polícia Militar de Pedro Velho, em segurança ostensiva ou ações de inteligência, não podendo serem relacionados para escala ordinária, extraordinária, diárias operacionais, ações repressivas, participação em operações, atuação em blitz ou policiamento ostensivo até o dia 4 de março deste ano.
Afastamento de vereador para tratamento de saúde não vai implicar em convocação de suplente
O vereador Marrom Lanches (DC) se recupera bem de cirurgia cardíaca (colocação de ponte de safena) a qual se submeteu a dois dias. O parlamentar seguirá se recuperando e, apesar do afastamento, a Câmara de Mossoró não fará convocação do suplente.
Além de a Câmara ter entrado em recesso, o período de afastamento de Marrom Lanches será, a priori, de 21 dias, conforme atestado médico apresentado pelo vereador.
O suplente de Marrom Lanches (foto), que assumiu com a perda de mandato pela ex-vereadora Larissa Rosado (União Brasil), é Ricardo Alexandre Vale da Silva, o Kadinho, que obteve 936 votos nas eleições de 2020.

Foto plenário:Edilberto Barros
O vereador Pablo Aires (PSB ) anunciou hoje, por meio de suas redes sociais que está se afastando temporariamente de suas atividades na Câmara de Mossoró.
Pablo está se licenciando do mandato para tratar da Saúde mental.
“Hoje comunico a vocês o meu afastamento temporário da Câmara de Vereadores “, escreveu o parlamentar, que confessou estar tratando de um quadro depressivo.

Policiais civis do Departamento de Combate a Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD) deflagraram nas primeiras horas desta sexta-feira (22) a “Operação Habilis Facilis”, que investiga fraudes nos exames para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/RN). Os crimes investigados foram de corrupção passiva, corrupção ativa e inserção de dados falsos em sistemas de informação da Administração Pública.
A operação resultou no cumprimento de 13 (treze) mandados de busca e apreensão contra servidores do órgão, despachantes e atravessadores. Foi ainda determinado pela Justiça o afastamento do cargo público de 6 (seis) examinadores e a restrição de acesso às imediações do DETRAN RN de mais 5 (cinco) pessoas pelo risco de cometimento de mais crimes. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Natal (RN), Parnamirim (RN), Vera Cruz (RN), Macaíba (RN), Nova Iguaçu (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com as investigações, o esquema criminoso consistia em realizar os exames teóricos em outros estados e apenas o teste prático de direção veicular no DETRAN/RN, onde o candidato pagava aos despachantes ou aos atravessadores quantias em dinheiro para ter aprovação garantida na “prova prática”. Os candidatos no dia do exame eram direcionados para examinadores que faziam parte do esquema e eram aprovados. Em muitos casos o candidato sequer entrava no veículo.
A investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte contou com o apoio do DETRAN/RN, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, através do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD).
O Português não é o mais escorreito. A retórica não é das melhores. Mesmo assim, o vereador Genilson Alves (PROS) cumpriu com o sucesso que a gestão Allyson Bezerra (União Brasil) esperava, o papel de líder do governo na Câmara Municipal de Mossoró.
No exercício do terceiro mandato, e sem dificuldades para trocar de discurso, Genilson tinha desenvoltura no cargo. Não havia ruídos de que estivesse fazendo qualquer coisa que desagradasse o Palácio da Resistência.
Por tudo isso, causou estranheza que do nada, sem razão aparente, sem motivo mais forte, sem circunstância robusta, Genilson tenha deixado a liderança do governo Allyson na Câmara Municipal.
Como não há bobo na política, ninguém acredita que o afastamento tenha sido para cuidar das suas empresas. Genilson as tem desde que entrou na vida pública. E talvez tenha sido elas que o tenham catapultado à condição de vereador.
Também está difícil para muitos crerem que o nascimento do filho, por mais sagrado que seja, por mais maravilhoso que seja, tenha levado Genilson a se afastar da política. Por uma razão muito simples: Genilson está triste. Acabrunhado. Sorumbático. Apagado. Quase apoplético. Moribundo. De causar estranheza inclusive em quem já o conhece há muito tempo.
Gente que acompanha os bastidores da Câmara acredita que Genilson Alves não volta mais para a liderança do governo. Os mais céticos duvidam inclusive se ele ainda voltará ao Legislativo nessa legislatura. A pessoas próximas, já teria confidenciado que não será mais candidato.
As circunstâncias do seu afastamento aumentam ainda mais o mistério sobre o assunto. Para muitos uma possibilidade: o afastamento seria para preservar o governismo. De quê? Só o futuro dirá.


