Não foi boa a estreia do Potiguar de Mossoró no Brasileirão da Série D.
Jogando em Patos (PB), o alvirrubro foi derrotado pelo Nacional por 2 a 0. Os gols foram marcados por Capixaba e Esquerdinha.
Foto: Marcelo Diaz | ACDP
Por Daniel Bastos
O Sport venceu o ABC por 1 a 0 na semifinal da Copa Nordeste nesta quinta-feira (30/3) na Ilha do Retiro. Com o resultado, o Leão conseguiu a vaga na final da competição. Já o time potiguar está fora da disputa.
A partida começou na noite de ontem, mas foi interrompida pelas fortes chuvas em Recife.
Agora, o ABC volta as atenções ao Campeonato Potiguar, joga no domingo (2) contra o América.
O Potiguar esteve irreconhecível em campo na tarde desta segunda-feira, 27/3, e acabou sendo presa fácil para o Santa Cruz.
O time da capital venceu o alvirrubro mossoroense por 3 a 1, com gols de Vitinho Santos ( 2) e Anderson. Matheus Azevedo descontou para o Time Macho.
Com o resultado, o Potiguar praticamente deu adeus à chance de conseguir uma vaga na grande final.
A disputa agora é por uma vaga na Copa do Nordeste. Até o Santa Cruz está no páreo com a vitória de hoje.
Por Daniel Bastos
O Potiguar desperdiçou o mando de campo, frustrou a torcida e complicou sua caminhada em busca de uma vaga na final do Campeonato Estadual 2023.
Irreconhecível no gramado, o Time Macho foi dominado pelo América e perdeu por 2 a 0. Os gols da equipe natalense foram marcados por Anderson (contra) e Ítalo,, ambos no segundo tempo.
Além de perder a partida, o Potiguar cai uma posição na tabela de classificação, estando agora na terceira colocação, com 3 pontos. ABC também tem a mesma pontuação, mas melhor saldo de gols.
O América, por sua vez, dispara na liderança, com 6 pontos em dois jogos disputados. O alvirrubro natalense tem 5 gols feitos e nenhum sofrido.
Fortaleza perdeu de 1 a 0 para o Cerro Porteño (Paraguai), nesta quinta-feira (9) no estádio do Castelão, e viu ficar complicada a sua busca pela classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores.

Agora, as equipes fazem a partida de volta da terceira fase prévia da principal competição de clubes da América do Sul a partir das 19h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (16) no estádio La Olla, em Assunção.
A equipe brasileira teve a oportunidade de abrir o marcador aos 20 minutos. Porém, o atacante Thiago Galhardo cobrou pênalti em cima do goleiro brasileiro Jean, que defende a equipe paraguaia.
E aos 33 o Tricolor do Pici foi punido, quando Carrizo cruzou na área para Churín marcar de cabeça. O Fortaleza ainda buscou a igualdade, mas agora terá que buscar a vaga na fase de grupos da Libertadores na casa do adversário. (Agência Brasil)

* Márcio Alexandre
“Não é só futebol”, garante o slogan de um canal esportivo por assinatura. Se não dá para levar a afirmativa ao pé da letra em 100% de sua força semântica, certeza o é de que há muita verdade nisso.
Ora, se não é só futebol, isso significa que fazer relações a aspectos da vida com recortes desse esporte não é só reafirmar a importância dessa afirmação, mas reafirmá-la.
Se não é só futebol, as comemorações dos gols, as farras carnívoro-áurica e as ações dos “meninos-jogadores” e de todos aqueles que ganham fama e dinheiro a partir disso, não se circunscrevem tão somente ao que acontece no estádio.
Assim, planejar toda a nossa expectativa de vitória e nossa trajetória esportiva-pessoal-profissional a partir disso traz algumas revelações.
A primeira delas é colocar nossos adversários como mero coadjuvantes. Simples escada para nossa subida ao topo.
A segunda delas é que nessa nossa escalada rumo ao píncaro, o choro, sofrimento e decepção do outro pela derrota é mero detalhe. Mas há um detalhe que às vezes deixamos escapar.
O narrador acreditava tanto que se despediria das narrações esportivas narrando a vitória canarinha na grande decisão que talvez já tendo percebido o timing para tirar o time de campo há algum tempo, insistiu em mais uma jornada. Não era só confiança na capacidade de nossa equipe. Era soberba, esse elemento que nos faz esquecer das virtudes do outro.
O jogador mais badalado da escrete, por lógica, deveria abrir a sequência das penalidades porque, como se sabe, é um exímio cobrador de pênaltis. Foi preservado? Não. Fugiu da responsabilidade? Também não. Foi escalado para a última batida. Para ser glorificado. Para ser imortalizado. Para nunca mais ser questionado como herói. Porque afinal, teria convertido a cobrança derradeira. Como se apenas esse gol fosse numericamente maior que os outros 4 do seu time.
Só que negligenciamos um detalhe. Para essa celebração, para a canonização futebolística do nosso “herói” era necessário que o adversário perdesse suas cobranças. Que errasse seus chutes. Que fosse sofrendo a cada momento sua decepção enquanto o grande salvador tupiniquim se regozijava à espera do seu momento para dar seus passos para o Olimpo.
Mas não saiu como nossa soberba expectativa previa. Não tínhamos nos dado conta, mas do outro lado não havia coadjuvantes, mas atores merecedores de saborear também os louros do espetáculo do qual também contribuíam em pé de igualdade para que ele existisse.
Do nosso lado, o orgulho e o egoísmo não permitiram a alguns perceber que nem sempre conseguimos a glória quando esta deve resultar do sofrimento calculado do outro. Como diz o slogan: “não é só futebol”.
* Professor e jornalista
A Copa do Catar promete ser a mais insossa de todos os tempos. Por razões políticas, históricas e até mesmo futebolísticas. O que pode salvar a competição do marasmo ao qual parece destinada são as zebras. E a primeira delas já deu as caras.
Num jogo com todos os olhares do mundo direcionados para o multicraque Messi, a Arábia Saudita fez história e derrotou a favoritíssima Argentina por 2 a 1.
Os hermanos, favoritos também ao título, até começaram na frente. Aos 10 minutos da partida, Messi abriu a contagem para os bicampeões mundiais, de pênalti. O placar permaneceu inalterado até o fim do primeiro tempo da partida.
No segundo tempo, porém, o que se viu foi uma história totalmente diferente. Logo no reinício do jogo, aos 4 minutos Al Sherhi empatou. Quatro minutos depois, Al Dawsari virou. Histórico para os sauditas. Vexaminoso para os argentinos.
Negar a ciência, defender remédios sem eficácia para determinado tipo de enfermidades e espalhar fake news, sobretudo relacionadas a fármacos sem indicação médica para algumas doenças foram algumas das ações realizadas por algumas pessoas no Rio Grande do Norte, inclusive médicos, com o intuito de alavancar futuras candidaturas.
Gente como os oftalmologistas Albert e Carla Dickson (marido e mulher) e a infectologista Roberta Lacerda, fez uso dessa estratégia, mesmo em plena pandemia, querendo ganhar visibilidade eleitoral.
Passada a fase aguda da pandemia, eles seguiram defendendo a cloroquina como medicamento a curar a covid, apesar de ser comprovadamente ineficaz para essa finalidade, e até mesmo defendendo um suposto tratamento precoce que nunca existia. Em algumas casos, chegaram até mesmo a levantar dúvidas sobre a eficácia das vacinas.
A narrativa da “bancada da cloroquina” não foi exitosa. Albert Dickson (PSDB) não se reelegeu deputado estadual, nem a esposa conseguiu se eleger deputada federal, a exemplo de Roberta Lacerda (PL).
Albert e Carla (PL) além de não terem sucesso, viram suas votações cair. Em 2018, Albert se elegeu com 31.689 votos. Esse ano, tirou 21.354, queda de mais de 33%, o que o colocou apenas na quarta suplência de sua coligação.
Carla, que havia ficado na primeira suplência em 2018, também permaneceu na mesma posição na disputa de 2022, mas também viu sua votação cair. Ele tirou 60.590 votos em 2018, e em 2022, conseguiu 43.191 sufrágios, redução de mais de 28%.
Já Roberta Lacerda (PL) tirou 14.407 votos, muito distante de uma vaga. O seu partido conseguiu 4 cadeiras na Câmara dos Deputados. O menos votado e que se elegeu, sargento Gonçalves, tirou 56.315 votos.
Cloroquina, pelo menos dessa vez, não se mostrou fermento eficaz a fazer crescer intenções de votos na disputa potiguar.

O prefeito de Luís Gomes, Carlos Augusto de Paiva, o Tututa (MDB) vem exercendo o seu mandato desenvolvendo condenáveis práticas antissindicais. O gestor tem adotado medidas para impedir que os servidores municipais tenham representação sindical.
Em sua mais recente investida para evitar ser confrontado em seu autoritarismo, o gestor conseguiu que a Câmara Municipal aprovasse uma lei extinguindo a remuneração de servidor que exerça mandato sindical.
A sanha antidemocrática de Tututa, no entanto, sofreu revés na Justiça. Na última terça-feira, 15/2, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Luís Gomes, Major Sales e Paraná (SINDLUMP) conseguiu liminar para que a presidente da entidade, Anailda de Carvalho, continue recebendo sua remuneração pelo município de Luís Gomes, enquanto durar o seu mandato, mediante reconhecimento da inconstitucionalidade dos arts. 16, 24 e 26, §§1º e 2º, da Lei Municipal nº 517/2021, que extinguiu a remuneração para o servidor que desempenhe o referido mandato.
Caso descumpra a decisão, a prefeitura será multada em R$ 2 mil por cada mês de salário não pago à servidora. A decisão, da juíza Mayana Nadal, estabelece prazo de 10 dias para que o município se manifeste.
Veja aqui a decisão.
Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com

Há mais de um ano postergando a compra de um castramóvel, mesmo com dinheiro em caixa, a gestão do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) sofreu na Justiça a primeira derrota em relação à questão.
Na última sexta-feira, 4/2, o Judiciário decidiu que a Prefeitura de Mossoró deve repassar informações sobre os recursos e sobre a compra do castramóvel. A ação foi impetrada pelo vereador Pablo Aires (PSB). O parlamentar decidiu recorrer à Justiça após a gestão Allyson Bezerra negar resposta a 22 de 25 requerimentos apresentados pelo vereador solicitando tais informações.
Aires tem empreendido uma luta constante para que o castramóvel seja disponibilizado para a cidade. Primeiro, na obtenção de recursos, quando em dezembro de 2020 conseguiu-se, através da articulação dos protetores da causa animal com a deputada estadual Isolda, a destinação de emenda no valor de 145 mil reais para aquisição do castramóvel de Mossoró.
Com o passar dos meses e percebendo a morosidade na compra do castramóvel, o vereador esteve em reunião com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) para falar sobre essa compra que, inicialmente, justificou que a emenda não dava pra comprar o veículo. Na mesma época a Prefeitura de Caicó comprou um castramóvel com o mesmo valor.
Após pressão da opinião pública engajada na causa animal, a Prefeitura chegou a realizar reunião com representantes políticos, protetores da causa e abrir ainda a licitação publicada em 20 de agosto, porém, retirou dias depois e não publicou mais.
“Solicitamos as informações há quase um ano e nunca fomos respondidos oficialmente. Foi a falta de transparência em nos dar respostas que nos fez procurar a Justiça. Em 2021 a Causa Animal criou uma grande expectativa para iniciar o serviço de castração em Mossoró, pois conseguimos o recurso para compra do castramóvel e esperávamos sua execução já que esta gestão municipal havia se comprometido com a causa. Infelizmente a Prefeitura não fez a compra do castramóvel ainda e este ano permaneceremos cobrando. Queremos ver essa política pública de castração sendo iniciada em nossa cidade”, reafirma o vereador Pablo Aires.
A partir da decisão da Justiça, agora a Prefeitura de Mossoró terá um prazo de 30 dias para o cumprimento do determinado e sob a pena de pagar multa no importe de R$1.000,00 (um mil reais) por dia de atraso, limitada a R$30.000,00 (trinta mil reais).
O castramóvel é uma necessidade antiga e sua aquisição é urgente, pois além de reduzir a população de animais de ruas trará benefícios principalmente na saúde sanitária de toda a população de Mossoró.
O prefeito criou uma comissão para tratar sobre a questão. De acordo com membros desse colegiado ouvidos pelo Blog Na Boca da Noite, o grupo foi criado por Allyson Bezerra apenas para ganhar tempo. Um dos integrantes dessa comissão revelou ao blog que o prefeito ainda não teria comprado o castramóvel pelo fato de os recursos serem de emenda de autoria da deputada Isolda Dantas.
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