Ipiranga à venda: o que está por trás do movimento do Grupo Ultra
A famosa pergunta publicitária “Pergunta lá no Posto Ipiranga” pode ganhar um novo significado. O Grupo Ultra, controlador da Ipiranga, contratou o BTG Pactual para estruturar a possível venda de seu principal ativo.
A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim e indica que o processo ainda está em fase inicial. A contratação de um banco de investimentos é considerada o primeiro passo formal para a venda de uma empresa desse porte.
Por que a possível venda da Ipiranga é tão relevante
A Ipiranga é atualmente a segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, com:
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faturamento anual superior a R$ 140 bilhões,
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mais de 6 mil postos espalhados por todo o país,
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forte presença no varejo, logística e distribuição de combustíveis.
Uma eventual venda da companhia teria impacto direto no mercado de energia, na concorrência do setor e até nos preços e estratégias de distribuição no Brasil.
Quem pode estar interessado em comprar a Ipiranga
De acordo com informações de mercado, alguns potenciais interessados já estariam avaliando a operação. Entre os nomes citados estão:
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a francesa TotalEnergies,
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a estatal saudita Aramco,
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o grupo brasileiro J&F.
A entrada de um player internacional ou de um grande grupo nacional poderia redesenhar o mapa da distribuição de combustíveis no país.
O que acontece agora
Com o BTG Pactual à frente da estruturação, o processo deve envolver:
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avaliação detalhada dos ativos,
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definição de modelo de venda (total ou parcial),
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sondagem formal de interessados,
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e análise de impactos regulatórios.
Apesar disso, não há confirmação oficial sobre valores, prazos ou se a venda será, de fato, concluída.



