A Liga Desportiva Mossoroense (LDM) apresentou à prefeitura, na tarde desta sexta-feira, 27/3, uma proposta para pedir o arquivamento da ação judicial na qual acusa o município de fraudar o processo de municipalização do Nogueirão.
A entidade foi procurada pela gestão municipal e mostrou a condição em que pode desistir da demanda judicial.
A prefeitura firmou uma PPP com a empresa do supermercadista Júnior Rebouças e a obra de construção da Arena Nogueirão poderá ser paralisada a qualquer momento.
Para desistir da ação, a LDM exige da prefeitura a construção de um centro de treinamentos com dois campos (Potiguar e Baraúnas), departamento médico, academia, centro de formação de atletas de base, setores administrativos, e demais espaços e equipamentos de um CT.
A desistência somente se daria após a prefeitura assumir o compromisso em cartório.
ldm
A Justiça de Mossoró, por meio da 1ª Vara da Fazenda Pública, está alisando pedido de suspensão da construção da Arena Nogueirão. O pedido foi feito pela Liga Desportiva Mossoroense (LDM) em mandado de segurança.
A defesa da LDM sustenta que o cenário mudou drasticamente. Se antes a discussão sobre a titularidade do imóvel era tratada como um “projeto futuro”, a presença de maquinário pesado e o cercamento da área — registrados em fotos anexadas ao processo — tornaram o risco de dano “concreto e iminente”.
“O que antes era apenas risco abstrato ou projeto administrativo passou a ser ato concreto de execução iminente”, afirma a ação.
A LDM alega que a reversão do imóvel para o Município é nula por vícios formais, citando a ausência de uma escritura pública exigida pela Lei Municipal nº 3.265/2014. Para a entidade, permitir que as demolições e a terraplanagem avancem agora seria um “caminho sem volta”.
A Justiça deu 72 horas para que a prefeitura se manifeste sobre a questão. Após o prazo, será decidido pela suspensão ou continuidade da obra. A empresa Nacional Incorporadora já iniciou a demolição do estádio. (Com informações do Blog do Barreto)
Veja abaixo o processo
0821930-80.2024.8.20.5106 · TJRN – 1º Grau – Processo Judicial Eletrônico
O futebol de Mossoró enfrenta uma das mais graves crises de sua história recente. E é preciso afirmar com firmeza: a situação não será resolvida por decisões unilaterais, muito menos pela inércia política. O momento exige coragem, diálogo e maturidade na condução das políticas públicas voltadas ao esporte.
O fechamento do Estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira, o Nogueirão, há mais de três anos, causou danos profundos ao segmento esportivo. Clubes tradicionais foram enfraquecidos, atletas ficaram sem espaço para treinar e competir, profissionais perderam oportunidades de trabalho e a cidade foi privada de um dos seus principais símbolos culturais e esportivos.
O que falta, de forma evidente, é um processo sério de resolução de conflitos. Mossoró precisa de uma liderança capaz de mediar interesses políticos e esportivos, superar vaidades e colocar o futebol acima de disputas institucionais. O esporte não pode continuar sendo vítima de impasses que apenas prolongam o problema.
Nesse contexto, torna-se indispensável a recriação do Conselho Municipal do Esporte, instrumento democrático de participação social, e a formação de uma comissão permanente de diálogo, envolvendo desportistas, dirigentes e a Liga Desportiva Mossoroense (LDM). Sem escuta e construção coletiva, não haverá solução concreta nem duradoura.
É igualmente necessário enfrentar a realidade com objetividade e responsabilidade. A venda do atual terreno do Nogueirão, com a destinação integral dos recursos para a construção de um novo estádio, surge como o caminho mais plausível e viável. Insistir em soluções improvisadas ou em promessas sem prazo apenas aprofunda a crise.
Existem alternativas reais para a implantação de um novo equipamento esportivo. Fora da área urbana, a região da MAISA, na zona rural, apresenta condições favoráveis para um estádio moderno e funcional. Dentro da cidade, áreas como o antigo campo da REFESA, o campo do CSU no Abolição e um espaço localizado por trás do Sindicato dos Bancários podem e devem ser tecnicamente avaliadas.
Chegou o momento de romper com a omissão, baixar as armas políticas e assumir responsabilidades. O futebol de Mossoró não pede favores, exige respeito. A cidade não pode mais esperar. O discurso precisa dar lugar à ação, apontando, de forma clara, o caminho para a construção do novo Nogueirão.
A história do futebol mossoroense não pode ser encerrada por falta de decisão.
Ugmar Radialista
São seis clubes no torneio, com 27 jogos distribuídos em nove dias de disputa, totalizando 5 finais de semana de competição. Os jogos acontecerão aos sábados e domingos, no campo da Afasam, com três partidas por dia.
A bola rola no dia 24 de janeiro e o torneio se encerra com as grandes finais marcadas para o dia 7 de março.
“A competição será disputada no formato 11 contra 11, oferecendo aos jovens atletas uma experiência ainda mais próxima das categorias profissionais”, explicou Delano Freire, um dos organizadores do torneio.
Além disso, a organização estuda a instalação de uma miniarquibancada e de um espaço de bilheteria no local, com o objetivo de melhorar a estrutura e o conforto do público. Os detalhes sobre essas melhorias devem ser anunciados oficialmente durante a cerimônia de abertura, no dia 16 de outubro.
“Queremos fazer da Copa Verão LDM um grande evento esportivo, que fortaleça a base e revele novos nomes do nosso futebol”, finalizou, Delano.


