A crise na saúde de Mossoró segue cada vez mais acentuada. Denúncias feitas por usuários ao Boca da Noite dão conta de que a falta de medicamentos é um dos problemas mais graves e que tem sido registrado de forma recorrente.
A situação é tão grave que há dois meses não tem Losartana ou qualquer outro medicamento para hipertensão arterial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). O medicamento é fundamental para os pacientes que tem pressão alta e seu não uso pode representar risco de morte.
Em outras UBS’s, não há sequer um antipirético como Dipirona.
As novas denúncias surgem no momento em que seguem as investigações da Operação Mederi.
Segundo a Polícia Federal (PF), o esquema de roubo de verbas da saúde de Mossoró funcionava da seguinte forma: a prefeitura de Mossoró contratava um valor em medicamentos à Dismed e a empresa só entregava de fato, metade do valor contratado. O restante do dinheiro era dividido entre os integrantes do esquema. Para a PF, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) ocupa o topo do esquema. As revelações da Operação Mederi talvez expliquem a escassez de medicamentos nas UBS’S.
O Boca da Noite tentou ouvir a prefeitura de Mossoró sobre as denúncias. Fizemos contato com o secretário municipal de Comunicação do município, Wesley Duarte, mas ele não respondeu aos nossos questionamentos.
Mossoró
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) encerrou 2025 com um desempenho histórico: lucro de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 31,6% em relação ao ano anterior. O resultado é o maior já registrado nos 73 anos de atuação da instituição.
Os números foram apresentados nesta quinta-feira (19) e refletem a expansão do crédito na região Nordeste, com destaque para os programas de microcrédito e o financiamento ao setor produtivo.
Microcrédito bate recordes e impulsiona crescimento
Os programas de microcrédito do banco tiveram papel decisivo no resultado. O Crediamigo movimentou R$ 13,4 bilhões em contratações, com crescimento de 11,4%. Já o Agroamigo alcançou R$ 9,5 bilhões, alta de 10,6% no financiamento a pequenos produtores rurais.
Juntos, os dois programas responderam por mais de um terço de todas as operações do banco, consolidando o BNB como um dos principais agentes de fomento econômico da região.
Agronegócio e empresas também avançam
No segmento empresarial, o agronegócio apresentou forte expansão, com crescimento de 15,3%, somando R$ 12,8 bilhões em financiamentos ao longo de 2025.
Segundo o presidente do banco, Paulo Câmara, o resultado é fruto da ampliação do crédito e da estratégia de inclusão financeira.
“Em 2025, o banco ultrapassou todos os recordes anteriores, disponibilizando quase R$ 70 bilhões ao mercado e alcançando um lucro histórico”, destacou.
Impacto no Nordeste
Como gestora do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, a instituição tem papel estratégico no desenvolvimento regional, ofertando crédito de longo prazo voltado à geração de emprego, fortalecimento da economia e redução das desigualdades.
O desempenho reforça a importância do banco para estados como o Rio Grande do Norte, onde o crédito tem impacto direto em setores produtivos e no empreendedorismo local.
Novo Nogueirão levanta dúvidas: clubes vão pagar para jogar em estádio privado?
O anúncio da construção do novo Estádio Nogueirão, em Mossoró, reacendeu o debate sobre o futuro do futebol local — mas também levantou uma série de questionamentos sobre transparência, modelo de gestão e impactos para os clubes da cidade.
A proposta, apresentada por uma empresa mossoroense, prevê a construção de uma nova arena por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). No entanto, até o momento, não foram apresentados detalhes fundamentais, como o plano de negócios, os valores totais do investimento e, principalmente, como será a exploração comercial do espaço após a conclusão da obra.
Clubes fora da mesa de negociação
Outro ponto que tem gerado preocupação é a ausência de diálogo com os principais clubes da cidade, como o Potiguar de Mossoró e o Baraúnas.
Até agora, não houve reuniões públicas ou anúncios oficiais sobre possíveis parcerias, condições de uso do estádio ou garantias de acesso para os times locais. Diante desse cenário, cresce a dúvida: os clubes terão que pagar para mandar seus jogos no novo Nogueirão?
A preocupação é legítima. Com a possível transformação do estádio de equipamento público para privado, o acesso tende a seguir uma lógica de mercado — o que pode impactar diretamente as finanças dos clubes e, consequentemente, o futebol mossoroense.
PPP sem clareza e risco para o interesse público
A falta de transparência sobre o modelo de concessão também chama atenção. Em projetos desse porte, é essencial que a sociedade tenha acesso ao plano de negócios, incluindo:
- Como será feita a exploração comercial das áreas;
- Quais espaços serão vendidos ou concedidos;
- Qual o retorno financeiro esperado;
- E quais contrapartidas serão garantidas ao município e à população.
Até o momento, essas informações não foram apresentadas de forma clara, o que amplia as críticas sobre a condução da PPP.
Especialistas alertam que o papel da incorporadora não se limita à construção do estádio, mas também à comercialização de espaços — o que reforça a necessidade de regras transparentes para evitar que o interesse público fique em segundo plano.
Cobrança por transparência
Sem respostas concretas, o debate segue aberto em Mossoró. Torcedores, dirigentes e a população aguardam esclarecimentos sobre um projeto que pode redefinir o futuro do futebol local.
A pergunta que permanece é direta: o novo Nogueirão será um avanço para o esporte ou um negócio sem garantias para quem realmente precisa dele?
O Movimento Democrático Brasileiro no Rio Grande do Norte (MDB-RN) oficializou, nesta sexta-feira (20), a filiação de três importantes lideranças políticas: Josivan Bibiano, Ivan Júnior e Antônio Jácome.
O ato de filiação foi conduzido pelo presidente estadual da sigla e pré-candidato a deputado estadual, Walter Alves, durante reunião política que marcou mais um passo na articulação partidária visando as Eleições 2026.
O evento também contou com a presença do prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, reforçando o movimento de fortalecimento do MDB no cenário político potiguar.
Experiência e capilaridade política
Com as novas filiações, o partido amplia sua presença em diferentes regiões do estado. Josivan Bibiano, ex-prefeito de Serra do Mel por quatro mandatos, chega para consolidar a atuação no Oeste potiguar.
Já Ivan Júnior, ex-prefeito de Assú por dois mandatos e ex-presidente da Femurn, traz experiência administrativa e forte articulação com os municípios.
Por sua vez, Antônio Jácome agrega uma trajetória política consolidada, com passagens como deputado estadual, deputado federal e ex-vice-governador do Rio Grande do Norte.
Foco nas eleições de 2026
O MDB segue avançando na formação de uma nominata competitiva para deputado estadual, apostando em nomes com experiência, representatividade e presença regional. A estratégia busca fortalecer o partido e ampliar sua participação no cenário político estadual nas eleições de 2026.

Gestão Allyson Bezerra gasta mais com empresas terceirizadas da Saúde do que com pagamento de servidores efetivos
O fechamento das contas da Saúde em Mossoró no 3º quadrimestre de 2025 revela um cenário de forte dependência da iniciativa privada para a prestação de serviços públicos. Uma análise detalhada do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) mostra que o montante pago a empresas (Pessoas Jurídicas) ultrapassou significativamente os gastos com o funcionalismo público efetivo.
De acordo com os dados do SIOPS, a soma dos vencimentos e vantagens fixas do pessoal civil (servidores de carreira) totalizou R$ 132,9 milhões ao final do período, somando recursos próprios e transferências federais/estaduais.
No entanto, as despesas com Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica atingiram a marca de R$ 178,1 milhões. A diferença percentual é de 34,00%, evidenciando que, para cada R$ 1,00 gasto com o salário do servidor da casa, o município destinou R$ 1,34 para o pagamento de contratos com empresas terceirizadas.
O Peso dos Recursos Vinculados
A disparidade é ainda mais acentuada quando se observa o destino das verbas enviadas pelo SUS (Governo Federal e Estado).
- Serviços de Terceiros (PJ): Consumiram R$ 113,3 milhões dos recursos vinculados.
- Folha de Pagamento (Efetivos): Recebeu R$ 56,1 milhões da mesma fonte.
Neste recorte, o gasto com terceirização via PJ chega a ser mais do que o dobro do valor aplicado no pessoal civil fixo.

Já no recorte das receitas próprias o quadro é mais equilibrado com 76.800.083,07 com efetivos e terceirizados com R$ 64.772.319,95 com terceirizados.

Radiografia das Despesas com pessoal no total:
| Categoria | Valor Total (R$) | % de Impacto |
| Terceirização (PJ) | 178.106.555,63 | Liderança nos gastos |
| Pessoal Efetivo (Fixo) | 132.912.454,30 | Base operacional |
| Sentenças Judiciais | 34.747.244,48 | Judicialização da saúde |
Além dos contratos com empresas, o relatório destaca um custo elevado com Sentenças Judiciais, que somaram mais de R$ 34,7 milhões entre recursos próprios e vinculados, indicando uma pressão contínua do Judiciário sobre o orçamento municipal.
Cumprimento do Limite Constitucional
Apesar da concentração de gastos em contratos externos, o município mantém a saúde financeira dentro das exigências legais. Mossoró aplicou 25,97% de suas receitas próprias em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), valor bem acima do mínimo constitucional de 15%.
O relatório é assinado pelo contador Aldair Leite e reflete o balanço consolidado até dezembro de 2025.
A deputada estadual Isolda Dantas consolida seu protagonismo como a única representante com base política em Mossoró na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Além disso, a parlamentar se destaca como a que mais destinou emendas para o município nos últimos anos, somando mais de R$ 3,5 milhões em investimentos.
Os recursos contemplam áreas essenciais como saúde, educação, cultura, agricultura, assistência social e infraestrutura, beneficiando tanto moradores da zona urbana quanto da zona rural.
Entre as principais bandeiras do mandato está a atuação decisiva na defesa do Hospital da Mulher de Mossoró. A deputada teve papel importante na mobilização que evitou o fechamento da unidade e contribuiu para sua consolidação como referência regional, atendendo mulheres de mais de 60 municípios do Oeste potiguar.
Na área de infraestrutura, Isolda liderou mobilização popular que garantiu a inclusão da duplicação da BR-304 nas prioridades do orçamento participativo do Governo Federal, retomado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A obra é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e a mobilidade do estado.
O mandato também teve atuação relevante na educação, assegurando a instalação de uma unidade do IERN no bairro Santo Antônio, ampliando o acesso à formação profissional para jovens mossoroenses.
No esporte, a parlamentar viabilizou, por meio de emendas, o custeio do projeto técnico do novo estádio da cidade — etapa fundamental para a futura construção do equipamento.
As ações ainda incluem investimentos em políticas públicas como castramóvel, construção de passarelas, perfuração de poços, instalação de dessalinizadores e apoio à agricultura familiar, além de iniciativas voltadas para mulheres, idosos e crianças.
“O compromisso com Mossoró e com o povo da nossa região sempre foram prioridades do nosso mandato. Seguimos trabalhando para garantir investimentos, defender direitos e trazer melhorias concretas para a cidade”, afirmou a deputada.
Morreu na manhã desta terça-feira, 17/3, o professor Carlos Alberto Filgueira, o Carlinhos Filgueira.
Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), onde lecionou no curso de Pedagogia durante décadas, Carlinhos Filgueira deixa um legado importante para a educação do Estado.
Carlinhos, além de ex-presidente (entre 1999/2001), foi vice e diretor diversas vezes da Associação dos Docentes da UERN (ADUERN). Ele também dirigiu, nos anos 80, a AFFURN, hoje SINTAUERN, sendo assim uma das figuras mais emblemáticas do movimento sindical na UERN.
A ADUERN manifestou pesar pela perda. “A ADUERN, em nome de seus associados e associadas, lamenta o falecimento de Carlinhos e reforça que sua história jamais será esquecida. Temos absoluta certeza que seu trabalho na UERN e sua luta em defesa do sindicato permanecerão vivos na memória de todos”.
Conselho Municipal de Saúde de Mossoró vota hoje prestação de contas que inclui pagamentos à Dismed
O Conselho Municipal de Saúde de Mossoró (CMS) se reúne hoje para votar a prestação de contas da saúde da gestão Allyson Bezerra (União Brasil) do terceiro quadrimestre de 2025. A reunião será às 14h desta segunda-feira, no auditório do Centro Administrativo da Cidadania.
Além de constarem nos números dados sobre usos dos recursos do setor, os valores incluem os pagamentos feitos pela gestão municipal à Dismed, empresa que segundo a Polícia Federal, foi utilizada por um esquema criminoso para roubar dinheiro da saúde de Mossoró.
Há conselheiros que construíram parecer pela desaprovação das contas diante dos absurdos. “Há muitos gastos que não se justificam”, revelou ao Boca da Noite, um conselheiro.
De acordo com esse membro do colegiado, a gestão Allyson Bezerra está pressionando para aprovar as contas em bloco, sem que haja tempo para análise pormenorizada dos números. “Temos informações e questões que necessitam de pelo menos uma semana para estudo e análise”, destaca o conselheiro.
Segundo ele, aprovar as contas nas condições que estão é minimizar o papel do conselho enquanto instrumento de controle social. “Há muita coisa com indícios de irregularidades”, finaliza.
Banco do Nordeste Cultural e Poema comemoram Dia Nacional da Poesia em Mossoró
Neste sábado, 14, o Brasil celebra o Dia Nacional da Poesia. No Rio Grande do Norte, destaque para a programação do Banco do Nordeste Cultural em parceria com a Poema – Poetas e Prosadores de Mossoró, que ocupará o Memorial da Resistência, no Corredor Cultural da Av. Rio Branco, com um recital de poesias aberto a todos os participantes e shows musicais.
Há quase 30 anos, a Poema trabalha para manter viva a arte literária que, talvez, expresse com mais propriedade as emoções, sentimentos e reflexões humanas. Criativa, subjetiva e metafórica, utilizando a linguagem de forma estética, com múltiplos sentidos, a poesia permeia o cotidiano de todos e, mais ainda, dos que fazem a cultura.
“Desde 1997, celebramos o Dia Nacional da Poesia em Mossoró. É algo que já se tornou tradição. Em alguns anos com mais força, outros nem tanto, mas estamos aqui, resistindo e enaltecendo mais uma vez a arte dos nossos poetas”, diz Caio César Muniz, um dos fundadores da Poema.
O poeta mossoroense fará intervenções e convidará versejadores presentes a também recitarem suas produções. Um varal de poesias estará disponível no local para incentivar e inspirar novos poetas a escrever, compartilhar e expor seus poemas na hora. Além disso, haverá a distribuição do tradicional Encarte Poético, produzido pela Poema com o apoio da Fundação José Augusto e Secretaria Estadual de Cultura.
O recital aberto, aos poetas e ao público, ganha
o recheio da musicalidade de Genildo e Geová Costa, da vizinha cidade de Grossos. A atividade cultural no Memorial da Resistência começa às 17h.
Um real desviado da Saúde faz uma diferença gigante. É um comprimido que vai faltar. Um soro faltando. Milhões desviados se configuram em sentença de morte.
É o dinheiro do balão de oxigênio. Das cirurgias ginecológicas, dos medicamentos para tratamento de média e alta complexidade. Do salário dos médicos concursados.
Apesar disso, João Maia, deputado federal potiguar pelo Progressistas, acha que é normal que roubem o dinheiro da saúde.
João Maia tripudia na cara dos mais humildes quando diz que uma investigação que apura desvio de milhões na gestão Allyson Bezerra (União Brasil) é insignificante.
João Maia normaliza a roubalheira pra defender seu candidato a governador.
João Maia ignora a dor e o sofrimento de quem precisa de atendimento nas UBS’s de Mossoró, onde falta quase tudo, pra defender o patrão da esposa.
Alguém precisa dizer a João Maia que é estupidez defender o indefensável. Que é imoral trocar a dignidade por conveniência política. Que é desumano esconder o roubo de quem deixa pessoas morrer por falta de medicamentos, exames e médicos para atender aos doentes.
João Maia deveria pedir desculpas públicas à população por ter dito um disparate tão grande. E até se retratar com a Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU), que pegaram a gestão Allyson Bezerra roubando o dinheiro da saúde. Insignificante é quem passa pano pra algo tão grave, João Maia!!!!


