Terceirização
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Parnamirim que se abstenha de firmar contratos ou acordos que objetivem terceirizar atividades-fim relacionadas à verificação de distorções em repasses de rendas e tributos de outros entes federativos. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (27) e se baseia nos processos administrativos n. 6.136/2022 e n. 18.696/2023, que tratam diretamente dessa questão.
De acordo com processos administrativos analisados pelo MPRN, o Município de Parnamirim buscou ajustar um contrato de risco com a empresa Valorem – Projetos, Estratégia e Gestão LTDA para recuperar receitas de ICMS e IPVA do Estado, sem licitação conforme a Lei 8.666/93. O primeiro processo foi iniciado pela própria Valorem, enfrentando pareceres jurídicos contrários da Procuradoria Municipal. O segundo processo, aberto de maneira suspeita e contrária ao parecer anterior da Procuradoria, levanta questionamentos sobre a gestão municipal.
O Ministério Público apontou na recomendação que o município possui estrutura adequada com 13 auditores fiscais na Secretaria de Tributação e 16 servidores na Secretaria de Planejamento e Finanças capazes de realizar a atividade de recuperação de receitas. A contratação da Valorem para essa finalidade é vista como terceirização de atividade-fim, contrária à legalidade e à capacidade administrativa municipal.
Além disso, o MPRN reforçou que a Administração Pública não pode celebrar contratos de risco, exceto em situações específicas sem desembolso de recursos, como honorários de sucumbência em processos judiciais.
Presidente do Sinmed denuncia terceirizações na gestão Allyson Bezerra: “enriquecem empresários e exploram médicos”
A terceirização dos serviços de Saúde em Mossoró tem se constituído num programa grave para os médicos e para os usuários. A avaliação é feita pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN) que tem procurado a gestão Allyson Bezerra (União Brasil) para que sejam adotadas medidas que minimizem esses problemas.
“Estevimos na cidade de Mossoró para reunião com os médicos do município e a secretária municipal de saúde, Dra. Morgana Dantas. Salários aviltantes, que desestimulam concurso público e favorecem terceirizações milionárias por empresas que lucram com a exploração dos trabalhadores médicos, é o usual na prefeitura de Mossoró”, denuncia Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed/RN.
Segundo ele, o Sindicato discutiu com a secretária a montagem de uma comissão entre a gestão e o sindicato para que seja construída uma carreira que dê dignidade aos médicos do município.
“Para se ter uma ideia dos absurdos, o salário de um médico de ambulatório, 20 horas semanais, recebe bruto o valor de R$ 2.200. Um médico de família recebe R$ 8.000, enquanto um estagiário do programa mais médicos recebe de bolsa e benefícios R$ 14 mil e um médico terceirizado pode ter um custo de R$ 20 mil, isso pago pela prefeitura, mas que não conseguimos saber quanto chega ao médico”, explica.
“Os médicos reclamam que a situação persiste porque o município tem interesse nas terceirizações, que exploram os médicos e enriquecem empresários”, frisa.
Geraldo Ferreira relata que ficou acertado entre o sindicato e a secretária que uma comissão desenvolverá propostas que possam levar a uma valorização do trabalho médico através de salário digno e uma carreira que atraia médicos para o serviço público municipal.
Veja a denúncia do Sinmed/RN feita em suas redes sociais
A Justiça potiguar acatou pedidos formulados pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e determinou a suspensão de contratações de profissionais da saúde na cidade de Arez. A decisão é da 2ª Vara de Nísia Floresta após o MPRN ajuizar uma Ação Civil Pública de Obrigação de Fazer com Tutela de Urgência.
Em sua atuação, o MPRN questiona a legalidade de contratos entre a Prefeitura de Arez e uma empresa que fornece mão de obra terceirizada de profissionais da saúde. A contratação tem como objetivo criar uma aparência de legalidade. Além disso, a contratação terceirizada era uma forma de driblar limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em sua decisão, a Justiça determinou a suspensão imediata de novas contratações com a empresa ou qualquer outra pessoa jurídica para a intermediação de mão de obra na área da saúde. A medida visa garantir que as contratações estejam em conformidade com a legislação, especialmente no que diz respeito à realização de concursos públicos para cargos permanentes.
Essa determinação visa assegurar a legalidade e a transparência nas contratações realizadas pela administração pública municipal, contribuindo para a eficácia e regularidade dos serviços de saúde oferecidos à população de Arez. A decisão aguarda o cumprimento pelas partes envolvidas, e deve perdurar enquanto transcorrer o processo.

