O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, e sua esposa viajaram para uma festa em Maceió a bordo de um voo privado custeado por uma advogada ligada ao Banco Master. A informação trouxe repercussão no meio político e jurídico.
A aeronave que decolou de Brasília, em novembro, é administrada por uma empresa responsável por gerir bens do empresário Daniel Vorcaro. O deslocamento teria sido organizado para participação em um aniversário realizado na capital alagoana.
Procurado, o ministro afirmou que viajou a convite da advogada para a comemoração e que ela foi responsável pela logística do voo. Segundo a declaração, não houve solicitação direta por parte dele para a disponibilização da aeronave.
O episódio reacende debates sobre transparência, conflitos de interesse e a relação entre autoridades públicas e agentes privados, especialmente quando envolve integrantes do Judiciário e pessoas com atuação em instituições financeiras.
A viagem passou a ser analisada sob o prisma ético, embora ainda não haja indicação formal de irregularidade. O caso, no entanto, amplia a discussão sobre critérios de aceitação de convites e custeio de deslocamentos por autoridades públicas.


