O prefeito de Mossoró, Marcos Bezerra (Republicanos) começou a dar demonstrações públicas de que vai seguir o mesmo modelo de gestão e de política do seu antecessor no cargo, o ex-prefeito Allyson Bzerra (União Brasil).
Alçado ao cargo na última sexta-feira, Marcos fez a primeira alteração na equipe de auxiliares. Na realidade, uma mudança de “faz-de-conta”, como as muitas que Allyson fez ao longo dos pouco mais de 5 anos em que foi de fato e de direito prefeito da cidade.
Ontem, o Diário Oficial do Municipal (DOM) trouxe a nomeação do ex-vereador Francisco Carlos para a Secretaria Municipal da Assistência Social. Não é uma alteração de fato porque é apenas uma troca entre pessoas que já estavam no governo municipal. Além das alterações na Secretaria da Assistência Social, Marcos também fez outras trocas, apenas mudando os nomes dos ocupantes de determinados cargos.
O próprio Francisco Carlos, por exemplo, já havia integrado a gestão municipal. Ele foi nomeado secretário-adjunto da Assistência Social em outubro do ano passado, cargo que deixou agora para assumir a titularidade da pasta. Ele substitui a Shirley Targino. A ex-prefeita de Messias Targino, que respondia pela Assistência Social, deixou a secretaria para ser candidata nas eleições deste ano.
Francisco Carlos estava meio escanteado pela gestão. A última menção feita ao ex-vereador nos últimos meses foi relacionada apenas ao fato de ser irmão de um dos investigados na Operação Mederi, e pela qual a Polícia Federal descobriu um roubo milionário de dinheiro da Saúde de Mossoró.
A mudança operada por Marcos Bezerra (operador do esquema de desvios de verba da Saúde, segundo a PF), traz outra coincidência entre o atual prefeito e o ex-prefeito. A Secretaria Municipal da Assistência Social foi a pasta mais utilizada por Allyson Bezerra para fazer as acomodações políticas relacionadas ao seu projeto de poder. Até agora, essa secretaria já teve quase uma dezena de titulares. Na prática, Marcos age como se Allyson aonda fosse o prefeito.


