A chegada de Lionel Messi ao Inter Miami CF, em 2023, não apenas mudou o futebol nos Estados Unidos — ela redefiniu a economia de Miami.
Quando o craque argentino desembarcou na Flórida, o clube era o último colocado da Major League Soccer e estava avaliado em cerca de US$ 585 milhões. Menos de três anos depois, o cenário é outro: o Inter Miami passou a valer aproximadamente US$ 1,45 bilhão e registra receitas superiores a US$ 200 milhões por ano.
Mesmo com um salário estimado entre US$ 70 e 80 milhões por temporada, Messi se mostra um investimento altamente rentável — dentro e fora de campo.
Mas o chamado “efeito Messi” vai muito além do clube. A presença do astro tem gerado impactos diretos na economia local. A taxa de ocupação dos hotéis em Miami chegou a 74%, enquanto bares e restaurantes próximos aos jogos passaram a faturar até três vezes mais em dias de partida.
O mercado imobiliário também foi impulsionado. Corretores apontam Messi como um dos fatores que atraíram investidores internacionais, que hoje representam cerca de 50% das compras de novos empreendimentos no sul da Flórida.
O impacto foi tão significativo que grandes instituições e organizações globais passaram a se instalar na cidade. A FIFA abriu um escritório em Miami, o FC Barcelona transferiu sua sede comercial de Nova York para a cidade, e a Associação do Futebol Argentino inaugurou um centro de treinamento na região.
Como símbolo desse crescimento, o Inter Miami inaugurou recentemente o Nu Stadium, com capacidade para mais de 26 mil pessoas. O estádio é o coração do projeto Miami Freedom Park, um complexo avaliado em US$ 1 bilhão, que inclui hotéis, escritórios e centros comerciais.
Mais do que gols e títulos, Messi se consolidou como um verdadeiro motor econômico. Não à toa, em 2018, o jogador foi nomeado embaixador da ONU para o turismo responsável — um título que, ao que tudo indica, ele continua honrando em campo e fora dele.



