O senador Styvenson Valentim (PSDB) parece querer entrar para o anedotário político potiguar como a pior espécime que já figurou nesse habitat. Eleito com discurso de moralidade, retidão e correção, Styvenson vem sofrendo transformações que somente a abjeta sede por poder é capaz de explicar. Nunca de justificar.
Hoje, o parlamentar é um escroque de si mesmo. Esqueceu princípios (se é que os teve), abandonou a moralidade (se é que algum dia caminharam juntos) e faz pior do que aqueles que um dia criticou. Até mesmo práticas imorais e ilegais, como o nepotismo, são hoje vistas como bacanas pelo senador. Claro, desde que lhe beneficie. Styvenson colocou a irmã como sua suplente. Mandou as favas que um dia pensou que ele seria diferente. Que a honestidade que pregava acompanharia as ações que realizava.
Pelo que dizia antes e pelo que faz agora, Styvenson Valentim não pode reclamar se o chamarem de vigarista, golpista ou fraudador. Mudar o discurso porque o beneficia é típico de súcias (para usar um termo suave).
Mas a metamorfose eventual do senador não é só uma artimanha política. É um escárnio com o seu eleitor. É uma cusparada na cara dos que acreditaram que combate à corrupção ou perseguição a desonestos seriam suas bandeiras de lutas. O que Styvenson tem feito mesmo é lutar por si mesmo. E pela própria família. Escarrada no rosto de quem votou nele. É de revirar o estômago. De causar náuseas. Prática fétida. Perfídia vergonhosa.

