O Rio Grande do Norte está tomado por legiões de entrevistadores de institutos de pesquisa. São empresas que buscam construir os mais diferentes cenários eleitorais “ao gosto do freguês”. O primeiro turno das eleições mostrou que na maioria das vezes o desejo do contratante não foi confirmada pela vontade do eleitor.
Agora, parece que alguns institutos estão ainda “mais afoitos”. O esforço, segundo as evidências estão apontando, é para que os números não decepcionem quem está pagando.
Uma denúncia recorrente em Mossoró, por exemplo, dá conta de que “entrevistadores” estariam fazendo verdadeiro assédio eleitoral. A coisa estaria funcionando da seguinte forma: os escrutinadores respondem o nome do candidato de sua preferência. Se a resposta não for aquela que o instituto espera, os entrevistadores estariam insistindo para que o entrevistado dê a resposta que ele precisa botar na prancheta.
Há relatos inclusive de que fotos e vídeos das casas dos eleitores que não dão a “resposta esperada” estariam sendo feitos.
Segundo a vereadora Marleide Cunha (PT), essas pessoas estariam a serviço do ex-prefeito Allyson Bezerra (PT). Pela gravidade, o caso deverá ser levado ao conhecimento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

