O ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) construiu sua candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte a partir das suas gestões e com o apoio da prefeitura de Mossoró. Apoio explícito, como de secretários municipais que declararam apoio público e foram às ruas pedir voto, e oculto, de muita gente que foi “empregada” no município por causa do processo eleitoral.
Com o insucesso do projeto político de Allyson, as estratégias e ações estão sendo revistas. Algumas, por rearranjo político. Outras, por necessidade. E até por impossibilidade de continuação. Nesse campo, rever o peso do projeto na folha salarial da prefeitura de Mossoró. Por isso, o núcleo político e o setor financeiro da atual gestão já fazem as contas de quantas pessoas serão demitidas. Os mais pessimistas falam em cerca de mil demissões, incluindo comissionados e empregados em empresas terceirizadas que prestam serviços à gestão municipal.
A certeza entre os integrantes do governo é que o cabide não suporta mais tanta gente. Além disso, há muitas pessoas que vieram para a folha oriundas de outras cidades com a promessa de que após as eleições estaduais, seriam transferidas para cargos na estrutura do Governo do Estado.
Além do insucesso eleitoral, as demissões são pressionadas pela situação financeira da prefeitura de Mossoró. Os parcelamentos de débitos, como o do Previ, por exemplo, e as parcelas de empréstimos, pressionam. No primeiro caso, são mais de R$ 3 milhões em atraso. Além disso, a partir do próximo ano, e até 2033, a prefeitura terá que arcar com pagamento de cerca de R$ 100 milhões/ano, em parcelas e empréstimos e amortizações.

