A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) se prepara, mais uma vez, para receber expositores, editoras, autores, estudantes e amantes da literatura durante a Feira do Livro de Mossoró.
O lançamento oficial acontecerá no dia 25 de junho, às 9h, na Sala Multiuso da Biblioteca, no Campus da Uern em Mossoró. “A Uern está de portas abertas para receber esse evento maravilhoso, que fomenta a cultura e a educação”, declarou a reitora Cicília Maia.
Com o chamado “Alerta: os livros estão voltando a invadir Mossoró”, a cerimônia reunirá diretores de escolas, escritores, expositores, autoridades, parceiros e profissionais da educação, consolidando o compromisso da Feira com a promoção da leitura, o fortalecimento da cultura local e o estímulo à formação de novos leitores.
Ugmar Nogueira
Ugmar Nogueira
Radialista desde de 1999 com DRT N° 1597 – SRTE/RN – Formado em Saneamento Ambiental e Estudante de Direito. Defensor da boa política, conhecido pela coerência de minhas ações em defesa do cidadão e da democracia.
A Voltalia, responsável pela instalação e funcionamento do parque eólico de Serra do Mel, se manifestou sobre a ação de produtores daquele município em que eles questionam sobre o empreendimento.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Voltalia negou que aja qualquer ação fraudulenta no processo que culminou com a implantação do referido parque, conforme acusou as entidades que representam os produtores, e que motivou matéria do Boca da Noite, a partir de manifestação do Ministério Público.
De acordo com a Voltalia, “ o que consta no parecer é um questionamento ao modelo de licenciamento utilizado, com a recomendação de elaboração complementar de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), mas sem menção à ocorrência de fraude durante os processos de licenciamento. Veja, na íntegra, a nota enviada pela Voltalia:
“A manifestação do Ministério Público do RN em nenhum momento afirma ou reconhece que houve fraude nos processos de licenciamento de projetos eólicos localizados em Serra do Mel. O que consta no parecer é um questionamento ao modelo de licenciamento utilizado, com a recomendação de elaboração complementar de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), mas sem menção à ocorrência de fraude durante os processos de licenciamento.
Entendemos que o termo “fraude” foi utilizado em uma nota conjunta de entidades sindicais (Fetarn, SAR e CUT), replicada na íntegra na reportagem. No entanto, no título e no terceiro parágrafo da matéria atribuem ao MP-RN uma afirmação que não consta no documento oficial. Por isso, pedimos a gentileza de revisar e ajustar esses trechos para evitar interpretações equivocadas por parte dos leitores”.
A Voltalia também se manifestou sobre o processo movido pelos produtores. Segue abaixo nota da empresa sobre o episódio:
“Sobre o referido processo judicial, a Voltalia declara não ter sido oficialmente notificada. A empresa reforça que cumpre rigorosamente a legislação brasileira e adota as melhores práticas do setor, com um processo de construção contratual coletivo, participativo e transparente, além de um compromisso contínuo com o desenvolvimento social das comunidades nas áreas de atuação de seus projetos”.
Policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) de Mossoró prenderam em flagrante, na segunda-feira (16), dois homens, de 40 e 45 anos, pela suspeita da prática do crime de furto qualificado, ocorrido no município de Mossoró.
De acordo com as investigações, os suspeitos estariam subtraindo materiais de construção de uma metalúrgica localizada às margens da BR-304, no Distrito Industrial de Mossoró. Após o recebimento de uma denúncia anônima, os policiais realizaram diligências e flagraram os dois homens em plena execução do crime, ainda com parte dos materiais em mãos. Durante a ação, a equipe identificou que o restante dos itens furtados havia sido levado para a residência de um dos suspeitos, onde foi localizado e recuperado.
Segundo o representante da empresa vítima, o prejuízo causado pela ação criminosa ultrapassa R$ 30 mil.
Os dois homens foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhados à Cadeia Pública de Mossoró, onde permanecem à disposição da Justiça.
Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS.
Caern realiza atualização cadastral no Alto de São Manoel (Mossoró) e Frutilândia (Assú), em 19 e 20/6, respectivamente
A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) realiza serviço de atualização cadastral no bairro Alto de São Manoel, em Mossoró, nesta quinta-feira (19) – Feriado Nacional de Corpus Christi, e na sexta-feira (20), no bairro Frutilândia, em Assú. A Gerência Comercial da Caern para o Interior reforça aos moradores dessas áreas que os cadastradores da empresa Tecqua, responsável pelo trabalho, estarão fardados e identificados com crachá em veículo a serviço da Companhia.
De 27 de maio, quando começou o trabalho, até 17 de junho, Já foram mais de 7237 imóveis com os dados cadastrais atualizados pela Companhia desde 27 de maio, sendo 3576 em Mossoró, 2595 em Parnamirim e 1066 na cidade de Assú. Na próxima segunda-feira (23), as equipes continuam com a atualização nessas cidades.
A atualização permite o acesso aos canais virtuais da Companhia, além de representar avanço tecnológico e de gestão para o sistema de abastecimento de água nos municípios potiguares. A coleta e a organização das informações permitirão identificar irregularidades, reduzir perdas por fraudes ou falhas técnicas e oferecer um serviço mais eficiente à população.
COMO RECONHECER O CADASTRADOR?
A Tecqua deve realizar o trabalho em 12 meses. Os cadastradores estão com roupa azul, logotipo da Tecqua, inscrição a serviço da Caern na camisa na frente e nas costas, crachá, bolsa lateral preta com o nome da empresa e carros identificados também com a logo.
Caso o cliente tiver alguma dúvida, pode entrar em contato com o teleatendimento 115. O cadastro do imóvel é feito com uso de tablets e os cadastradores trabalham em expediente das 8h às 17 horas, atualizando os dados dos imóveis e proprietários.
São atualizados dados como RG, CPF, e-mail, telefone e imóveis com confirmação de dados do hidrômetro e categorias. Não é necessário entrar no imóvel, somente nos casos em que o medidor de água esteja no interior da edificação.
Fonte e Imagens: CAERN

Junho já mostrou ser um mês de grandes oportunidades e diversas vagas em concurso nível médio já está abertas!
Pensando especialmente no concurseiro que possui o nível médio de formação, o Direção Concursos realizou um levantamento de certames de nível médio abertos neste mês junho de 2025.
São 2.745 vagas abertas e salários iniciais de até R$ 15.128,26!
Confira, nesta matéria, 10 editais de nível médio abertos e aproveite uma ótima oportunidade!
Navegue pelo índice
- Concurso Nível Médio – Editais abertos
- Tribunal e Contas da União (TCU)
- Tribunal de Justiça do Paraná
- CFMV – concurso nível médio
- Crefito 1 – concurso nível médio
- Ministério Público do Rio Grande do Sul
- Universidade Federal Fluminense
- Bombeiros RJ – concurso nível médio
- Grupo Hospitalar Conceição (RS)
- SEE MG – concurso nível médio
- IFSertãoPE – concurso nível médio
Mais informações acesse https://www.direcaoconcursos.com.br/
O vereador Cabo Deyvison (MDB) apresentou, na sessão ordinária de terça-feira, 17/6, um Projeto de Lei que determina o compromisso de matrícula de filhos e dependentes de agentes públicos de Mossoró na rede pública municipal de ensino. A proposta, segundo o parlamentar, visa fortalecer o compromisso dos gestores com a qualidade da educação ofertada no município.
“Meus filhos vão ser matriculados na escola pública. O compromisso que vocês, agentes públicos, também precisam assumir é colocar seus filhos nas escolas municipais”, defendeu. A medida, conforme explicou, se estende a vereadores, secretários e ao prefeito.
Durante seu pronunciamento, Cabo Deyvison também cobrou melhorias na estrutura da educação municipal. Falou da ausência de auxiliares em sala de aula, especialmente para acompanhar alunos autistas, e a falta de professores em algumas escolas. “A Escola Celina Guimarães está há dois meses sem professor de Português. Como garantir o aprendizado nessas condições?”, questionou.
O vereador ainda relatou problemas na infraestrutura do bairro Alto do Sumaré. Segundo ele, a situação das ruas é crítica, e o secretário de Infraestrutura, Rodrigo Lima, teria informado que nenhuma empresa se dispôs a assumir o contrato de manutenção. “É inadmissível que os moradores fiquem à mercê desse impasse”, afirmou.
Na área da saúde, Cabo Deyvison relatou a falta de equipamentos básicos na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Barrocas, como bisturi e iluminação adequada em salas de atendimento. Também destacou que o posto de saúde da comunidade dos Paredões está sem funcionar há 20 dias. Apesar das críticas, o parlamentar elogiou o secretário municipal de Saúde, Almir Mariano, pela abertura ao diálogo e esforço em resolver os problemas enfrentados pela população.
MP ingressa com ADIN contra lei municipal de Mossoró que exclui menção ao Conselho de Cultura na gestão da Secretaria de Cultura
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) na Justiça para obter a declaração de inconstitucionalidade de parte da Lei Complementar Municipal nº 218/2025, de Mossoró. O trecho impugnado da lei omitiu a necessária participação do Conselho Municipal de Cultura na criação, debate e deliberação das políticas culturais da cidade.
Para o MPRN, tal alteração legislativa contraria a moldura de gestão cultural prevista nas Constituições Federal e Estadual, pautada na participação popular e no controle social.
O MPRN argumenta que, ao subtrair a previsão da função essencial do Conselho Municipal de Cultura no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura, a norma pode ser interpretada como uma espécie de ruptura com os sistemas estadual e federal de cultura – o que viola o princípio constitucional segundo o qual as decisões na gestão cultural devem ser tomadas de forma democrática, com participação e controle social.
A ação também aponta que o direito de o Conselho Municipal de Cultura funcionar como um espaço democrático e participativo já estava garantido aos cidadãos de Mossoró há mais de dez anos por meio da Lei Complementar Municipal n.082/2013 – de maneira que retirar ou enfraquecer tal prerrogativa democrática configura um retrocesso social, algo rechaçado pela Constituição do Rio Grande do Norte e pela Constituição Federal.
O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um homem por ameaças, calúnias e injúrias contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O morador de Mossoró (RN) gravou e postou, no aplicativo de mensagens WhatsApp, em agosto de 2022, um vídeo repleto de palavrões, denúncias infundadas e ameaças de morte ao magistrado. Na época dos fatos, o vídeo repercutiu em outras redes sociais, como o Youtube, e em veículos de imprensa.
O próprio réu confessou, em depoimento à Justiça Federal, que gravou e divulgou o vídeo em um grupo de WhatsApp, admitindo o teor das declarações, mas alegou que teriam sido uma espécie de “brincadeira”. A alegação não foi acatada pela Justiça, que considerou o discurso “agressivo e criminoso”. Além de ameaças de morte por explosão de bomba, o acusado fez várias ofensas ao ministro, como falsas acusações de crimes (calúnia) e agressões verbais contra a sua dignidade (injúria).
De acordo com a sentença da 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, “o teor das mensagens é inequivocamente ameaçador, calunioso e injurioso. As ameaças de morte e execução são diretas e graves”.
Condenação – Como os crimes ocorreram de forma continuada, em um mesmo vídeo, foi aplicada a pena referente ao crime mais grave, no caso a calúnia, aumentada por agravantes. O réu foi condenado a dois anos, quatro meses e 24 dias de prisão, em regime aberto, além de multa. Ainda cabe recurso da decisão.
Ação Penal nº 0800787-94.2024.4.05.8401
Polícia Civil do RN bloqueia cerca de R$ 7 milhões em ação contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas
Policiais civis da Delegacia Especializada na Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), unidade integrante do Departamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD), deflagraram, na manhã desta terça-feira (17), a “Operação Primavera”, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de drogas. A investigação aponta a utilização de familiares e pessoas de confiança para aquisição de imóveis, veículos e movimentações financeiras atípicas com o intuito de ocultar a origem ilícita dos recursos.
O inquérito policial foi instaurado a partir de informações compartilhadas pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Natal (DEFUR/Natal). Durante as apurações, foi identificado um dos investigados com histórico criminal por tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de arma de fogo nos estados de Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa com atuação interestadual e teria adquirido bens de alto valor em nome de terceiros, configurando o uso de “laranjas”.
A operação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 7 milhões em contas bancárias dos investigados, no sequestro de dois imóveis de luxo localizados em áreas nobres de Natal/RN, na indisponibilidade de dois sítios situados no município de Tupanatinga/PE, além da indisponibilidade de veículos de médio e alto padrão, incluindo caminhonete e motocicletas. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram localizados documentos e objetos relacionados às práticas investigadas.
A ação também revelou que o grupo utilizava operações fracionadas de saques e transferências, aquisição de bens com dinheiro em espécie e ocultação patrimonial mediante testas de ferro. As diligências ocorreram nos municípios de Natal/RN, Arapiraca/AL, Aracaju/SE e Tupanatinga/PE, refletindo a amplitude da atuação do grupo criminoso e o alcance interestadual da investigação.
A operação contou com o apoio do 1º Núcleo de Investigação Qualificada da Polícia Civil (1º NIQ), da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), da DEFUR, da DEICOR, de outras unidades da DECCOR-LD, além das Polícias Civis de Alagoas (PCAL), por meio do DINPOL e da CORE, de Pernambuco (PCPE) e de Sergipe (PCSE), reforçando a atuação integrada entre os setores especializados e as instituições coirmãs.
O nome “primavera” decorreu do fato do investigado principal, sua companheira e todos os laranjas serem originários do bairro Primavera, no município de Arapiraca, em Alagoas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reitera seu compromisso no enfrentamento ao crime organizado, ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, e destaca a importância da colaboração da população, que pode repassar informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS.
Desde a noite da última quinta-feira (12), no horário de Brasília, os bombardeios de Israel a centrais nucleares, instalações militares e cidades iranianas ressuscitaram o medo de uma nova guerra no Oriente Médio. Em meio às reações do Irã, que retaliou os bombardeios, o receio de uma escalada que pode terminar em uso de armas nucleares que pode se alastrar para outras regiões.

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as origens do conflito entre Israel e Irã estão na disputa pela ampliação das esferas de influência no Oriente Médio. De um lado, um país cercado de inimigos que tem colonizado territórios de palestinos e é acusado de cometer genocídio na Faixa de Gaza. De outro, um país muçulmano xiita que passou décadas financiando grupos contrários ao Estado israelense.
O professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG) Ronaldo Carmona ressalta que Israel encontrou uma janela de oportunidades para debilitar o Irã, mesmo com dificuldades internas no governo de Benjamin Netanyahu. Ele ressalta que o país tem um projeto expansionista no Oriente Médio.
“O que a gente pode concluir dessa situação toda é que exatamente o Netanyahu está observando essa janela de oportunidades para realizar o seu projeto do Grande Israel, ou seja, de uma expansão territorial de Israel e de enfraquecimento dos seus adversários em todo o Oriente Médio. Ele está levando a cabo esse projeto, ainda que numa situação política precária”, explica Carmona.
Eixo de resistência
Em relação ao Irã, o professor relembra que o país comanda há décadas o eixo de resistência islâmica a Israel e que está enfraquecido após uma sucessão de golpes nos últimos anos, a maior parte patrocinado por Israel. “O eixo de resistência é exatamente esse conjunto de forças islâmicas aliadas, lideradas por Teerã, que inclui, o Hamas, o Hezbollah, os houthis no Iêmen, milícias iraquianas e incluía o antigo governo sírio de Bashar al-Assad. Isso perdurou por décadas”, ressalta.
“A destruição da capacidade do Hezbollah no sul do Líbano e, posteriormente, em combinação com a Turquia um movimento que derrubou o governo de Assad na Síria. No meio de tudo isso, trocas de tiros e de bombas entre Israel e Irã duas vezes antes do conflito atual e o acidente de helicóptero bastante atípico que matou o presidente iraniano em 2024. Tudo isso criou uma janela de oportunidades para Netanyahu agir enquanto está enfraquecido internamente”, acrescenta.
Capacidade nuclear
No pretexto do conflito atual, está o programa nuclear iraniano e a resolução aprovada na quinta-feira (12) pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo o texto aprovado, o Irã não cumpriu com suas obrigações de salvaguardas que permitem à agência inspecionar as instalações para garantir que não estão sendo desenvolvidas armas atômicas.
Conforme o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, o Irã estaria enriquecendo urânio a 60% e teria um estoque de 400 quilos de urânio enriquecido. A resolução foi aprovada por uma margem apertada, com 19 dos 35 países votando a favor.
Um dia depois, na sexta-feira (13), Israel atacou o país persa danificando instalações nucleares e fábricas de armamentos, matando altos militares e cientistas do país. O Irã prometeu retaliar Israel, agravando a crise no Oriente Médio.
Guerra de versões
Israel alega que Teerã está construindo bombas atômicas, que poderiam ser usadas contra Tel Aviv. O Irã nega e sustenta que usa tecnologia atômica apenas para fins pacíficos, como a produção de energia. Já Israel é um dos poucos países do mundo que não assinaram o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
Por outro lado, o Irã é signatário do TNP e nega que tenha violado compromissos com a AIEA. Segundo Teerã, a agência realiza uma campanha “politicamente motivada” e guiada por Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos, “sob influência de Israel”.
“A AIEA tem mais visitas ao Irã do que todos os países somados. O Irã permite a inspeção e tem um compromisso diplomático desde 2015 de não desenvolver armas nucleares, mas usar a tecnologia para fins específicos, como o desenvolvimento de radioisótopos para a medicina nuclear”, diz o jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, especializado em Oriente Médio.
“Quem nunca assinou o TNP e nunca foi fiscalizado é Israel. O general Colin Powell, que comandou a primeira invasão ao Iraque [em 2003] e era de confiança da Família Bush, diz que Israel deve ter cerca de 200 ogivas [nucleares] com mísseis”, acrescenta.
Por: Wellton Máximo e Lucas Pordeus León – Repórteres da Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil


