A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio Grande do Norte (FICCO/RN) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10/12), operação para desarticular o núcleo estratégico de operadores e conselheiros responsáveis pelo comando de ações violentas e pela gestão financeira de uma organização criminosa com atuação interestadual.
As investigações apontam que o grupo alvo exercia papel central na estrutura da organização, coordenando o tráfico de drogas e armas, além de atividades de lavagem de capitais. Durante a apuração, foram identificados elementos que relacionam integrantes do núcleo à consumação de 11 homicídios e uma tentativa de homicídio, ocorridos majoritariamente em 2025. As informações reunidas serão compartilhadas com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa para continuidade das investigações sobre crimes contra a vida.
A Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do RN expediu 15 mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.
Durante a fase ostensiva, além do cumprimento dos mandados, foram realizadas três prisões em flagrante. Também foram apreendidos armamentos, munições e uma quantia significativa em espécie.
Em um dos locais alvo de busca, uma profissional da área jurídica foi presa em flagrante ao ser encontrada com bilhetes encaminhados a integrantes da organização criminosa recolhidos em unidades prisionais. A investigação indica que ela utilizava suas prerrogativas profissionais para transmitir mensagens aos líderes encarcerados, auxiliando na manutenção da comunicação interna do grupo.
Por determinação judicial, foi realizado ainda o bloqueio de valores em contas bancárias de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema de lavagem de capitais, voltado à ocultação e dissimulação de bens provenientes de atividades ilícitas.
A FICCO/RN é composta por integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Polícia Civil do RN, Polícia Militar do RN e Polícia Penal do RN, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado
Ugmar Nogueira
Ugmar Nogueira
Radialista desde de 1999 com DRT N° 1597 – SRTE/RN – Formado em Saneamento Ambiental e Estudante de Direito. Defensor da boa política, conhecido pela coerência de minhas ações em defesa do cidadão e da democracia.
Prefeitura do Assú vai entregar cerca de 3 mil cestas básicas para famílias da zona rural.
A distribuição, que será realizada a partir da próxima semana, atende à ordem de fornecimento assinada pela ADA Emergencial, conforme demanda apresentada pela secretaria de Assistência Social a Defesa Civil municipal.
Cada cesta contém os seguintes itens: arroz beneficiado polido longo fino tipo 1, feijão carioca tipo 1, leite em pó integral instantâneo, óleo de soja, farinha de mandioca seca média tipo 1, macarrão espaguete comum, açúcar cristal, flocos de milho, sardinha em óleo comestível em lata e sal. As cestas integram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e são destinadas a municípios que declararam situação de emergência em função da seca.
As cestas serão entregues pelas equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social exclusivamente a famílias inseridas no Cadastro Único do município e residentes na zona rural que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional. A lista de beneficiários foi previamente elaborada com base nos critérios estabelecidos pelo programa e encaminhada à ADA Emergencial junto à documentação do processo. O servidor indicado na ordem de fornecimento é responsável pelo recebimento e prestação de contas das cestas distribuídas.

Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e são destinadas a municípios que declararam situação de emergência em função da seca.
O recebimento das cestas foi possível em função da adesão do município de Assú ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), através da Secretaria de Assistência Social. O cadastro habilita os municípios a acessarem recursos federais destinados à segurança alimentar e nutricional. Atualmente, apenas oito municípios do Rio Grande do Norte possuem adesão ao SISAN publicada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN Nacional): Natal, Canguaretama, Serrinha, Assú, Macaíba, Jaçanã, Carnaubais e Santo Antônio.
Além das cestas básicas, o município mantém em operação o abastecimento por carros-pipa para atender a população da zona rural afetada pela estiagem. A data de início da distribuição das cestas básicas será divulgada pela Secretaria Municipal de Assistência Social nos próximos dias.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) faz uma péssima gestão: persegue servidores, sucateia a saúde e a educação, usa quase todo o dinheiro do contribuinte em contratos milionários cheios de suspeita de superfaturamento. Apesar disso, conta com popularidade elevada e lidera a maioria das pesquisas para o Governo do Estado. O “fenômeno” parece ter razão de ser.
De acordo com o blogueiro Jefferson Sterfeno, o uso de verbas públicas explica o fenômeno. O prefeito tik toker estaria, assim, usando dinheiro do povo para benefício pessoal. Veja a análise:
A máquina de propaganda do prefeito chapéu de coro deu um nó nos números da comunicação digital dessas terras. Avaliando quatro dos principais políticos do estado surgeum campo de batalha invisível, onde a percepção da realidade é moldada por exércitos de robôs, verbas públicas e uma imprensa que ora fiscaliza, ora aplaude. No centro da disputa, a governadora Fátima Bezerra e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, vivem em universos midiáticos opostos. Um é o da crítica implacável; o outro, o da blindagem quase perfeita. Os dados sugerem que essa diferença tem um preço: R$ 4,3 milhões
Prólogo: O Prefeito e o Buraco
Em algum lugar de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, um cidadão desvia de um buraco na rua. Talvez reclame da saúde, que demora, ou da escola do filho, que precisa de reforma. Problemas comuns, de qualquer cidade. Longe dali, nos servidores de uma empresa de análise de dados, uma realidade paralela é construída. Nela, o prefeito da cidade, Allyson Bezerra, do União Brasil, não é o gestor dos buracos, mas um líder em ascensão, o mais cotado para governar o estado em 2026, um fenômeno de popularidade.
Enquanto isso, em Natal, a governadora Fátima Bezerra, do PT, acorda com mais uma manchete sobre o colapso na saúde, o déficit na previdência ou a violência que não cede. Para ela, a realidade paralela não existe. O noticiário é um espelho cruel dos problemas de seu governo.
Por que dois chefes de executivo, no mesmo estado, vivem em universos de notícias tão distintos? A resposta, sugerem os dados e uma investigação do Ministério Público Eleitoral, está em como cada um joga o jogo da comunicação. E, principalmente, em quem paga por ele.
Os Quatro Cavaleiros dos Maiores Ativos Digitais
Para entender o campo de batalha, analisamos quase dois anos de menções online de quatro figuras centrais da política potiguar: a governadora Fátima Bezerra, o senador e ex-ministro de Bolsonaro, Rogério Marinho (PL), o senador e ex-policial, Styvenson Valentin (PODE), e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
À primeira vista, os números são um massacre. Rogério Marinho é um Golias digital. Com mais de 400 mil menções, ele supera Fátima em 13 vezes. Seu alcance potencial, de 1,72 bilhão de pessoas, é maior que a população da China. Mas isso não significa tanto porque todo esse alcance reflete seu engajamento no Twitter pela projeção nacional das discussões envolvendo Bolsonaro.
Mas no mundo digital, nem tudo que reluz é ouro. O império de Marinho é construído sobre uma base frágil: quase 78% de todo o conteúdo sobre ele são apenas compartilhamentos. É como um show com milhões de ingressos distribuídos, mas onde a maioria do público está apenas repassando o convite, sem criar seu próprio barulho. É um sinal clássico de amplificação artificial, um exército de perfis cuja única missão é ecoar a mensagem do chefe.
Fátima e Styvenson, por sua vez, jogam um jogo mais tradicional, com um equilíbrio entre conteúdo original e compartilhamentos. Mas é Allyson Bezerra, o prefeito da cidade do interior, quem apresenta a anomalia mais intrigante.
Como Funciona A máquina de propaganda do prefeito chapéu de coro
Nos últimos dois anos, a distribuição de quase 27 mil menções ao nome do prefeito de Mossoró atendeu a essa dinâmica:
Dois Jornais para Dois Governantes
A diferença de estratégia se reflete no espelho do noticiário. Quando analisamos o conteúdo das notícias sobre os dois chefes de executivo, Fátima e Allyson, o contraste é brutal.
O Jornal de Fátima Bezerra:
É um diário de crises. As notícias negativas e neutras sobre ela são um manual de problemas de gestão pública:
•Saúde em Colapso: “Hospitais enfrentam severas faltas de suprimentos.”
•Aumento de Impostos: “Aumento do ICMS de 18% para 20% gera revolta.”
•Alta Desaprovação: “67% dos eleitores insatisfeitos com sua gestão.”
As críticas são específicas, baseadas em dados e atribuídas a fontes (TCE, pesquisas, fatos econômicos). É a imprensa em seu papel clássico de fiscalização do poder.
O Jornal de Allyson Bezerra:
É um diário de campanha eleitoral para 2026. As notícias positivas e neutras sobre ele são um manual de marketing político:
•Foco no Futuro: “Allyson Bezerra lidera as intenções de voto para 2026.”
•Construção de Imagem: “É visto como um forte concorrente, com sua popularidade crescendo.”
•Alianças Políticas: “Allyson e Rogério Marinho estão em conversas para unir forças.”
•Críticas Genéricas: Quando há críticas, são vagas: “enfrenta desafios”, “tem sido alvo de questionamentos”.
Não se fala dos buracos de Mossoró. Fala-se da pavimentação de seu caminho para o governo do estado.
| TEMA DA NOTÍCIA | FÁTIMA BEZERRA (Governadora) | ALLYSON BEZERRA (Prefeito) |
| FOCO PRINCIPAL | Problemas da gestão ATUAL | Candidatura para a eleição FUTURA |
| NATUREZA DA CRÍTICA | Específica, com dados e fontes | Genérica, vaga e minimizada |
| PAPEL DA MÍDIA | Fiscalização do poder | Promoção do político |
O Preço da Realidade
Por que a mídia trata os dois de forma tão diferente? O parecer do Ministério Público Eleitoral no Recurso Eleitoral nº 0600127-80.2024.6.20.0033 oferece uma resposta contundente: dinheiro.
O MP acusa Allyson Bezerra de abuso de poder político e econômico por, supostamente, usar a máquina da prefeitura para se promover. A acusação central é que a Prefeitura de Mossoró, que tinha um orçamento de publicidade de R$ 841 mil, empenhou mais de R$ 4,3 milhões com agências de comunicação. Esse dinheiro, segundo o MP, era usado para subcontratar os mesmos blogs, portais e influenciadores que hoje constroem a imagem de Allyson como “líder nas pesquisas”.
É a “blindagem midiática” em ação. Enquanto Fátima é obrigada a responder pela realidade de sua gestão, Allyson parece ter comprado uma realidade alternativa, onde os problemas de Mossoró são ofuscados pela glória de sua futura candidatura.
Os dados de “eficiência” confirmam a suspeita. Fátima tem 5 vezes mais “autores únicos” (pessoas falando sobre ela) que Allyson. No entanto, cada “autor” de Allyson produz, em média, 11,3 menções, contra apenas 2,4 de Fátima.
É a diferença entre uma conversa de bar, com muitas pessoas falando um pouco, e uma redação de jornal, com poucos profissionais produzindo muito conteúdo. Os “autores” de Allyson são, ao que tudo indica, profissionais.
O Custo da Verdade
No fim, os dados revelam três modelos de comunicação política no Rio Grande do Norte:
1.O Modelo da Força Bruta (Rogério Marinho): Usa a tecnologia para criar um volume gigantesco de ruído, uma demonstração de poder digital que pode ou não se traduzir em votos.
2.O Modelo da Realidade Nua e Crua (Fátima Bezerra): Governa sob o escrutínio de uma imprensa que, para o bem ou para o mal, reflete os problemas reais da população.
3.O Modelo da Realidade Comprada (Allyson Bezerra): Usa recursos públicos para criar uma bolha de notícias positivas, uma blindagem que o protege dos problemas de sua própria gestão e o projeta para o futuro.
Na próxima reportagem vamos explorar como o Mossoró Cidade Junina é um dos principais propulsores dessa máquina. Eu solicitei à Prefeitura de Mossoró via Lei de Acesso à Informação todos os contratos da festa, mas não obtiver resposta. O Ministério Público do Estado foi acionado para fazer a lei valer e os documentos, que são públicos, serem disponibilizados.
Blog do Dinda
Ações de criminosos em poços da Caern no Oeste deixam cidades sem abastecimento d´água
Ações criminosas danificaram dois poços da Caern na região Oeste do estado. O primeiro ato, na segunda-feira (8), foi o furto de componentes elétricos e o corte de cabos em um poço localizado no município de Governador Dix-sept Rosado, por volta das 8h. Com isso, houve redução na oferta de água distribuída aos moradores da cidade. A Companhia estima que o conserto e a recuperação dos estragos causados ocorra até a noite da sexta-feira (12). Após este momento, a normalização na distribuição de água deve ocorrer em até 24h.
Nos últimos dias, também foi atacado poço da Caern, situado na Vila Mato Grosso, em Serra do Mel, onde foram furtados cabos elétricos.



Vereadora Plúvia Oliveira destina mais de R$ 1,1 milhão para fortalecer a Saúde de Mossoró
No processo de construção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de Mossoró de 2026, a vereadora Plúvia Oliveira (PT) destinou R$ 1.173.380,95 exclusivamente para a área da Saúde, somando R$ 373.380,95 em emendas impositivas e R$ 800 mil em emendas aditivas.
As emendas impositivas são aquelas que cada parlamentar tem direito de indicar para áreas prioritárias da cidade e cuja execução é obrigatória pelo Poder Executivo. Já as emendas aditivas consistem em remanejamentos dentro do orçamento já apresentado pela Prefeitura, reforçando ou criando ações necessárias para a população.
Entre as emendas impositivas, está o aporte de R$ 100 mil para a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), fortalecendo o trabalho essencial de diagnóstico, tratamento e prevenção ao câncer na região. Além disso, foram destinados R$ 130 mil para aquisição de equipamentos para as três Unidades Básicas de Saúde do Dom Jaime Câmara, bairro em que reside, incluindo geladeiras para conservação de vacinas, computadores, macas, birôs e cadeiras, garantindo mais estrutura e melhores condições de atendimento.
As UPAs também receberão investimentos para aquisição de aparelhos de ultrassom, ampliando a capacidade de realização de exames, com investimento de mais R$ 40 mil reais. Além disso, foi indicada a destinação de R$ 100 mil para a aquisição de veículo automotor para uso institucional do Conselho Municipal de Saúde.
Nas emendas aditivas, o mandato garantiu R$ 500 mil para a aquisição de insumos alimentícios oriundos da agricultura familiar e da economia solidária destinados às UPAs, fortalecendo tanto o atendimento quanto a economia local. Outra emenda aditiva, no valor de R$ 300 mil, assegura custeio e manutenção das atividades de castração animal e do Castramóvel, ampliando ações de saúde pública e controle populacional de animais.
A vereadora destaca que todas as ações foram pensadas para ampliar o cuidado com a população:
“Estamos destinando mais de um milhão de reais para fortalecer a saúde pública de Mossoró, priorizando tanto a prevenção quanto o atendimento. São investimentos que dialogam com demandas reais da população e reforçam o compromisso do nosso mandato com uma saúde mais digna e eficiente”, afirmou Plúvia Oliveira.
A Polícia A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (9/12), no RN, a Operação CA/CL destinada a apurar crimes financeiros e lavagem de dinheiro praticados por organização criminosa especializada em obter empréstimos e linhas de crédito mediante fraudes, utilizando empresas de fachada ou registradas em nome de terceiros com a intenção de não honrar os valores contratados.
As investigações apontam que o esquema envolvia múltiplos participantes e seguia um padrão estruturado. Entre as práticas identificadas, destaca-se o uso de empresas inativas, alterações societárias para inclusão de laranjas, aumento fictício de capital social, apresentação de documentos fiscais ideologicamente falsos, indicação de endereços incompatíveis e utilização de garantias inexistentes. Também foram constatadas emissões de notas fiscais falsas posteriormente canceladas e a suposta utilização de máquinas pesadas inexistentes como garantia.
O grupo contava ainda com a participação de um funcionário de instituição financeira federal, responsável por inserir informações falsas em sistemas internos de avaliação de risco, ignorar alertas e aprovar créditos sem a verificação adequada. Algumas empresas chegaram a declarar faturamento de milhões de reais sem possuir qualquer empregado registrado. Esse agente atuava para dois núcleos distintos do esquema, cada qual com sua própria estrutura de lavagem de dinheiro.
Após a liberação ilícita dos valores, as quantias eram pulverizadas entre empresas de fachada e contas de pessoas físicas ligadas ao grupo, com aquisição de veículos e imóveis destinados à blindagem patrimonial. Parte desses bens era registrada em nome de terceiros, e veículos de alto valor eram transportados para outros estados para dificultar o rastreamento.
As apurações também indicaram que o funcionário investigado adquiriu bens incompatíveis com sua capacidade financeira. Informações encaminhadas à Polícia Federal apontaram ao menos 20 empresas utilizadas entre 2022 e 2025 para a prática reiterada das fraudes, gerando prejuízo estimado em milhões de reais. Há indícios de que outras empresas também tenham sido utilizadas, o que pode ampliar o montante apurado.
Na manhã de hoje, oito equipes da Polícia Federal cumpriram mandados expedidos pela Justiça Federal, incluindo uma prisão preventiva e cinco prisões temporárias. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias e restrições sobre veículos e imóveis adquiridos com recursos ilícitos ou mantidos em nome de terceiros.
Durante as buscas, foram apreendidos documentos, mídias eletrônicas, veículos, registros contábeis e outros materiais relacionados ao esquema de fraudes e lavagem de dinheiro. Os itens recolhidos subsidiarão novas etapas da investigação e poderão revelar outros participantes.
Os investigados poderão responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
A corrupção sempre rondou a gestão Allyson Bezerra (União Brasil). Isso é fato. Se Allyson é, de fato, corrupto, só o avanço das investigações em curso podem dizer. O certo é que o prefeito teve e tem algumas chances de colocar as questões nebulosas de sua gestão a limpo. Parece faltar vontade. O gestor não se explica nem deixa ninguém investigar as denúncias de irregularidades que se tornaram comuns desde que ele assumiu o comando do Palácio da Resistência.
Allyson não fez o que deveria ser feito quando se descobriu que o seu principal auxiliar, braço-direito e homem forte, de sua gestão, Kadson Eduardo, foi condenado por fraudar um processo na Justiça Federal. Somente o tirou do governo depois de muita pressão. Kadson está sem cargo na gestão, mas não sem função (se está sem remuneração, que Allyson venha a público esclarecer). O fato é que Kadson, que é advogado, já foi flagrado na Procuradoria Geral do Município.
Allyson também não fez o que deveria quando o produtor cultural Thiago Bento foi flagrado assumindo que superfaturava cachês de companhias teatrais. Apesar de ter exonerado Thiago logo após a descoberta, o prefeito nunca deu satisfações públicas sobre a atuação de Thiago Bento, principalmente porque o produtor era lotado na Secretaria Municipal de Culttura (SMC), pasta responsável por contratos milionários. Thiago Bento desapareceu, Allyson se escondeu.
A gestão municipal foi flagrada ao contratar com uma empresa fantasma. Um contrato de R$ 3 milhões para fornecimento de alimentos à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O negócio era tão ruidoso e com evidências tão fortes de ilegalidade, que os ex-vereadores Paulo Igo, Omar Nogueira e Tony Fernandes foram a São Tomé (cidade onde a citada distribuidora estaria localizada) e ao chegar no endereço que consta nos documentos do processo licitatório, descobriram que a emporesa não existia. Forçado pelas circunstâncias, Allyson se viu obrigado a cancelar a licitação, mas, mais uma vez, também não deu explicações sobre a marmelada.
O prefeito está acossado por uma série de denúncias de corrupção. Intitulada de “Os Segredos de Allyson”, a série de reportagens do Blog do Barreto traz acusações gravíssimas contra o gestor. Inclusive de que o próprio Allyson Bezerra estaria cobrando propina a empresas que prestam serviços ao município. Ao invés de vir a público se explicar, Allyson preferiu censurar o trabalho do jornalista. O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que as denúncias são gravíssimas, que Bruno não cometeu nenhum crime e autorização a republicação das reportagens. Em público, Allyson segue evitando falar sobre o assunto.
O mais recente escândalo da gestão Allyson Bezerra é sobre a suspeita de superfaturamento no contrato da decoração natalina de Mossoró. A oposição pediu à gestão explicações sobre a operação. A bancada governista derrubou o requerimento com o pedido.
P;oucos dias depois, o prefeito mandou espalhar que servidores da Secretaria Municipal de Administração entregaram ao presidente da Câmara Municipal, vereador Genilson Alves (UB) os documentos sobre o processo licitatório que culminou no contrato da decoração natalina. Não se sabe o porquê de o prefeito ter mando sua bancada derrubar o requerimento que pedia explicações. Parece mais jogo de cena do que qualquer outra coisa.
A postura de Allyson deixa margens às várias interpretações. Inclusive a se duvidar do que de fato consta nos papéis. Principalmente porque o próprio prefeito garante que a sua gestão é totalmente digital. Onde ele arranjou tanto papel? Só o próprio prefeito pode explicar. Mas vir a público tratar de coisas sérias não é o forte de Allyson Bezerra. Dar piruetas para enganar bobo parece ser algo que melhor lhe apraz.
Saiba mais sobre as denúncias:
Escândalos na gestão Allyson: por que o prefeito poupa Kadson e joga Tiago Bento às feras?
Blog supera censura e vai retomar reportagens sobre suspeitas de corrupção de Allyson
Fim da censura contra jornalista preocupa Palácio da Resistência
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) segue criando factóides para tentar desviar o foco das denúncias de suposto superfaturamento no contrato da decoração natalina da cidade.
Como a história da entrega à Câmara Municipal dos documentos da hipotética licitação do referido contrato não pegou, o prefeito foi às redes sociais cobrar do Governo do Estado repasses do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). Allyson tomou uma invertida histórica.
O secretário de Tributação, Cadu Xavier, não negou o débito, não fez firula e nem recorreu a meias verdades.
“Aqui não tem segredo. Queria dizer que até quarta-feira, os repasses de ICMS e Fundef estarão rigorosamente em dia”, garantiu o secretário.
Cadu Xavier foi mais além e lançou um desafio a Allyson Bezerra. “Agora saber se até quarta-feira o prefeito de Mossoró vai pagar os mais de R$ 50 milhões que a prefeitura deve à Caern”, questionou.
Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Tarcísio Maia recebe Certificado de Destaque
O Hospital Regional Tarcísio de Vasconcelos Maia (HRTVM), através de seu Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE), recebeu o certificado de Destaque no 3º Encontro Estadual de Vigilância em Saúde e I Encontro Nordestino em Vigilância em Saúde, realizado no Praia Mar Hotel, Ponta Negra, em Natal, de 2 a 5 de dezembro.
Os encontros foram organizados e patrocinados pela Secretária de Estado da Saúde Pública (SESAP), e contou com a participação dos núcleos de epidemiologia de todos os hospitais do Estado, como também dos demais estados nordestinos que mandaram representação, e, ainda, demais profissionais envolvidos com vigilância epidemiológica.
O Hospital Regional Tarcísio Maia esteve representado pela coordenadora do NVE, enfermeira Kalidyjamayra Oliveira R. Freitas, que foi agraciada por Deuma Maria Alves dos Santos, apoiadora da Renaveh e chefe de grupo, e Simona Alli Fernandes Farias que é responsável técnica pela Vigilância Epidemiológica da SESAP.
O que faz um NVE no Hospital? – Um Núcleo de Epidemiologia Hospitalar (NVE) monitora, avalia e controla doenças, agravos e eventos de importância de saúde pública dentro do hospital, gerando dados e informações estratégicas para prevenir surtos, garantir a segurança do paciente, orientar equipes e responder rapidamente a emergências, atuando de forma integrada com outros setores como o controle de infecção e segurança do paciente, focando em notificação compulsória e melhoria contínua do cuidado.
Polícias Civil do RN e RS deflagram operação contra golpes digitais em Areia Branca
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta segunda-feira (08), a operação “Irmãos Coragem”, que resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão voltados ao combate a estelionatos digitais.
De acordo com as investigações, uma família residente no vilarejo de Ponta do Mel, no município de Areia Branca, utilizava reiteradamente dados pessoais e cartões de crédito de terceiros para realizar compras fraudulentas de cosméticos e perfumes. As diligências realizadas permitiram identificar os locais onde os produtos eram entregues, o que motivou a expedição dos mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos quatro aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia.
Toda a ação foi coordenada pela 42ª Delegacia de Polícia (DP) de Areia Branca, em parceria com a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e orienta que denúncias anônimas podem ser realizadas pelo Disque Denúncia 181. (Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS)


