É de barafunda o clima no Conselho Municipal de Saúde de Mossoró. Os bastidores do colegiado não fazem inveja a turmas de adolescentes repetentes, com todo respeito a esses jovens.
Desde que o colegiado reprovou as contas da Saúde da gestão Allyson Bezerra (UB) e o prefeito agiu para ter o controle do órgão, que o clima é de confusão, brigas e expulsões. Cenário de baixarias.
Na mais recente delas, que vieram a público por meio de áudios vazados, uma conselheira reclama que ela e o também conselheiro Ricardo Martins (que foi expulso de uma das reuniões) não são ouvidos pelo comando do conselho.
“Eu não sou ouvida porque sou negra e seu Ricardo porque diz o que desagrada à gestão municipal”, diz a conselheira (nome resguardado) em um dos áudios.
Ainda de acordo com essa integrante, o comando do colegiado perdeu totalmente o respeito junto à Secretaria Municipal de Saúde (SME). “A secretária de Saúde não atende ligações nem da presidente nem da vice”, diz, com ênfase a conselheira em outro áudio.
As novas revelações vem à tona num momento em que a secretária Morgana Dantas revela que a gestão Allyson Bezerra gastou mais de R$ 125 milhões apenas de recursos próprios na Saúde. Com o caso que o setor vive, o questionamento que ecoa pela cidade é: onde tanto dinheiro foi aplicado. E como.
O Conselho Municipal de Saúde, por ter a função precípua de fiscalizar a aplicação desses recursos, poderia contribuir para que fossem encontradas respostas para esses questionamentos.
Para isso, terá que vencer três desafios. Primeiro superar o pandemônio em que se transformou desde que se deixou cooptar pelo palácio. Segundo, exercer de fato o seu papel de órgão de controle social. E terceiro, e mais importante: deixar de ser apêndice da gestão municipal.

1 comentário
E o circo pegando fogo. E agora, como subir no picadeiro?????? A conta chega!!!!!! E os recursos???? Quem viu??? Onde estão, na botija??????